Hoje é o “Dia da Independência” e muitos de nós fomos passear graças ao feriado. Claro que, passado o período escolar onde, dependendo da escola, fala-se alguma coisa sobre essas datas, nunca mais a gente para pra pensar sobre isso. Basta-nos o feriado.
Ignorar a História, contudo, é defeito grave. Foi no passado que todas as qualidades e defeitos que hoje encontramos em nós mesmos e no País começaram a ser formados. Saber, estudar, conhecer, discutir, debater e aprofundar-se nas nossas origens é fundamental para quem quer ser cidadão de primeira classe.
E a separação do Brasil de Portugal é um dos eventos mais importantes, está entre aqueles que deveríamos saber de cor. Talvez muitos de nós até saibam que, a 7 de setembro, às margens de um riacho, perto de São Paulo, o português D. Pedro, filho do rei de Portugal, disse as famosas palavras: “Independência ou Morte!”
E não surpreendeu ninguém, porque desde aquela sua outra declaração (“diga ao povo que fico!”), no começo do ano, quando desistiu de voltar para Portugal, onde seria D. Pedro V, a turma já achava que ele estava mesmo querendo um império tropical para chamar de seu.
Há quem diga que a data que deveria ser comemorada como verdadeiro dia da Independência é a de 12 de outubro. Não só porque foi o dia em que o príncipe foi aclamado como Pedro I, Imperador do Brasil, mas também porque é só a partir daí que se pode dizer que as amarras foram efetivamente rompidas.
Polêmicas à parte todo ano, desde que me conheço por gente, nesta época, vozes se levantam dizendo que “não há nada o que comemorar, não somos ainda um país independente”. Os países ou forças que nos “escravizam” vão mudando, conforme passa o tempo, mas o discurso continua o mesmo.
Quando era pequeno, não entendia por que, em vez de ficar reclamando, os incomodados não iam à luta, à guerra, não se rebelavam em busca da independência definitiva. Depois aprendi que não dá para levar o discurso político ao pé da letra. Às vezes ele não significa muita coisa.
HINO DA INDEPENDÊNCIA
Escrito por Evaristo da Veiga e musicado pelo próprio D. Pedro I
Já podeis, da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.Brava gente brasileira!
Longe vá… temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil…
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil.Brava gente brasileira!
Longe vá… temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.Brava gente brasileira!
Longe vá… temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.Brava gente brasileira!
Longe vá… temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Cesar, parabéns pelos posts sobre o Dia da Independência. Uma curiosidade: a letra original do Hino da Independencia era diferente. Tinha estrofes assim:
Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil,
Houve mão mais poderosa,
Zombou deles o Brasil;
Houve mão mais poderosa
Houve mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil.
Em 1922, no Centenário da Independencia, o governo encomendou nova letra, e foi aí que o Evaristo da Veiga fez um copy, muito bom por sinal.
Um dos equivocos da Independencia é de que tenha sido incruenta, de que não houve luta. Nosa seus cinco livros sobre a Independência (um só sobre a guerra), o historiador José Honorio Rodrigues enterra esse erro.
Houve uma tremenda guerra, que durou de 1821 a 1823. O Caxias,na época oficial ainda muito jovem, fez seu batismo de fogo nessa guerra. Batalhas com mais de 400 mortos no Piauí, Maranhão, Ceará. O Dois de Julho de 1823, quando a guerra enfim acabou, é o final dessa luta contra tropas portuguesas que decidiram ficar. O Brasil lutou com tropas portuguesas dissidentes, com tropas brasileiras, com voluntários do povo e com a ajuda da Armada britanica. Houve luta, houve sangue, houve morte. E não nos tornamos um protetorado inglês, mas sim uma nacão independente apoiada pela Inglaterra. Nao éramos o Caribe.
Também nunca fica claro para nós o papel do Estado do Grão Pará, que pegava a Amazonia toda e ia até São Luís. Pois havia o Estado do Brasil, com capital em Salvador, mais tarde Rio e o Estado do Grão Pará, que era independente e se relacionava diretamente com a Metrópole. Na Guerra da Independencia, houve uma longa luta, brutal, para submeter o Estado do Grão Pará, que não queria ficar submisso ao Rio de Janeiro.
Desculpe o longo comentário, é que História do Brasil sempre me empolga. Abs.
Que tristeza, neste sete de setembro a beira Mar foi palco de um encontro de cadaver, bem alí próximo da casa do Governador.
E ainda, lamentavelmente, muitos dos que pedem respeito a diversidade não respeitam o meio ambiente.
A exemplo do ano passado, mais uma vez a Beira Mar Norte amanheceu completamente suja, inclusive com latas, copos e garrafas jogadas no mar.
Os confetes laminados ficam por vários meses alí no canteiro, até serem lançados ao mar pela chuva, onde certamente vão levar anos para se decompor.
Sugiro aos organizadores que façam uma campanha de respeito ao meio ambiente.
O que vemos é a destruicao total das estruturas da Patria pela calhorda no poder. Chegaram sem um plano, apenas com a retorica do contra, posicao comoda de muitos anos de oposicao irracional. Improvisaram, improvisaram e estao aplicando o que de pior poderiam tanto internamente, como nas relacoes internacionais.
O patriotismo desta gente nao passa de defender os seus mesquinhos interesses. Passam como um trator, por cima das instituicoes, da argumentacoes logicas e racionais, com a visao turva do PTismo. Ora defendem seu futuro eleitoral, outras tantas a propria sobrevivenvia. Para a Patria, uma acao mais altiva sequer. Nao sei o que sobrara do páis depois disto tudo.
