A revista InfoExame de outubro publica a notinha acima, onde mistura alhos com bugalhos, sem ter muita noção do que está dizendo. Coloca o Diarinho na liderança dos “tablóides mais sangrentos do Brasil”.
Ser líder é coisa a que o DIARINHO está acostumado. Ser famoso também. Só que a fama tem dessas coisas. Corre-se o risco de entrar indevidamente numa listinha dessas.
Vejam se não tenho razão pra achar esquisito: cada edição do jornal tem, em média, três páginas de notícias de polícia e pelo menos umas 12 de outros assuntos (geral, variedades, voz do povo, esportes, etc). Também não apela para o sexo nem publica, na capa, fotos de mulheres nuas ou quase.
Ah, ali fala que o jornal, que está completando 30 anos, é da “nova geração”. Sinal que está bem conservado. Apesar de tudo, o fato é que o DIARINHO continua sendo lembrado (e admirado) nacionalmente.
Perdoai-os. Eles não sabem o que escrevem…
ps: são jornalistas, e investigativos?
Não, são “infojornalistas”. De informática, saca?
Entrei no site apontado na revista e tudo o que vi, de cara, foi sensacionalismo barato.
Claro que uma analise mais criteriosa pode demonstrar que o jornal tem qualidade, mas ao acessar aquele endereço, o cidadão que leu a reportagem da revista vai encontrar o que a revista está acusando.
Vocês devem estar incomodando!
Por que eles não publicam “a pornografia explícita” das vária mídias oficiais?! Isto sim seria um bom trabalho para a sociedade!
Sóóó…
Tadinhos. Então nunca leram um só exemplar para emitirem opinião um pouquinho mais abalizada.
Acho que não vão muito longe.
Pardal, em primeiro lugar não é barato, porque precisa assinar pra poder ler. Em segundo lugar, a realidade é sensacional. E o Diarinho nem aumenta, nem inventa. Só conta de um jeito informal. As informações que lá estão são tão ou mais corretas que as encontradas nos jornais “caretas”. Ou hipócritas.
Ah, outra coisa, Pardal: a revista não está “acusando” de nada. Está promovendo, divulgando sites que acharam interessantes. Nós, do Darinho, é que ficamos meio assim com a história do “sangrento”, porque o jornal não é só isso.
Utilizei a palavra acusar no sentido de dizer que a reportagem apontou uma caracteristica do jornal, mas não fazendo juízo de valor. Exemplo: o exame acusou a presença de uma pedra no coração do paciente.
Talvez tenha usado a palavra errada.
Fato é que compreendo que pela sua dedicação ao trabalho no jornal, o senhor consiga ver diversos lados positivos no conteúdo. Inclusive o seu trabalho ajuda o jornal a ser melhor.
Mas tem que compreender que as criticas não partem apenas de hipócritas. Tem gente que realmente não gosta do estilo do jornal e acha que é sensacionalismo barato. Barato porque chuta cachorro morto, faz escandalos em cima de situações que mais valeriam ter o seu contexto trabalhado do que usar de manchetes bombasticas.
É tipo aquele personagem do programa pretinho básico que diz: isso é jornalismo amigo ! Fazendo refêrencia a demonstração de tragédias como se o fato de mostra-las fosse uma condição primordial, fosse a razão de viver do jornalismo.
A realidade é sensacional, mas a mídia tripudia em cima das situações. Oficializa a barbarie em suas páginas.
Pardal, não estamos nos entendendo mesmo: a hipocrisia a que me referi é a dos jornais ditos “sérios” que exploram, muito mais que o Diarinho, os baixos instintos populares, só que com uma linguagem metida a formal, que disfarça as verdadeiras intenções. O Diarinho, permita-me discordar novamente, não chuta cachorro morto (ou chamar um sujeito que mata dois ou três a sangue-frio de malaco é coisa muito ofensiva? matar é legal, usar um adjetivo óbvio não é?). E o que seria “trabalhar o contexto?” talvez dar espaço para que os leitores se manifestem? Que jornal, por aqui, faz isso melhor que o Diarinho? Talvez dar espaço para que as idéias sejam expostas? Que jornal, por aqui, tem entrevistões de quatro páginas? E, de que forma um jornal que tem apenas três páginas de polícia (e mais de 12 de outros temas) pode considerar primordial demonstrar tragédias? Se polícia fosse o prato principal do jornal, a proporção seria o inverso. Experimenta olhar com mais cuidado (e menos preconceito) o Diarinho. Vais te surpreender.
Sangrenta é a vida. É o sangue da realidade. Esse mesmo sangue é explorado por importantes redes de televisão nos fins de tardes, verdadeiro horário da desgraça.
O Diarinho, mesmo com uma linguagem muito própria e diferente, simplesmente mostra essa realidade. Mas não é sensacionalista. Ao contrário, pois até consegue dar um toque de bom humor mesmo para a desgraça.
Muito piores são os veículos (grandes) que omitem a realidade, comem na mão do poder, alimentam o ego com auto-promoção, são tendenciosos e tentam impôr o seus modelos. E alguns que trabalham com eles sonham que alguém peça-lhes um autógrafo…
essas bestas em vez de apresentarem sugestões e soluções para para dimninuir a criminalidade, ainda malham quem as noticia
Pois é tá caro esse jornalzinho éin?