Quarta-feira, 16 de setembro. Anoitece. Lépida e saltitante, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) aproxima-se da mesa diretora da Câmara dos Deputados. Primeiramente, fica em pé. Abana. E sorri. O sorriso da felicidade plena. Senta-se, fagueira.
Não sei porque penso em Che Guevara (depois explicarei porque).
Estará ela acima do bem e do mal? Não responde a qualquer acusação, não justifica deslizes apontados (não, não vou me repetir). O tema são as viagens pagas pelo Senado para “melhorar a gestão do seu gabinete” (!), contratos e outros fatos. Não falarei sobre isso.
Busquei na estante, um volume de Franz Kafka, autor que está no altar-mor da minha hierarquia literária. Reli (quantas vezes eu já li essa curta narrativa, eu não sei) “Diante da Lei”.
Seu início: “Diante da lei está um porteiro. Um homem do campo chega a esse porteiro e pede para entrar na lei. Mas o porteiro diz que não pode permitir-lhe a entrada. O homem do campo reflete e depois pergunta se não pode entrar mais tarde.
– É possível, diz o porteiro. – Mas agora não”.
Um autor que falou tão profundamente sobre a condição humana era portador desse estilo, como dizer?, “cartorário”. E tão solar.
O homem espera a vida toda para entrar na lei. Já está à morte, Anos e anos se passaram. Sua audição está declínio. O porteiro percebe que ele está morrendo. Então, berra. (Antes, o homem dissera que todos aspiram à lei.).
“Aqui ninguém mais podia ser admitido, pois esta entrada só estava destinada a você.” Ele não entra na lei.
Queria me alongar, mas não escrevo um livro. O absurdo é a evidência que desperta.
Pensei em Che para problematizar um tema que angustiou minha geração: a busca de um socialismo com fase humana, que não abdicasse da ética, anti-burocrático, nunca stalinsta, que repudiasse o aparelhamento, o poder pelo poder, as vaidades vãs, que não permitisse privilégios, que prendesse os ladrões do dinheiro público, punisse os traidores, pelegos e oportunistas. Não seria o reino da ilicitude.
E sem perder a ternura, tomando banho de mar, declamando poemas, contemplando as estrelas. E amando.
Ingenuidade, romantismo? Quem sabe.
Depois de tanto viver – e intensamente –creio mais no caráter, na autenticidade pessoal, e que devemos ser sempre a mudança que aspiramos para o mundo. Sem mudança interna, nada muda;
Porque amar é a nossa maior sede antropológica.
Che: você estaria com mais de 80 anos. 81? 82?
Não importa. Tua vista está ruim, as pernas incomodam, os charutos proibidos. Cuba está longe, Argentina é só memória, lutar na África não é mais possível.
É possível lutar em algum lugar, velho Che?
A aventura acabou no mundo?
Pois me dizem, amigo velho, que a globalização é moderna.
Moderna? O que foi o Império Romano senão a globalização do poder de César? O que os ingleses fizeram na Índia?
Um dos maiores males da sociedade capitalista, segundo Guy Debord, é a maneira pela qual ela vinha “colonizando” o inconsciente das pessoas, gerando seres totalmente moldados por suas regras.
O Ser? Que importa o Ser? Só o carro, o celular novinho, a casa chic de novo rico, a juventude eterna, a alegria artificial, os botoxs. E o outro que se dane!
Eu sei: a globalização não é apenas econômica, mas ideológica.
Só tem valor o que dá lucro. Eu sou medido pelo número do meu cartão de crédito. É de clareza solar: tudo isso é transmitido por aparatos ideológicos, como educação e mídia.
Mas para que nos globalizem inteiramente, é necessário atomizar e isolar os indivíduos (ilhar). Porque , como dizia Brecht, se as vacas falassem entre si não iriam tão inocentes para o matadouro… .
O aparelhamento, a cultura da esperteza, o culto à “boquinha” é negação da solidariedade e, é claro, daquele sonho de um socialismo de face humana. Insisto: não tem nada de socialista, é claro. Apenas em conversas de papagaios que só dizem clichês em reuniões intermináveis.
O PT é uma reunião sem fim, um purgatório sem remissão.