Da submissão às igrejas ninguém ousa falar.
A bandeira que abre a matéria, mostra a virulenta cruz cristã encimando a coroa do rei.
Ainda hoje somos indecentemente submissos. A ICAR e outras religiões cristãs dominam a vontade dos políticos, impondo a primeira até uma vergonhosa Concordata, que está por ser homologada pelo Senado.
Sobre a ingerência dos poderosos banqueiros nos rumos da nação, conseguindo retirar da Constituição o artigo que limitava os juros, também ninguém lembra mais.
O poderio e a influência das montadoras de automóveis e caminhões (que ainda recebem incentivos – isenção de IPI – de sorte a poderem remeter polpudos lucros para as matrizes), aliadas aos empreiteiros de rodovias, é matéria que se tangencia.
Enfim: a comemoração do dia da Pátria não passa de hipocrisia, modo solerte de iludir nosso povo, já que não temos sequer autonomia, quanto mais independência.
No papel de donos dos nossos destinos, temos os financistas nacionais e internacionais ora represetnados pelos EUA, ora pela Inglaterra, ora pela França e não conseguimos sir desse círculo vicioso.
Por isso, é preciso, sim, caro César, repetir, se preciso for à exaustão, que continuamos uma “colônia de banqueiros”, como já afirmou Gustavo Barroso, embora estivesse, ao que tudo indica, escrevesse a serviço da ICAR, contra o judaísmo e a maçonaria.
A total falta de interese pela data se justifica, para mim pelo menos, pois não houve qualquer esforço militar para se chegar a independência. O fato de Dom Pedro ter trocado a independência pela dívida de Portugal junto a Inglaterra, é mais um exemplo da histórica apatia brasileira. Isso se junta ao fato do território brasileiro ser enorme. Vide o povo gaúcho, que cultiva o 20 de setembro como sua comemoração. Teve uma batalha por um povo (claro, com o cunho do preço do charque), mas que envolveu o sentimento de injuria diante de uma situação, que ocasionaou a Guerra das Farrapos, em um territorio pequeno (o que faz ainda mais a união do povo de outrora).
Aí entra a história de que os gaúchos acham que são um país. Lutaram pra isso, e não deixam morrer sua história. Nós, catarinenses, deveriamos fazer o mesmo em homenagem a Anita e tantos outros, mas sequer sabemos quem foi ela. Qual homenagem temos a ela? A história nos mostra que SC sempre foi um estado federalista, um dos sustentadores políticos da República do Brasil. Quem lutou contra foram alguns (Anita entre eles), mas que não merecem destaques maiores (para a maioria). Pergunto? Alguém aí sabe o hino de SC? Eu o aprendi quando estava na quarta série do primário, obrigado é claro. Me colocaram o hino como obrigação pra poder passar para a quinta série. Estive em uma formatura da Udesc recentemente, e, como é uma universidade estadual tocaram o hino do estado. Adivinhem: me vi cantarolando (não lembro sequer 30% do hino) sozinho. Assim como aprendi hino da bandeira, da independência, todos da boca pra fora. Repito: o sentimento de pertencimento é fundamental, mas o Brasil não proporcionou isso a seu povo.
Outro exemplo: vide a história do Contestado. É relatada de que forma nas escolas? Quem sabe por ser uma revolta de cablocos não tem sequer importância. Dizia Ariano Suassuna certa vez: “Contestado teve uma importância quem sabe maior do que Canudos, o que faltou lá foi alguém pra contar a história”. Foi em concursos públicos que aprendi que foi nela a primeira batalha que foi utilizado aviões de guerra na América do Sul. Claro que errei a questão. Enquanto aprendemos sobre a história dos EUA e suas batalhas, não sabemos sequer que existiu João Maria.
Enfim. Quando temos história, a ignoramos, e tentamos fazer com que o futebol seja o orgulho da nação. O que faltou ao Brasil é um fato marcante na história que dê orgulho ao seu povo, para se chegar a independência. O que vemos foram e são negócios.
Enquanto os alunos forem obrigados a marcharem no sete de setembro, contra as suas vontades, continuará a ser a mesma data: que bom, mais um feriado pra aproveitar.
Detalhe: não tenho remorço nenhum em aproveitar o feriado e dormir enquanto os alunos são obrigados a marcharem, assim como, de certa forma, “invejo” o povo gaúcho em fortalecer e demonstrar com orgulho a sua história. História que o povo catarinense insiste em não conhecer. E viva o país do futebol: rumo ao hexa!
Ontem, li que Dom Pedro I cantou “independência ou morte” maltrapilho, montado em uma mula e acomedito de forte diarréia. E só havia uns seis espectadores. Ah, é… Se isso é verdade….
Diogo Gustavo: nao acredite nisso “O fato de Dom Pedro ter trocado a independência pela dívida de Portugal junto a Inglaterra, é mais um exemplo da histórica apatia brasileira. “. Pergunte aos baianos, que comemram o Dois de Julho de 1823, pela apatia. Foi uma guerra tremenda, a da Independencia. Não somos apáticos. Como poderíamos ter um território deste tamanho se não tivéssemos lutado por ele? Quiseram tomar, mas expulsamos holandeses, franceses, espanhóis, ingleses etc. A ferro e fogo. Não de maneira apática.
Silvano: não acredite na diarréia nem nas roupas maltrapilhas. As pessoas mentem porque não sabem que estão mentindo. É uma tragédia.