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Generalidades

Aos verdadeiros mestres com carinho

Um dia ainda vou descobrir quem foi o paspalho que inventou de chamar técnico de futebol de professor. Aliás, quem os chama assim parece que por razões diversas infelizmente nunca freqüentou bancos escolares ou então passou  apenas de raspão por alguma escola.

 Escrevo isso a propósito do comportamento de dois “professores” em especial, justo na véspera de uma data que homenageia esta profissão que é base de tudo em um país que se preze. A melhor homenagem na verdade seria o pagamento de bons salários, condições de trabalho e de preparação adequada para o enfrentamento de tão nobre missão. Mas quem entre nossos governantes se importa com isso? Garantimos pão e circo até 2016, isso é que interessa.

 A manifestação destemperada do professor Maradona depois do jogo contra o Uruguai vai ao encontro do que já escrevi e continuarei escrevendo enquanto puder sobre estes sujeitos acostumados a deitar falação no vestiário. Alguns montam a cena até com quadro negro. O argentino xingou jornalistas com palavrões e expressões chulas ainda dentro do campo, no calor da comemoração pela conquista da vaga na Copa. Repetiu tudo em detalhes depois durante a entrevista coletiva, direcionando suas ofensas a alguns jornalistas e veículos de comunicação que o criticaram.

 Por aqui o professor Dunga foi o mesmo de sempre. No campo reclamou da arbitragem com palavrões, gestos obscenos e em determinado momento tentou levar a torcida junto. Terminado o jogo comportou-se mal de novo, repetindo sua agressividade naquele estado permanente de rancor e ódio.

 Só o passado como jogador os diferenciou. Um era craque, o outro um eficiente pé de ferro. Hoje os dois têm muito em comum, a falta de educação e de preparo para comandar, para orientar. Ensinar, então, nem se fala, está fora de cogitação. Como os jogadores brasileiros em sua maioria não estão acostumados a contrariar o “professor”, se submetem a tudo e repetem à exaustão como papagaios o que imaginam ter aprendido, tudo para agradar os “mestres”. Dos argentinos sei pouco. Mas sei, por exemplo, que conhecem seus direitos e entendem quando devem lutar por eles.

 Torcida e jogadores talvez se livrem do Maradona antes da Copa na África do Sul. Quanto a nós brasileiros, jornalistas e torcedores, ou simplesmente apreciadores de espetáculos norteados por comportamentos civilizados, vamos ter que aturar o Dunga. Só porque cumpriu com sua obrigação de levar o futebol do Brasil para assinar o ponto em mais uma Copa. Sem ensinar nada diferente a ninguém.

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