É uma espécie de danação.
Só um exorcista juramentado – daqueles rigorosamente formados pelo Vaticano – poderia dar jeito! E penaria muito.
(Estou brincando. Estou?)
A “transformação” do Brasil é só retórica para reuniões intermináveis de tendências, e leitura de relatórios que parecem redigidos em linguagem de delegacia de polícia.
Che: se por azares do destino, renascido, foste filiado ao PT, serias expulso. Não sumariamente. Haveria um processo. O presidente do júri seria o ministro da Justiça, o “Gramsci dos Pampas”.
Quem seria o relator? Um dos novos ideólogos do PT (que eu conheço desde 68, nos embates estudantis: a AP de um lado – eu, Travassos e companheiros, e ele de outro), ex-chefe da Casa-Civil, ex- presidente da agremiação, ex-deputado. Sereno, terno e suave, ele te condenaria.
Apresso- me, Che. Antes, tentariam te cooptar, arrumando uma boquinha na Eletrosul, na Assembléia, em alguma autarquia ou sindicato. Eles pensam que tu és como eles. Essa gente chamava o Joaquinzão de pelego…
Quem sabe, não serias amaciado com uma diretoria do Banco do Brasil, de um fundo de pensão. Os burocratas estariam felizes, com ternos bem cortados, muitas secretárias atraentes (calipígias, se possível), carros de luxo, celulares modernos, restaurantes da chamada burguesia. O Estado sou eu.
Não conseguiram te cooptar. Para neutralizar teu ânimo forte, te convidariam para uma festa junina na Granja do Torto. Lá tem muita quadrilha (é claro: uso o termo para me referir às danças tão divertidas, com pessoas vestidas em trajes rurais).
Kafka, Che, Ideli.
Desolado, Che Guevara desejou meditar no universo rural. Mas só tem pastagem, pecuária. Cortaram as árvores, poluíram os rios, mataram os bichos, assassinaram os que ousaram protestar, e não existe Justiça. Ficaram os grileiros e o agro-banditismo.
Não há mais montanhas, Che.
Um vento sopra na tarde.
De que ris, Ideli?
Na hora da tua execução, Che, o generoso e humanista relator estaria com uma foto do camarada Stalin na lapela. Pedirias – coerente que sempre foste –, para morrer ouvindo a “Internacional”.
Mas disseram que te executariam com outros ritmos musicais: ao som do “Todo Enfiado” e da “Bundinha na Garrafa”.
Ou, quem sabe, terias que escutar um pagode domingueiro comandado pela Benedita, que foi chamada pelo Brizola de “Rainha de Sabá”.
Dirás que isso é mais doloroso do que morrer sob as torturas do Santo Ofício, ardendo em uma fogueira. Que fora mais fácil tentar a guerrilha na selva boliviana..
(Poderias estar beijando os teus netos. No anoitecer de um país utópico e decente, contemplarias as primeiras estrelas.)
De que ris, Ideli? É de nós? Merecemos? Merecemos.
Toda a nossa sociedade, desde a Colônia, foi cristalizada na lógica da dominação, da neutralização dos protestos populares.
Somos oriundos da escravidão. Como diz o sociólogo Lúcio Castello Banco, não há que comemorar qualquer independência. Pois ela não existe. Não é independência o circo cívico armado todos os anos na Praça dos Três Poderes ou em outros lugares do Brasil, com primeiras damas plastificadas com seus botoxs, e presidentes que não são estadistas, mas mercadores.
O sociólogo da UnB diz que Lula é uma figura cômica. Não sei. Parodiando Marx, nessas paragens a tragédia virou farsa.
Ele é personagem estratégico da nossa dominação, gestado para o nosso desvio – e segundo o mesmo Lúcio –, para a nossa tergiversação cultural. Golbery sabia bem disso.
(Infelizmente – sem nostalgia –, algumas “gerações novas” carecem de informações básicas. A culpa é, principalmente, do ensino hediondo ministrado no Brasil pós-golpe militar.
Os leitores mais jovens, sabem quem foi Golbery, o “bruxo” ideólogo da ditadura, que lia muito, e foi criador do SNI? Não pensem que só a esquerda lê. Não sei se, hoje, muitos dos que acreditam que a representam, ainda lê.)
