
Lula, o filho do Brasil, o filme
A oposição acadêmica, muito burra (que o PT também já fez) e desconstituída de conteúdo chegou ao ridículo extremo quando investiu em críticas ao lançamento do filme sobre a vida do presidente da República. Em meio à desorganização do 42º Festival de Cinema, a produção da família Barreto teve exibição de pré-estréia segunda-feira à noite no Teatro Nacional de Brasília, superlotado e sem lugar nem para os participantes do filme, o que provocou cenas extras de incivilidade explícita. Normal quando se organiza (ou desorganiza?) qualquer evento ligado à cultura. A má vontade é ampla geral e irrestrita.
Os opositores acusam o governo de oportunismo, o que fez Lula ficar em casa. Pior pra ele ao delegar representação para a mulher, Dona Marisa, que entrou muda e saiu calada, como sempre.
O pai, Luiz Carlos Barreto é produtor, e o filho Fábio o diretor. Pelo que li e ouvi até agora não há nenhum conteúdo político-eleitoreiro na tarefa dos Barretos, apenas o relato da vida de um homem que chegou ao segundo mandato na presidência de uma nação. A oposição deveria concentrar sua artilharia nos grandes pecados governamentais acobertados por um eficiente trabalho de marketing. Mas, até hoje a pontaria segue ruim e os tiros continuam passando longe do alvo. Acho simplório pensar que um filme possa lá adiante influenciar na campanha da candidata Dilma Rousseff.
A Barretagem sim é oportunista – sempre foi – porque quer é ganhar dinheiro. E muito. Empreiteiras poderosas e presentes em todos os governos, Camargo Corrêa e Odebrecht, participaram como patrocinadoras. Talvez devamos, isto sim, discutir essa relação promíscua, coisa que não interessa aos porta-vozes da oposição. Nessa hora e em vários outros momentos o telhado de vidro atrapalha a contestação, tornando o discurso vazio e sem sustentação.
Resta esperar a poeira baixar para sabermos se valerá a pena assistir a obra dos Barretos, o trabalho dos atores, enfim, o cinema pelo cinema. De cara não dá para desconsiderar que Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, é o personagem principal. E, cá pra nós, um grande personagem, gostemos dele ou não.
Caro Medaglia
Não posso concordar contigo quando dizes que , queiramos ou não, LULA é um grande personagem. Ele pode ser um personagem, o principal personagem ou um personagem grande,pois não se pode negar os fatos e todo o contexto político em que sua figura, outrora barbuda, esteve e está muito presente. Daí a caracterizá-lo como um grande personagem, só o tempo o dirá. E pra mim, já não disse. Ele representa o maior estelionato eleitoral nesse país, alguém já disse e eu concordo. Ele fez igualzinho os que o antecederam. Posso estar enganado. Talvez a história o transforme num grande personagem, mas, lamentavelmente, não acredito.
Em 1970, no auge da guerra do Vietnã, o filme vencedor do Oscar retratava as batalhas do General Patton, na Segunda Guerra Mundial, retratado como um herói. Curiosamente, a exibição do filme contribuiu para uma mudança na opinião pública a respeito do envio de tropas ao vietnã. Segundo Oliver Stone, diretor do filme, o presidente Richard Nixon ordenou a invasão do Camboja, um dos últimos suspiros norte-americanos no Vietnã, após ter assistido “Patton” numa sessão privativa. Afirma-se, ainda, que o general Norman Schwartzkopf, ao se preparar para comandar a guerra do Golfo, foi influenciado pela personificação que o ator George Scott fez de Patton.
Porém, creio que o povo brasileiro é inteligente o suficiente para não se deixar influenciar por um filme sobre Lula que, segundo consta, faz chorar do início ao fim.
Uau! Hum… é melhor eu resistir à tentação de me meter nesse angu de caroço, desconectar e voltar à contemplação das áridas estepes geladas, enquanto aqueço o espírito com algum destilado ou fermentado de boa cepa. Fui!
Com todo respeito à matéria acima,não temo pelas pessoas esclarecidas,mas sim pelo que passa pela cabeça do povão.
Ora, não se esqueça que o Lula vai dividir o mesmo palanque com a Dilma. Lembro que há dias atrás saiu uma pesquisa onde uma parcela considerável da populaçao brasileira achava que a Dilma era a esposa do Lula.
A população se emociona até com novela e com Big Brother. Achar que esse filme não influi na vontade do eleitor, com todo respeito, é um entendimento absurdo. Por fim, nunca subestime a ingenuidade do povo brasileiro.
