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Pérolas do DOE

PMF gasta R$ 3 milhões em show

Até prefeituras, como a de Florianópolis, têm Diário Oficial na internet. Só o governo estadual da modernidade é que continua nas trevas medievais do jornalzinho de papel, caro e difícil de achar. O grande risco de publicar as coisas com maior transparência, é que facilita a vida dos chatos que gostam de pegar no pé dos administradores do dinheiro público.

Vejam só o registro que consta do Diário Oficial da Prefeitura de Florianópolis do último dia 28 de agosto (disponível aqui, em pdf):

“SECRETARIA MUNICIPAL DE TURISMO
TERMO DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO N.º 385/SMAP/DLC/2009.

Órgão: Secretaria Municipal de Turismo. Objeto: Contratação de empresa para produção geral do show do Maestro italiano Andrea Bocelli. Contratado: Beyondpar Assessoria e Marketing Ltda. Valor: R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais). Fundamento legal: Artigo 25, inciso III da Lei 8.666/93.”

Hum, o Cavalazzi não conseguiu trazer a Madona, mas pelo menos vai conseguir gastar R$ 3 milhões com o Bocelli. Que tem uma voz maravilhosa e é cego. Como, aliás, parece que são os eleitores/contribuintes desde município.

Discussão

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  1. Detalhe:

    Art. 25. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial:
    [...]
    III – para contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou através de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública.

    Ok…ok… esse passa!

    Posted by Aline | setembro 3, 2009, 10:12
  2. Aline, no caso, o que salta aos olhos não é a inexigibilidade, mas o valor. Tá podendo, o Cavalazzi, hem?

    Posted by Cesar Valente | setembro 3, 2009, 10:28
  3. Pois então… quero saber se vai ter público. O povo anda meio sem classe. Se viesse aquele grupo que canta “você não vale nada, mas eu gosto de você…”, acho que o público seria maior… hehehe.

    Posted by Aline | setembro 3, 2009, 10:42
  4. Professor, curioso que sou, digitei o nome da tal Beyondpar Assessoria e Marketing Ltda no google. Achei estranho que pareceu apenas uma referência. de um tal site deolhonacapital.
    para uma empresa de assessoria e marketing…

    Posted by Canarinho da Terra (agora sim) | setembro 3, 2009, 10:50
  5. Só pra constar: ano passado, acho que foi dezembro, fui ver a Camerata Florianópolis na Beira Mar. Não tinha muita gente não. O público era bem menor do que o presente na marcha para Jesus. Nos shows sertanejos que já tivemos, pelo que vi pela televisão, a Beira Mar ficou LO-TA-DA. Pelo menos o show do Rei Roberto “bombou” na Beira Mar Sul. Sinal que nem tudo está perdido.

    Posted by Aline | setembro 3, 2009, 10:50
  6. Aline esse passa se a contratação for através de empresário exclusivo, como diz a lei. A empresa contratada está nessa condição – exclusiva é o que temos que saber. Ou será mais uma xícara, digo,Pires!

    Posted by Chatão | setembro 3, 2009, 10:54
  7. Cesar, ontem a noite assisti, pela TVAL ou TVCMF, a reunião dos vereadores da Capital. E sabe quais as principais matérias votadas ontem? Parcelamento de débitos junto à CELESC, IOESC e Associação dos Municipios. Pelo que entendi, o prefeito atual, e Comcap não pagam há muito tempo. Este tempo ninguem sabia dizer, nem os ilustres lideres do governo, que, em função da maioria esmagadora dos vereadores da aliança, não se dão ao luxo de explicar a data do inicio da inadimplencia. E tambem me parece que só vão pagar, e de forma parcelada, em 60 meses (vai sobrar para o próximo prefeito) porque o Municipio ou Comcap precisam de Negativas de Débito junto aos órgãos do Estado, para fins de obter um financiamento para equipar a Comcap. Alguns vereadores duvidaram dessa sinceridade do prefeito, ou seja, a contratação desse financiamento era uma forma de usar o rolo compressor da câmara para aprovar o parcelamento de dívidas. E lá, um vereador lembrou muito bem um fato parecido com este: o municipio não tem dinheiro para pagar energia elétrica, publicações na ioesc e à associação dos municipios, mas tinha uns dois milhões para dar ao Schummacher para dar uma passeadinha na Ilha, etc e tal. Agora, R$ 3.000.000,00 para um show ou municipio tem. Não entendo mais nada. Em casa eu faço assim: primeiro pago a energia elétrica, o iptu, ets, depois, se soubrar eu vou ao cinema, a shows.. Não me parece que o Alcaide venha adotando procedimentos de empresas vencedoras, ou os tão propalados choque de gestão, na administração do municipio. Uma pergunta: por que o Municipio não vem pagando a CELESC e IOESC? e outra: por que esses órgãos não cortam a luz, ou executam o Municipio?

    Posted by Belmiro | setembro 3, 2009, 11:43
  8. Com o dinheiro dos outros qualquer um pode tudo.