E dizer que velhos comunistas tinham como referência uma Rosa Luxemburgo. Hoje, o que se tem como referência iluminadora?
Nossa “escola” era a de Santo Agostinho, de Hegel, de Marx, de Freud, de Teilhard de Chardin, de Camus, de Padre Vaz e de tantos outros.
Não consulto o Google: dependo de rascunhos e da minha memória. Não é soberba. É inadaptação mesmo.
A nossa massa de deserdados nunca foi incorporada à nacionalidade. Continua escrava. Vampirizada, com pouco pão e muito circo. A independência é só retórica.
Voltando ao Che: quando pensavam que ainda poderiam cooptá-lo, o levariam ao Planalto, escoltado pela Executiva do PT, para ficar ao lado do Lula numa audiência com Ronaldinho (do Corinthians), e uma dupla sertaneja.
De que ris, Ideli?
Não, não és a única. Reich (não é funcionário da Eletrosul, senadora) diria que ela internalizou um deslumbramento pequeno-burguês em relação ao poder. Quantos eu conheci que eram assim!
Candidatos “idealistas”, socialistas nos bares da vida, pediam a nossa ajuda. Perdoem, pois o período gramatical a seguir é longo: a gente fazia rifas para colaborar, éramos pau para toda obra, vestindo a camisa, escrevendo artigos, fazendo discursos, dando palestras, ajudando-os da maneira mais nobre e desinteressada, correndo sem parar, sem descanso, confiando neles (a palavra dada, para mim, ainda é algo sagrado), e os candidatos comiam pratos-feitos, linguicinha de boteco, farinha grudada na boca, tomando cerveja quente, a gente varando a noite em pichações contra a ditadura, a polícia nos nossos calcanhares (era uma época em que o PCdoB nos ajudava, antes de entrar na base aliada, arrumar empregos na Petrobras, pegar o ministério dos Esportes, e fazer da UNE o seu latifúndio permanente), viagens sem fim, grana curta, sim, muita cana para aguentar, dormindo em hotéis, pulguentos com cheiro de creolina, levando a palavra para onde nos quisessem ouvir, fazendo comícios. E os tais candidatos? O que acontecia quando ganhavam as eleições? Quando chegavam ao “poder”, mudavam. Acontecia o mesmo quando um “amigo” antes simples, pegava uma chefia de gabinete, arrumava uma gravata. Queres conhecer alguém, dá uma mesa grande para ele, dizia meu pai. Mesa, é claro, como metáfora de qualquer poder. É sempre assim. Amargura? Não, realismo.
Um colega de faculdade de Direito na UFRGS, que morou comigo em república (comíamos no RU), Porto Alegre, um dia virou senador e depois ministro do Lula. Não, não era homem de muitas luzes, a gente dava “cola” para ele passar de ano, mas parecia um bom sujeito. E o que ocorreu? Como sempre acontece, ficou deslumbrado, enriqueceu, engordou.
E, depois do poder, “fingiu” que não nos conhecia.
E os outros, de quem falávamos? Mudavam. E como! Ficavam “excelências”, fechavam as portas, arrogantes, cheios de si. Enchiam-se de assessores que só sabiam adular. Só queriam saber do aeroporto, do luxo, da vida boa, dos restaurantes sofisticados, uísque de 12 anos, de secretárias gostosas de ministérios, dos poderosos e de putas de fino trato. Se a gente ligasse para as suas casas no Estado, cobrando o prometido, diziam que estavam em Brasília. Aqui, informavam que estavam nas bases. Achavam que aquele poderzinho era eterno.
Quando um general romano chegava vitorioso das batalhas, montado no seu cavalo, ouvia de alguém que corria ao seu lado (fazia parte do ritual): “És mortal.”
Para que não achasse que aquele poder era eterno, para que não ficasse soberbo. Para que tivesse consciência de sua finitude. Era mortal. Estou falando de césares.
Quanto durou o Império Romano?