Cesar, Cesar, tás muito biguebróder. Pára de ispiar istepô.
Caro Felipe L.
Já que te preocupaste em corrigir alguns erros de grafia, espero
que não te melindres se eu corrigir mais um, no teu texto. Da mesma forma, se quiseres podes corrigir os meus. Sem problemas, crescemos/aprendemos juntos.Em se tratando da “última flor do Lácio”, ela é terrível. Todos erramos. Então, aí vai: Quando disseste “há dias atrás”….cometeste aí um pecado que costumam chamar de pleonasmo ou redundância, não lembro bem. E pra não sair do assunto do texto do blogueiro , penso que o LULA também é um desses pleonasmos, uma redundância, essa ,sim, histórica. Repetiu quase por completo as velhas maracutaias dos políticos anteriores. E ainda com maior disfarçatez e travestido de “o novo pai-dos-pobres”! Safado esse PT!
Les Paul, é que às vezes sobra um tempinho, entre uma cochilada e um passeio, e acabo caindo na tentação. Mas tenho tentado me conter…
Muito obrigado Waltamir. Realmente tens razão, e o pior é que esse erro não foi “no calor da emoção”. Certamente merecia ser corrigido, obrigado.
Quanto ao filme, acrescentando ao meu post anterior, li em algum lugar que o mesmo seria lançado no mercado, em DVD, por irrisórios R$ 10,00 reais, ou seja, valor muito inferior ao que vem sendo praticado pelo comércio desse tipo de produto.
Diante disso pergunto: Por quê existe a preocupação em tornar, especificamente esse filme, mais “acessível” aos brasileiros? Afinal é só um filme, não é?
O Barretão e Dna Lucy são muito água com acuçar gente!!As empreiteiras entraram com o paitorcinio é?E a Andrade Guturierez que deu casa e comida pra LUrian em Paris?De certo deu patrocinio em of, pra esse filomezinho sobre uma vida mediocre.Quantos brasileiro com vidas mais interessante existem?Quantas vidas a serem imitadas, dignas?! Não é verdade??Claro que são essas empreiteiras que ganham, as concorrências do Gov Federal! Minha dor com o PT é que eles quando no poder fizeram pior do que a pior direita brasileira!!Eles não têm moral pra dizer nada, me adimira vcs tarem defendendo esses caras, o blog pra mim tá perdendo ponto!!
A manipulação no cinema é explícita e, sendo arte tem suas licenças. Burro é quem acredita em tudo que vê, além do que lê. É melhor cultura alternativa e desorganizada do que acreditar que futebol é de verdade.
Caro Medáglia,
Até que fiquei curioso, considerando a vossa credibilidade em ver esse filme da ou sobre a história do noerdestino pobre que hoje, é Presidente reeleito do Brasil. Porém, algumas dúvidas continuam martelar minha inquieta consciencia:1- no final acontece com o mesmo o que ocorreu com o demagogo e falso socialista, o pseudo sindicalista polones Lech Valeska,depois que caiu a casa, quer dizer a máscara? 2-ou, quem sabe, à exemplo dos autênticos melodramas mexicanos, o personagem principal morre no final?
Respeitosas e azuis saudações
Seba Martins
Nada de preocupação com o povão. E povão lá tem grana para ir ao cinema???? O Lula é visto na telinha diariamente…
A classe média vai – e comendo pipoca.
Tomara que Marina dê uma melhorada no quadro. Tá triste!
Abraços.
Seba: pelo li a respeito o filme não aponta para nenhum lado. A família Barreto é oportunista, necessariamente não no mau sentido, e sabe ganhar dinheiro com cinema, coisa difícil no Brasil. Também tenho a tua curiosidade sobre o o “the end” do “Lula, filho do Brasil”.
Não se preocupem se o povão vai ao cinema, pois a “Grobo” já comprou o filme e vai levar para dentro da casa de todos !
O Zé Simão é que está correto: o filme acaba mal, pois no fim ele vira presidente !
Pois eu vou comprar uma cópia pirata …e não vou ver! “Esse filme” a já está passando desde a fundação da Alemanha Nazista …o que seria do poder sem a propaganda?
Se o dinheiro pro filme fosse público seria uma chiadeira. Como o dinheiro é privado é tratado como relação promíscua. Vai entender esse mundo. Tá pior que os aloprados esquerdistas dos anos 80, tudo tá errado, muda tudo, mas sem falar como fazer!