Permitam-me fazer algumas considerações a partir dos comentários recebidos no post “De que ris, Ideli?”:
Não me move qualquer obsessão anti-Ideli.
Indaga-se: e em relação àqueles que nunca tiveram ideais?
(Mas a gente esperava algo de Sarney, de Collor, de Renan, de Jucá por exemplo?)
A alienação e o péssimo comportamento da chamada “direita”, de outros governos e de outros políticos, não pode ser álibi para traições atuais.
É que acontece com grandes setores do PT.
Interessante. Falavam tanto da “burguesia” que parece que o sonho maior (Freud explica?) era chegar a ela…
O que explicaria o deslumbramento pequeno-burguês com o poder, as roupas caras, os rostos plastificados e os botoxs, os carros luxuosos, os restaurantes caríssimos, a aquisição de imóveis em locais ditos chics, as roupas de marcas, a aparência em detrimento da essência, a negação de todos os valores anteriores, a voracidade por cargos, “boquinhas”, enfim uma traição ampla e geral, cujo efeito devastador é gerar uma absoluta desilusão nas novas gerações (e sedimentar o desencanto nas anteriores).
Participar da “política” é como ficar “sujo”, e repetir a prática de todos os sepulcros-caiados que prometiam um partido novo.
Saem os bons, ficam os patifes.
Não é a noção da “polis” aristotélica – da política do bem, digna e honrada.
Enfim, a moral hegemônica seria essa: “Se os outros fizeram, também posso fazer?”
A torpeza alheia não pode legitimar nossos atos.
Insisto à redundância, citando o combativo e honrado Agostinho Neto (que nunca traiu!): não basta que nossas idéias sejam justas e boas. É preciso que também sejamos justos e bons.
Não é a figura da Ideli que critico. É o que ela representa.
Como a Benedita, a Matilde (lembram? – ex-ministra da Igualdade Racial) e tantas figuras.
Sim: igualdade racial…
Vejo filminhos de propaganda do PT na TV: não existe mais qualquer menção ao combate à corrupção.
Ato falho?
Brasília, 23 de setembro de 2009
(Há exatos 70 anos morria Sigmund Freud – que abriu tantos caminhos e descobriu um saber que não “se sabe”: o inconsciente.)
Artigo
Controle interno no Brasil.
Dificuldades de padronização
Texto extraído do Jus Navigandi
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=13435
Escrito por: Manoel Luiz Camilo de Morais Antunes
[...]
Somos, sim, um país onde a corrupção, pública e privada, é detectada somente quando chega a milhões de dólares e porque um irmão, um genro, um jornalista ou alguém botou a boca no trombone, não por um processo sistemático de auditoria. As nações com menor índice de corrupção são as que têm o maior numero de auditores e fiscais formados e treinados. A Dinamarca e a Holanda possuem 100 auditores por 100.000 habitantes. Nos países efetivamente auditados, a corrupção é detectada no nascedouro ou quando ainda é pequena. O Brasil, país com um dos mais elevados índices de corrupção, segundo o World Economic Fórum, tem somente oito auditores por 100.000 habitantes, 12.800 auditores no total, Se quisermos os mesmos níveis de lisura da Dinamarca e da Holanda, precisaremos formar e treinar 160.000 auditores.
O autor conclui que “não serão CPI’s nem códigos de ética que resolverão o problema da corrupção. O Brasil não é um país corrupto. É apenas pouco auditado”.
“O poder é o túmulo da esquerda”. Quem me falou isso foi uma anarquista francesa de 19 anos, por ocasião da primeira eleição que o PT participava, nos anos 80. Ela pregava o voto nulo. Fui contra sua afirmação, lutei pelo partido por 25 anos, até que o Lulla chegou ao poder e tudo, tudo mudou. Doeu, mas tirei o chapéu: ela estava certa.
“Tenho a desconfortável sensação que, no Brasil, o Estado está contra a sociedade. Quando penso que estou errado e busco evidências que suportem o poder político do Estado representando os legítimos interesses da sociedade (segurança, educação, moradia, emprego, justiça), encontro elementos que dizem o contrário. O Estado virou representante de si próprio, cuida de seus próprios interesses (manter-se, agigantar-se e usufruir os confortos do poder). À sociedade resta pagar a conta e agradecer ao Estado proxeneta o direito de votar, para ver logo depois seus eleitos cooptados e corrompidos pelo sistema de poder. O governo Lula, depositário das esperanças da sociedade, não mudou esta situação e vem se tornando mais e mais cínico em suas justificativas para manter o atual estado das coisas.”
Silas Sarmento
Aqui em SC temos um governo estadual cheio de Idelis!
CASAN É TÍPICO! À SERVIÇO DOS DE LUCAS/DIAS E CIA.! Todos vindos da esquerda, entrando, sem sinal de advertência, pela direita. Sob os auspícios de outro “de esquerda” que se denomina o governante mais moderno da história de SC.
Eis o Brasil, da Capital Federal às suas Províncias!
Os romanos usavam a expressão “in vino, veritas”. Acho que deveria haver uma expressão equivalente para definir o transformismo dos nossos políticos, que mal alcançam o poder, rasgam os seus discursos passados e se entregam ao desfrute. No poder, mostram a sua a verdadeira face!
Do Ancelmo Gois.
http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2009/09/23/a-coluna-de-hoje-225719.asp
Penélope
Ontem, rolou um clima na CPI da Petrobras. A petista Ideli Salvatti, que tem fama de invocada, falava calmamente do direito de a maioria vencer, quando o tucano Sérgio Guerra brincou:
— Vossa Excelência me surpreende com o tom suave.
No que ela respondeu:
— É que hoje vim de Penélope Charmosa, tô de rosinha.
Falar em corrupção não é falar em política. Falar de corrupção é falar da vida em sociedade. Pegar o PT como “referência” para dizer o que não fazer e colocar suas contradições do momento atual, sua jogada de ética no lixo, é fácil. Isso todo mundo faz e vê. Mas falar em corrupção do dia-a-dia, da falta de moralidade pra mim é moralismo de cueca-furada. Do que adianta culpar Brasília, se eu, como cidadão, quando vou em um supermercado e a atendente me dá R$ 1,00 a mais de troco fico quieto, e não o devolvo. Qual é a diferença na essência do ato de desviar R$ 10 bi e R$ 1,00. Qual é a diferença do ato de criticar o PT, o PSDB, o DEM ou qualquer outro pelo jogo de interesses e fazer isso no meu dia-a-dia ao preterir vender algo por 20 se ele vale 10, ou se o garçom esquece de anotar uma cerveja e vem a conta a pagar apenas cinco ao invés das seis que consumi, e ficar quieto diante disso. Assim, meus caros, quando falamos de corrupção (direta ou indireta), temos também que nos colocar na análise. Os políticos são homens públicos a quem temos que cobrar (e muito), mas nós também temos a quem prestar contas (nossos filhos).
Por que não nos colocamos na política? Por medo de nos encontrar como patifes? Não seriamos patifes agora mesmo?
E o que nós representamos hoje? Nossos filhos estariam satisfeitos (dentro dos padrões da moralidade) com nossos atos?
O Mescotollo quando era Presidente do Besc doi ao Emporium Bocaiuva com o carro do Banco dirigido por motorista funcionário e ficou bebendo no Bar até altas horas.
Ao sair um ex-funcionário da Celesc que trabalhou por muitos anos na ouvidoria disse: ” – Vcs do PT não podem ter cargos pois sempre cometem crimes e deixam a impressão digital para serem reconhecidos”.
Quer verdade mais verdadeira.