Se a gente pudesse dizer: Sarney, és mortal. Collor, és mortal. Renan, és mortal. Jucá, és mortal. Agripino, és mortal. Mercadante, és mortal. Cristovam, és mortal. Suplicy, és mortal. Virgílio, és mortal. Mão Santa, és mortal.
Lula, não és Napoleão (talvez ele pense que seja – seria caso para o Dr. Freud).
E a senadora-viajante (que representa SC) – que parece portadora da síndrome do nomadismo contumaz?
Ideli, és mortal!!!
Conto nos dedos (de uma mão só – talvez nem tanto) àqueles que souberam lidar com o poder.
Afinal, de que ris, Ideli?
(Emanuel Medeiros Vieira)
Tio Cèsar, veja que o tranporte mais barato do “braziu” do Sr. Dário é um mito. Veja o link da globo.com
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1310181-5598,00-CONFIRA+AS+TARIFAS+DE+ONIBUS+MAIS+CARAS+E+MAIS+BARATAS+DAS+CAPITAIS+BRASILE.html
Vale a pena, para derrubar o discurso. Abraços.
Ainda bem que temos alguns blogs para ler, porque a imprensa só divulga o que lhe for conveniente.
Perfeito. Verdadeiro. Demonstra claramente como os depositários de sonhos trocaram ideais e o lugar na história, pelo oportunismo e o brilho que espero seja fugaz. Alias, o mote do segundo voto, já não funciona mais. E as bandeiras estão abaixadas nas mãos de quem a crença foi destroçada. E se há ainda vontade, é a de não repetir o erro.
Tal qual o PMDB, considerado “puro” antes de chegar ao poder, também o PT precisou ter sua chance de “enfiar a mão” e o fez com uma volúpia nunca antes imaginada !
Dona Ideli, Zé Dirceu, Delúbio… enganaram muita gente !
Não sei não. Geralmente as pessoas julgam aquelas que tinham ideais e sonhos, mas nenhuma linha daqueles que NUNCA sequer puderam ser chamadas de éticas. Não sei César, mas me parece que seu blog está virando um anti-ideli. Creio que terás que rever seus colaboradores, porque pegar no pé dela, parece que os outros são puros. E aqui está o erro. Até o momento o julgamento está sob aquela que já foi a defensora da ética, mas os que nunca foram éticos? Acho que a artilharia de voces está virada para o lado errado. Questiona valores históricos, mas esquece os passado dos outros, que é MUITO mais penoso. Ideli erra? Sim ! Mas os outros se dizem defensores da moralidade, mas nunca foram. E aí, quem está errado nessa história?
Me acorde quando tiver um salvador! É só uma opinião.
Diogo: não entra nessa. Ninguém esqueceu passado de ninguém. O ramerrão de que não se pode falar de ninguém do lulismo porque “os outros” sempre foram o que a gente sabe, não tem sentido. Cada um que responda por sua biografia.
É muito difícil conhecer alguém que chegou ao poder e permaneceu com os mesmos valores. Aliás, reformulando: é muito difícil encontrar alguém que zelava pela ética e, ao chegar no poder, conseguiu mantê-la. Poder e dinheiro são coisas fascinantes. Dias atrás passava um documentário sobre Stalin na TV. O cara chegou ao poder e pirou. Começou a perseguir os “seus”. Amigos, parentes, colegas de “partido”. Tudo para manter o poder. Tinha medo de ser traído. Aqui ocorre algo semelhante: antes que acabe meu mandato (que vou fazer de tudo para renovar, de eleição em eleição, enganando o povo com o mesmo discursinho lixo), vou sugar tudo que der. E se for preciso derrubar alguns “amigos” para conseguir, que se dane. Farinha pouca, meu pirão primeiro. A Ideli não é a única, mas não se pode calar por conta disso.
Infelizmente, os candidatos de hoje não pensam no que poderão ou farão pelo povo. Pensam no que farão para si, para seus parentes, parentes de parentes, amigos, amigos de amigos, etc. Querem mamar nas tetas do governo. Esquecem que o dinheiro do governo é nosso (e deles também). Essa cultura de que “o que é do governo é de ninguém” precisa acabar. É altamente destrutiva e falaciosa. Dinheiro do governo é dinheiro do povo, da educação, da saúde, da segurança. Como ouvi certa vez: piores que o ladrão de galinhas e o sequestrador são os que corrompem o destino das verbas públicas, pq estes roubam de toda a nação, impedem seu desenvolvimento, os investimentos necessários, etc.