    Posted by Bernardo | setembro 3, 2009, 12:06
  9. Gosto da música dele, mas cada prioridade… Não há falta de recursos em nenhuma outra área? Não digo não reservar dinheiro à cultura, mas menos, Dário. Menos!

    Posted by Yuri | setembro 3, 2009, 13:19
  10. O total de gastos nas festas de final de ano chegará aos 10 milhões de reais. Até parece que o município e o Estado não têm em que gastar dinheiro. Não faltam creches, nem escolas, nem postos de saúde, a beira-mar do estreito terminou, os viadutos estão contruidos, etc.
    É um acinte gastarem 10 milhões para um “Circo” de uma semana.

    Posted by Jaílson | setembro 3, 2009, 13:44
  11. Dou 20 voltas pelado em torno da Praça XV se o Andrea Bocelli levar R$ 500 mil.

    Isso chama-se “parte de recursos não contabilizados para campanhas eleitorais futuras”

    Posted by amilton alexandre | setembro 3, 2009, 15:07
  12. E acabaram tbem com a publicação das portarias dos projetos aprovados na Secretaria de Turismo Cultura e Esporte – os prejetos dos 3 fundos coordenados pelo Gilmar Kinaesel!!QUE FALTA DE TRANSPARENCIA!!!POr quê será??

    Posted by pedro dantas | setembro 3, 2009, 16:20
  13. CORRIGIDO

    Cesar, não sou procurador do Cavalazzi e aliás tenho razões conhecidas para não o ser (a estória, já superada, acho, dos transatlânticos, não tem?).

    Digo isto para informar que neste caso aí, do Bocelli, segundo consta, o show seria uma exigência do governador e o Governo do Estado teria repassado os recursos já carimbados para este fim.

    O Cavalazzi estaria só cumprindo a tarefa que lhe foi imposta

    Posted by Ernesto São Thiago | setembro 3, 2009, 17:27
  14. Também sou mané. Também quero uma tarefa “imposta de R$3 milhões”….

    Posted by Maria do Céu | setembro 3, 2009, 22:17
  15. Ordem do governador? então quem vai abocanhar a diferença é o próprio?

    Posted by Belmiro | setembro 4, 2009, 00:57
  16. Belmiro, a dívida com a CELESC não é peixe pequeno não.

    http://200.19.214.5/individual.php?id=PL./13570/2009

    Este PL da CMF autoriza o Prefeito a parcelar a dívida com a CELESC que é de R$ 4,5 MILHÕES!

    Depois não sabem pq as empresas estatais quebram.

    Posted by Aline | setembro 4, 2009, 10:09
  17. Hummmm…essa empresa: Beyondpar Assessoria e Marketing Ltda, nunca ouvi falar, nem tampouco o Google, que ao digitar qualquer coisa ele encontra, não achou nada sobre essa novel empresa. Ao que me parece, a BeyondPar deve ser do paraná e que atua, como a tradução sugere, além do paraná, obviamente na terra de um prefeito que tem íntimas ligações com o estado vizinho.Com certeza, esse dinheiro está carimbado para o pleito do ano que vem!

    Posted by Julius Cesar | setembro 4, 2009, 10:28
  18. Santa ingenuidade Batman. será que a promotoria da moralidfade vai investigar a dispensa de licitação???

    Posted by LesPaul | setembro 4, 2009, 21:39
  19. Prefeitura de Florianópolis e Casan terão que colocar esgoto no norte da Ilha de Santa Catarina

    (04.09.09)

    A 4ª Turma do TRF da 4ª Região manteve, na última semana, a decisão da Justiça de primeiro grau que obriga o Município de Florianópolis e a Cia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) a implantarem sistema de tratamento de esgoto em toda a região do Canto do Lamin, na praia de Canasvieiras.

    A Associação dos Moradores de Canasvieiras – Amocan ajuizou ação civil pública na Vara Federal Ambiental de Florianópolis em dezembro de 2004, requerendo que a rede de Canasvieiras fosse
    ampliada até o Canto do Lamin.

    A sentença determinou a apresentação de projeto de instalação da rede coletora num prazo de 60 dias e a conclusão das obras em um ano, sob pena de multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento.

    O Município de Florianópolis recorreu ao TRF-4, alegando falta de previsão orçamentária e que “o Poder Judiciário não pode ditar ordens a órgãos executivos”.

    A seu turno, a Casan sustentou que a obrigação seria da prefeitura e que não teria recursos próprios suficientes para a implantação imediata.

    A relatora do processo na corte, desembargadora federal Marga Barth Tessler, manteve a condenação, entendendo que ficou comprovada a omissão injustificada dos poderes públicos na implementação de políticas públicas para assegurar a integridade do meio ambiente e a saúde da população. (Proc. nº 2004.72.00.017675-8 – com informações do TRF-4)

    Posted by Catarina | setembro 5, 2009, 07:53

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