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Generalidades

A FIFA paradinha no tempo

Sugestão do marketing do Cruzeiro para inticar com os velhinhos da FIFA

Sugestão do marketing do Cruzeiro para inticar com os velhinhos da FIFA

Lembram do drible da foca, aquele em que o jogador conduzia a bola sobre a cabeça ou ombro? As respostas a este lance de criatividade foram ameaças e até agressões de adversários, além da reação negativa de árbitros e dirigentes. O resultado desta insurgência contra mais uma manifestação de talento foi o sumiço do novo drible que estava sendo implantado no futebol brasileiro. A última vítima foi o atacante Kerlon, do Cruzeiro, quase abatido a tiros por um defensor do Atlético em um clássico no Mineirão.

 Agora os mata-talentos reaparecem com a cobertura do presidente da FIFA, o senhor Joseph Blatter. O novo alvo dos que preferem o futebol tosco e sem criatividade é a paradinha na cobrança do pênalti. Ora, o pênalti é a maior punição prevista pelas regras da International Board justificando, portanto, as regalias concedidas ao batedor, a começar pela distância, quase na cara do goleiro.

 Como o jogador brasileiro prima pela criatividade, inventou a paradinha, que nada mais é do que um drible na hora em que o pênalti vai ser cobrado. A lei permite, ou pelo menos não há nada escrito contra. É um argumento contra a louvação de esquemas e de números. Por falar neles, é só contabilizar a quantidade de brasileiros espalhados pelo futebol europeu. Voltando à paradinha, alguém concluiu que o coitadinho do goleiro fica cada vez mais em desvantagem. Ué, quem mandou cometer infração dentro da área? Aí sim as regras estão sendo quebradas.

 Mas a FIFA resolveu meter o bedelho na discussão desta coisa bem brasileira. Aqui, no puro instinto, inventamos, criamos, tudo para evitar o engessamento do esporte que mais gostamos. Pois até 20 de outubro os velhinhos da Board vão pensar no que fazer. A primeira idéia é punir o autor da paradinha e repetir a cobrança. Além  de arrumar outro tipo de problema para as arbitragens, sabe-se lá o que mais estas cabeças envelhecidas vão engendrar contra quem não trata a bola de sua excelência.

Discussão

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  1. Sem contar que queriam acabar com as comemorações do gol.Ja imaginou que lindo numa copa do mundo um jogador faz um gol e,sem comemorar,vai direto pra sua posição pra reiniciar a partida? Quanta emoção seria.

    Posted by Marcelo | outubro 1, 2009, 01:19
  2. Em 1989 eu andava por Barcelona e liguei a TV para assistir um programa do tipo: “Esta é Sua Vida”. O homenageado era o jogador húngaro, de nome Kubala, que fugiu do comunismo e se instalou na Espanha. Depois de muito tempo ele conseguiu uma licença da Fifa para poder jogar futebol no Barcelona. O mesmo aconteceu com o Puskas, outro fugitivo do regime comunista que foi defender o Real Madrid.

    Volto ao Kubala. Assisti a recriação de uma bela história de exilado, imigrante e de um jogador de futebol de fama mundial. Lá no meio do programa – é bom lembrar que Kubala e Puskas, foram craques numa era anterior ao Pelé – que mostrava os melhores momentos do Kubala que ele aparece cobrando um pênalti com paradinha.

    Qual não foi a minha decepção ao descobrir que não foi o Pelé que a inventou e sim Kubala. A imagem não me deixava mentir. Kubala descobriu uma maneira de “driblar” o goleiro. Agora parte da nossa crônica esportiva, levanta estas questões contra a paradinha. Não sei como não pediram para proibir o drible, sob alegação que humilha o adversário. Coitado do Garrincha se jogasse hoje.

    Na Eurocopa de 70 um tal de Panenka, jogador da antiga Tchecoslováquia, numa decisão por pênalti, na última cobrança retardou a passada e enquanto o goleiro se atirava para o lado, ele tocou lentamente para o gol.
    Na Europa esse tipo de cobrança é conhecido como ” à moda Panenka”, semelhante aquele estilo do Djalminha, que deve ter visto o Panenka numa destas retrospectivas e o imitou. Desse jeito vão acabar beneficiando o infrator, o que cometeu a falta e interrompeu um lance de gol.

    Posted by Paulo Brito | outubro 1, 2009, 12:53

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