
Festa na Ressacada com sucesso do time (Divulgação Avaí)
Ainda não desisti de ver Avaí e Figueirense juntos na série A do ano que vem, embora as chances tenham diminuído bastante, na medida em que estamos muito próximos do final do Brasileirão. Leitores-torcedores avaianos, cheios de orgulho com a bela campanha, abominam a idéia. Alguns mandam comentários furiosos ou irônicos, dependendo como acordaram, me “acusando” de torcedor do Figueirense.
Do outro lado também há os inconformados, talvez pelo fato de o time não ter garantido ainda sua volta à primeira divisão. E lá vem chumbo dos leitores-torcedores alvinegros. Prefiro chamá-los de tricolores. Afinal, o verde da figueira está lá pra que? Mas, enfim, sobram palavras duras e “acusatórias” que me identificam como torcedor inimigo.
Não me queixo. Isso é o melhor que um jornalista isento pode desejar.
Examinemos as possibilidades. O Avaí já fez muito bem a sua parte e sonha com um terceiro objetivo, uma vez que alcançou com folga seus dois primeiros: evitar o descenso e chegar à Sul-Americana. Agora a meta é a Libertadores, com a concorrência de quem não for o campeão entre São Paulo, Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético MG e Internacional. O Avaí em tese tem que fazer nove pontos contra o Santo André fora, Santos em casa e Náutico em Recife. Além, é claro, de torcer por tropeços dos que estão à frente. Só falta acrescentar a trilha sonora da série “Missão Impossível”.
O Figueirense precisa ganhar seus dois últimos jogos, contra o Duque de Caxias em Florianópolis, e São Caetano no ABC. O Atlético Goianiense, adversário na luta pela vaga, vai a Caxias enfrentar o desespero do Juventude e na rodada final recebe o Bahia que luta contra o rebaixamento. Ou seja, a vida não está fácil para a dupla da Capital com olhos voltados para objetivos distintos, quase inatingíveis. Chateação maior para o Figueirense que pretendia esse ano voltar à primeira divisão ao lado do grande rival que olha o vizinho com desdém e grita: “antes só do que mal acompanhado”.
Caro Medáglia,
Havíamos acordado, por seu pedido que não mais o citaria como torcedor do Figueira(fanático?, acho que não!); ocorre que eu pensei que havia ficado subentendido que não voltarias á insistir nessa tese de os dois times de Floripa, em 2010, estarem juntos na série A, pois acontece caro Jornalista, que essa tese só é admitida por duas correntes: a primeira é lógico por torcedores do Figueira e a segunda pela RBS(rede de baixos salários, como muito bem define o calmo e prudente Mosquito), é claro por interesses financeiros ; assim, a conclusão e o vínculo passam a serem óbvios, lamento….
Respeitosas saudações Avaianas
Seba Martins
Caro Seba: qualquer profissional que se preze precisa defender essa idéia até onde for possível. Seria burrice pensar diferente. Clubes fortes, futebol catarinense ídem, mercado jornalístico também. Voce não conheceu o futebol catarinense que eu conheci, bem no comecinho da década de 70. Aqui só se pensava no futebol carioca, nos estádios camisas de Vasco, Flamengo, etc, pra todo lado. E os clubes do interior eram mais fortes, com a ajuda da Federação da época, que ajudei a combater. Amigo, quero te dizer com muito orgulho que participei deste processo de valorização do nosso futebol. Trabalhei no Orlando Scarpelli quando havia arquibancada de um lado só. Também fiz muita cobertura no Adolfo Konder, inclusive naqueles jogos de quarta-feira à tarde. O estádio do Avaí não tinha iluminação. Tenho razões de sobra para querer a dupla da Capital forte. Portanto, caro acho que me fiz entender, MM
Como é bom ler algo defendendo o futebol de Santa Catarina. Com crítica, é claro, Mesmo sendo gaúcho e gremista (e jamais vou mudar), acho isso um oásis. SC tem que viver seus clubes, jamais os de longe. Mas, porém, se pensarmos como o “modernista” LHS, logo estaremos torcendo pelo Paris Saint Germain….
Caro Medaglia
Sou catarinense, torço para que o futebol daqui evolua sempre mais e tenha destaque no cenário nacional, mas como torcedor, não tenho culpa se minha paixão, no futebol, está no RJ.
Só consigo torcer mesmo pelo VAAASCO. Desde meu pai até meus filhos , de geração em geração.
Já meu filho, é Vasco em primeiro lugar, mas consegue torcer também pelo Avaí. Portanto, vai demorar um pouco para deixares de ver a camisa do Vasco circulando por Floripa ao lado da outra, do urubu essa ave nada simpática, mas extremamene útil, da família dos catartídeos, adversária do querido Almirante , que eu respeito mas não cito o nome e nem comento. Abraço.
Meu Caro Schneider
Quando morei em São Paulo tinha um clube para qual torcia lá.
Entendia dessa forma que ao escolher um clube paulista para torcer, ficaria mais indentificado com a cidade.
Os gauchos que estão se mudando aos borbotões para Florianópolis, não conseguem se desvencilhar da Rua da Praia do chimarrão e do CTG. Nem do Inter e do Gremio.
Assim não se indentificam com a cidade nem com seu povo. Pena!
QUE LINDA A FOTO DO ARTIGO!
Caro Medáglia,
Respeito e admiro e muito o trabalho dos jornalistas, principalmente daqueles profissionais integros, independentes e que jamais se deixam ou procuram manipular a opinião pública através de seus textos, aí sim dirigidos de acôrdo com os objetivos de quem os paga; v.s. está óbviamente incluido no conceito inicial exposto e isso por uma simples razão:-moro e acompanho toda a vida desta maravilhosa ilha desde 1.969; aqui me casei, tive 3 filhos e netos, a mais velha fazendo vestibular; é lógico, como todo brasileiro, acompanhei toda a evolução do futebol da ilha e referendo o que disseste.Apenas e bem por isso não acho que sua justificativa que não a de torcedor, seja a razão para querer o Figueira também na A, dúvidas pergunte aos avaianos antigos. A propósito, fui amigo e muito admirava a pessoa e o brilhante trabalho feito pelo Major Ortiga, como também o Fernando Bastos, o João Salum e muitos outros; até confesso, algumas vezes gasiei o trabalho para assistir os jogos do Avaí no velho e saudoso Adolfo Konder.
Respeitosas e azuis saudações
Seba Martins