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Brasileirão

Essa turma não aprende

Fui na casa do vizinho e estou aqui para, como disse  o César, dar meus pitacos, enquanto aguardo a recuperação do meu computador, que já saiu da UTI.  Não podia deixar passar o excelente desempenho do Avaí em São Paulo diante do já eleito campeão brasileiro de 2009. Eleito pelo passionalismo e falta de isenção que seguidamente acomete a mídia esportiva. Paulistas e cariocas, principalmente, já melhoraram um pouco, mas ainda precisam aprender que o Brasil tem vida inteligente e bom futebol fora do eixo. E não é a primeira vez que a dupla da Capital mostra força fora de casa e contra gente grande. Coisa impressionante como essa turma desconhece o mapa do Brasil. Todo ano é a mesma coisa, os favoritos são fulano, beltrano, os rebaixados, sicrano… Claro que não dá para desprezar o favoritismo de bons times, camisa, tradição, etc. Só que isso nem sempre garante vitórias e títulos.

O Avaí só não ganhou do Palmeiras por detalhe, aquele que está no circuito que liga a cabeça com pernas e pés. O gol perdido quando jogo estava em dois a um foi claramente caso de curto nesse tal circuito. Depois veio o imerecido castigo e o empate de 2 a 2. Perdoem os clichês, mas para o Avaí, quem diria, o jogo terminou com aquela amargura de quem teve a vitória nas mãos e a entregou no chamado “apagar das luzes”. 

Gozado foi ouvir o pós-jogo dos paulistas verdolengos. O Muricy Ramalho, então, ficou uma fera com a “derrota” e voltou ao mau humor e à falta de educação, desancando repórteres e fazendo cara feia até para aquelas perguntinhas óbvias, carregadas de oba-oba e puxa-saquismo. Justo ele, um dos poucos a dizer que o Avaí tinha um time perigoso. Pelo jeito jogou para a torcida temendo, quem sabe, uma surpresa desagradável.  Doeu demais empatar com o Avaí que, comendo pelas beiradas, pode sim arrumar uma vaguinha na Sul-Americana, e não só lutar contra o rebaixamento.  

O Figueirense também tem sido vítima desta visão caolha de razoável parcela da mídia, apesar de suas boas participações na série A. Exceção, evidente, ao ano passado. Noite dessas me diverti com narrador e comentarista da Sportv paranaense, que só pararam de torcer ao vivo e a cores depois que o Figueirense chegou aos três a zero. No quarto gol só faltou enrolar a bandeira desfraldada na cabine e entoar a marcha fúnebre para embalar as lamúrias do goleado Paraná.

Discussão

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  1. que é isso, mário?!! o palmeiras perdeu tantas chances quanto o avaí e foi prejudicado três vezes pela arbitragem .. se o porco escapou de levar uma goleada, o leão também não ficou longe dela.

    não fosse o gol contra do marcão, a empolgar visivelmente os avaianos, penso que a história teria sido bem diferente.

    eu mesmo vi os comentaristas da globo, incluindo o kleber machado (que é palmeirense mas ninguém sabe), dizendo que seria um jogo difícil e que o palmeiras passara trabalho antes para vencer times bem piores no campeonato: se alguém desmerecia o avaí era a torcida do palmeiras .. e neles me incluo!

    o empate não foi ruim pelo fato de ter sido “para o avaí” e sim pelo fato de ter sido em casa, perdendo o palmeiras a oportunidade de aumentar a vantagem e estimulando os demais concorrentes (são paulo e inter).

    se os jornalistas paulistas são bairristas, os nossos não ficam atrás: hoje por aqui só choram os gols que o avaí perdeu e poucos se lembram daqueles que deixou de levar por favores de “nossa senhora da ressacada”.

    forza, porco!

    Posted by Pedro Lemos | outubro 9, 2009, 15:10

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