Tem muita gente perguntando para quem vou torcer domingo. Essa turma, conhecedora das minhas origens, sabe que nasci e me criei junto ao velho estádio dos Eucaliptos e ajudei com alguns tijolinhos na construção do Beira Rio. Já contei muitas vezes essa história para esclarecer algumas dúvidas. Não vou ao jogo apenas porque estou em Brasília. Mesmo que estivesse em Florianópolis não iria ao estádio.
Ando meio chateado por causa das exigências – únicas no Brasil – para o acesso às cabines de imprensa. Minha carteira da Acesc, a nossa associação, é solenemente desrespeitada por Figueirense e Avaí com a conivência de suas respectivas assessorias de imprensa. Não é a gratuidade do acesso que reivindico. É o respeito à profissão e ao profissional. Torcedor com cerveja na mão e camisa do clube pode freqüentar sem restrições um local que deveria ser privativo dos jornalistas. Alguns “arquibaldos” muito chatos também ajudaram a me espantar da Ressacada e Scarpelli.
Aos fatos. Há poucos meses morando na capital federal – com data para voltar, felizmente -, onde se mente muito, quero dizer aos curiosos e intrigantes que falo a verdade ao anunciar que vou torcer para o Avaí. Assim como torço pelo Figueirense nos jogos da série B. Cheguei a Santa Catarina em 1971, começando por Blumenau minha vida profissional neste Estado para no ano seguinte ancorar em Florianópolis. Penso que dá para entender o que estou querendo passar aos meus inquisidores.
Não sou imparcial, sou isento. Alguns fazem confusão com essas palavrinhas de simples compreensão. Para brincar, misturei os hinos, mas não as idéias. Não deixei de ser gaúcho nem de gostar do Inter. E enquanto for “acusado” pelos avaianos de torcedor do Figueirense, e de avaiano pela torcida do Figueira, me sentirei muito bem profissionalmente, agradecendo sensibilizado a confusão, própria da paixão e da rivalidade que convivem no colorido das arquibancadas, marcando o jornalista com o carimbo da isenção, que é o que faz a diferença. No mais, acabou-se o que era doce, quem quiser que conte outra.
Mário. És um ganho para esse blog. Parabéns de um avaiano.
Segundo o STF, qualquer um pode ser jornalista atualmente. Sabe-se lá por quais critérios mas pode. Então, natural que a quantidade de “jornalistas” tenha aumentado nas tais cabines.
TÔ contigo e não abro. Quando eu era Editor Chefe do jornal Notícias do Dia me foi negado acesso ao estádio do Figueirense porque, segundo o clube: “lugar de editor é na redação, não no estádio – JB.Telles”. Acho um absurdo um jornalista ter esta posiação. Mas…
Quanto a quem torcer no domingo, meu coração partido é muito mais vermelho do que azul.
Avaí meu Avaí… da Ilha és o Leão…
Colorado das glórias orgulho do Brasil…
Já “turismólogo” não é pra qualquer um, não!
Câmara aprova o reconhecimento da profissão de turismólogo
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou na quarta-feira o reconhecimento da profissão de turismólogo. Entre as atribuições desse profissional estão a organização de eventos, o planejamento e a divulgação de produtos turísticos, a formulação de políticas para o setor, a criação de roteiros turísticos e de planos de marketing, assim como o ensino na área.
A reconhecimento da profissão foi proposto no Projeto de Lei 6906/02, de autoria do então senador, e hoje deputado, Moreira Mendes (PPS-RO). A proposta recebeu parecer favorável da relatora, deputada Maria Lúcia Cardoso (PMDB-MG).
Para o exercício da atividade na área de turismo, o texto aprovado estabelece que o profissional deverá obter o registro em órgão federal da categoria, cuja criação ficará a cargo do Poder Executivo.
Como tramita em caráter conclusivo, o projeto poderá ser remetido diretamente à sanção presidencial. Ele só será votado pelo Plenário se, no prazo de cinco sessões, houver recurso assinado por no mínimo 52 deputados.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!
Caro Mário.
Moro em Floripa e sou colorado. Como time de futebol é coisa que nunca se troca, não tenho dúvida pra quem torcer.Acho que o tempo não retira a predileção clubística.
Como em nenhum momento disseste que torcia pelo Inter, e sim que tinha uma simpatia pelo clube, entendo tua torcida pelo Avaí.
Eu, como torcedor, jamais torcerei contra o Inter, nem que more mais 50 anos em Florianópolis.