
Mesmo só na torcida Guga ainda rende assunto (Foto Marcelo Ruschel)
A passagem de Guga por Porto Alegre, onde acompanhou o confronto entre Brasil e Equador pela Taça Davis, deixou um rastro de intrigas e muitos questionamentos. Tudo começou após a derrota brasileira no jogo de duplas, quando Guga, sem dar explicações, não apareceu para a entrevista coletiva que fora marcada por sua própria assessoria. Por si só o anúncio da entrevista já havia repercutido mal entre os jornalistas, uma vez que o tenista estava lá apenas como assistente convidado, sem nenhuma participação junto à equipe brasileira.
O fato acabou despertando a ira de parte da imprensa, principalmente a paulista, via Rádio Jovem Pan, inconformada com patrocínios destinados ainda hoje àquele que foi o maior tenista brasileiro de todos os tempos. O comentarista Flávio Prado, um dos mais agudos nas contestações, desrespeitosamente classificou o catarinense como “laranja chupada”, reclamando da validade do contrato de patrocínio que o Banco do Brasil ainda mantém com Guga. Nessa rebordosa veio à tona inclusive a “Semana Guga Kuerten”, evento realizado recentemente em Florianópolis ao custo de R$ 1 milhão e meio.
Sempre reclamando que o Banco do Brasil gasta muito com Guga e talvez mal humorados com a derrota para o Equador, os jornalistas azedaram mais suas críticas lembrando que existem muitos atletas brasileiros dependendo de patrocínio e que não se justifica, portanto, sustentar um tenista aposentado.
Mário Medaglia, camarada, salve!
Não sei o porquê, mas essa nota me lembrou outra que li há uns 20 anos atrás (algumas “coisas” nunca esqueço) e dizia mais ou menos o seguinte:
“Próximo de um grande concertista sempre existe um técnico em eletrônica que não consegue imaginar como aquele estulto criador consegue tirar sons tão maravilhosos daquele instrumento que ele, na condição de técnico, conhece como ninguém”…
Talvez por que seja um escritor, desenvolva também uma espécie de arte, com as palavras, talvez…
Por isso estou sempre do lado da arte, mesmo que essa seja esportiva, mesmo que esteja aposentada, mas ainda tendo influência por aí, como se depreende com o amigo Guga…
Abração do viking!
Bom dia, Mário
O Guga pisou na bola, obviamente. Não justifica-se, entretanto, esse comentário do Flávio Prado.
O contrato de patrocínio do Banco do Brasil não é com o atleta Gustavo Kuerten (que sozinho fez muito mais do que essa equipe atual da Davis vai fazer a vida inteira pelo esporte) e sim com o ídolo que é.
Se a finalidade do incentivo é esportivo, vale também. O instituto Guga Kuerten faz um belíssimo trabalho de inclusão social tentando de alguma forma desenvolver a modalidade, coisa que a CBT nunca foi competente para fazer.
Pois é, se não fosse o “Guga” ninguém estava comentando. Taí o motivo do patrocínio. Existe uma história de vida que atrai atenção. O mesmo acontece com muitos que se tornaram idolos, Pelé por exemplo.
Não é justo continuar a dar patrocinio pra esportista aposentado!Alem do mais, nem Guga nem a familia precisam disso!Que o BB vá investir em novos talentos!!
O trabalho do Guga e do Instituto dele são inquestionáveis, mas seria interessante saber o quanto do patrocínio que ele recebe de estatais vai diretamente ao Instituto.
Como estava escrito nos mandamentos: “Se não sedes paulista(no) jamais alcançaras a paz eterna e o conforto da dignidade”.
Tal de Flávio Prado é um dos maiotres pela-sacos que a humanidade já pariu. No ocaso de sua pífia carreira jornalística vive de morder o elefante prá ver se o zoológico o enxerga. Totalmente dispensável.
Tem mais é que pagar pela figura do Guga; e é barato. Nunca mais um tenista brasileiro, ainda mais manezinho, vai ser numero um do mundo e ganhar 3 Roland Garros.Melhor o BB apostar numa figura como o Guga (pelo exemplo) do que dar dinheiro a políticos corrup….A imprensa de SP que se contente com os “grandes tenistas” deles. Ah, e tambem com o Paulista Barrichelo….
Será que os aposentados do INSS não gostariam de um patrocionzinho também? O Guga foi um grande tenista (foi) mas está encaminhando mal sua vida longe das quadras especialmente quando recorre ao dinheiro público do SEITEC para a tal semana. Diga-me com quem tua andas ….
A imprensa paulista nunca engoliu
o Guga, lembro-me da Folha de São Paulo minimizando as vitórias dele.
Aliás a imprensa paulista menospreza tudo que não seja de lá.