Faltou dizer que ao ladrão de galinhas e aos sequestradores queremos punição severa. Aos que desviam verbas públicas ou fazem mau uso delas o que oferecemos? Novos mandatos? Absolvição no conselho de ética? Passagens ao exterior, para férias com a família? Empregos para parentes e amigos? Posições importantes no governo? É o caos…
A Ideli já vem fazendo besteiras não é de hoje. Uma pessoa que arrebanha votos por conta de uma história sindical, das lutas salarias dos professores, não pode entrar pra política partidária, se eleger e comprar casa em Jurerê internacional, passar a andar de carros importados e a botar outdoors autopromocionais por aí, pô. Pera aí, pô. Não fica bem. Não combina.
Mesmo que tudo tenha sido pago com o dinheiro dela, limpo e legal. Antes de ser honesto, o político tem que parecer honesto. E essa é velha. Foi aí que Ideli começou a pisar na boa.
Mas é claro que também há um certo prazer de se apontar falhas em alguém que era a primeira a apontar falhas. Não tem nenhuma graça falar daquele político famoso por suas trapaças. Qual é a graça em dizer que Maluf roubou centenas de milhões? Absolutamente mais nenhuma. Bom mesmo mesmo é apontar os 70 mil da Ideli, os 3 mil que aquele cara dos corrreios ganhou, os 100 mil da cueca do irmão do Genuíno, e por aí vai…
Concordo Cesar. Aludir um fato agora porque os outros também fizeram no passado é um erro! Assim como é público e notório, que Ideli trocou seu passado pela “governabilidade” (acho que jogou sua eleição no lixo com o caso sarney, por ex.). Mas sabemos também que haverá uma metralhadora em sua direção para derrubar sua candidatura, que está posta há tempo. Meu questionamente está no fato de que, para mim, parece que está acontecendo um caça as bruxas. Por exemplo, de termos inúmeros exemplos de corrupção, mas o que é lembrado é somente os atuais. E os outros? Devemos esquecê-los? Isso é que me faz pensar, porque parece que somente agora as coisas estão acontecendo, e assim, parece que somente agora há o rombo. Quem sabe por ser o que está bombando na mídia.
Continuo achando que há acréscimo nas opiniões sobre ideli que não são idênticas ou tratadas de igual valor em comparação aos outros. Quem sabe por terem passado de paladinos da ética a telhado de vidro (todo esburracado já). Quanto ao lulismo, é um erro crasso de percurso. O “salvador da pátria” está mais para “padrasto de todos sem projeto nenhum”. Não me agrada o “venha a nós o vosso reino”, perde a identidade. O problema é que ficamos a mercê de algumas candidaturas, que não são diferentes entre sí (na sua essência.
Ideli e o PT tão fazendo bobagem não é de hoje!!NO Brasil, em Sampa, n ABC , em Porto Alegre em Floripa…
Muito bom o texto do novo colaborador Emanuel!Continue assim…Só quero lhe dizer que o Sarney é imortal!!Elegeram o “veio” pra Academia Brasileira de Letras, vc esqueceu desse detalhe!!
Gostaria muito de comentar, mas penseo que os outros falam melhor do que eu.
Tudo que o autor expende no ensaio acima é verdade, verdadeira.
Utópico? Sim, precisamos da utopia, mas a utopia neste país não é mais possível.
Se é pra continuar assim, prefiro enterrar minha cabeça na areia e não ver, ouvir, sentir mais nada.
Até os destruidores da natureza propriamente dita, da cultura, da civilização, da ética política e social – morram, morram!
Pts!…
Cordialmente
FRANCISCO MIGUEL DE MOURA
Sim, gostaria de reproduzir o ensaio de Emanuel Medeiros Vieira, em meu blog http://cirandinhapiaui.blogspot.com
Francisco, não tem problema. Basta citar a fonte.
Maravilhoso!!! Parabéns pelo texto.