
Nasce outro campeão (foto site Del Potro)
O choro daquele marmanjão argentino de 1m98 na comemoração do título do US Open de Tênis retrata bem a importância desta conquista. A vitória em jogo final de mais de quatro horas e decidido em cinco sets foi sobre o favoritíssimo Roger Federer, suíço, e maior fenômeno do tênis mundial na atualidade.
Juan Martin Del Potro, é o nome do compridão que evitou o hexa de Federer no torneio, graças à vitória construída com 3/6, 7/6 (7-5), 4/6, 7/6 (7-5) e 6/2. O último argentino a vencer o US Open tinha sido Guillermo Villas, de estilo diferente e que vi jogar ao vivo e a cores quando ainda se promoviam grandes torneios internacionais no Brasil, tempos da Koch Tavares, depois Tavares Kovarich. Del Potro só é grandão, tem os mesmos 20 anos de Guga quando o catarinense ganhou seu primeiro Grand Slam na França do Roland Garros.
Faço o registro depois de acompanhar até o começo da noite a parte final deste confronto demorado e infelizmente totalmente fora da nossa realidade. Nessas horas sempre passa um filminho na minha cabeça, a memória remetendo aos grandes eventos que tínhamos por aqui, às grandes façanhas do Guga. Never more, a gente lembra logo com tristeza. O tênis brasileiro deixou passar a grande oportunidade para melhorar seu nível, para realizar algum trabalho, e criar novos campeões como o Guga ou melhor que ele, despertando já nas escolas o interesse pelo esporte. Mas isso é outra conversa. De um modo geral no Brasil o dinheiro para a formação do atleta tem destino incerto e não sabido. Em Santa Catarina, então, nem se fala.
Discussão
Comentários estão desativados para este post.
Comments are closed.