
La mano de Dios-Paródia sobre "A criação", afresco de Michelangelo
Pronto, será que arrumei encrenca? Claro que sim Quando se fala em Brasil e Argentina tudo vira futebol. Política, economia, cultura, esporte de qualquer modalidade, qualquer assunto, tudo acaba no campo de jogo. E aí, meu amigo, simplificando, eu tenho que gostar do Dunga porque ele é brasileiro, treinador da nossa seleção, e odiar o Maradona porque, pecado dos pecados, ele é argentino e comanda a seleção “inimiga”.
Sei que vou falar com as paredes. Não é assim gente. A autenticidade do Dunga me incomoda, aquele mau humor original de fábrica, a cara sisuda, seu jeito ranzinza de ser, são ingredientes que não casam com a minha receita para ver o futebol, já que estamos falando dele. O Maradona também não é lá uma Brastemp em matéria de humor.
Olhando assim de longe, mesma distância que nos permite o Dunga, vejo o Maradona sempre pronto para o drible, usando do seu talento para a profissão e para a vida. A maioria olha aquele baixinho, e hoje gordinho, com uma ponta de ódio. Esquecem que como jogador ele nunca fez com a seleção brasileira o que fez com outros adversários pelo mundo. Até “la mano de Dios” o ajudou em uma Copa, definição sarcástica e inteligente que achou para explicar aquele incrível gol com a mão, contra a Inglaterra, uma perfeita jogada de voleibol. Suas travessuras de bastidores, não tão bastidores assim, não me interessam. Atire a primeira pedra quem pelo menos uma vez não se atrapalhou na encruzilhada.
Com o Brasil em campo Maradona sempre foi generoso, jogando muito e aprontando pouco. A não ser nas oitavas de final em 90, naquele Brasil 0 x 1 Argentina, jogada genial do Maradona, gol do Caniggia. Não lembro de outra contra nós. Já o Dunga está sempre armado para o confronto, cara fechada, na defensiva, pronto para o embate. De acordo, aliás, com a posição que jogou e que nos amaldiçoou com a inesquecível pecha da “era Dunga.”, justo em 90. Cá entre nós, merecemos. Por justiça deveria ser era “Dunga & Lazaroni”. Felizmente para ele tudo acabou no zero a zero com o título na Copa de 94, quando chamou o Bebeto às falas, botou ordem na casa e quase deu umas palmadas no bebê chorão incorrigível.
É mais ou menos por aí. Sei que não fui muito convincente, talvez um pouco superficial, incoerente. Mas quem é que consegue coerência e raciocínio lógico com um Brasil x Argentina pela frente sábado à noite? Dá-lhe Dunga, xô Maradona.
Apoiado !!!
Mario, nesse um a zero para a Argentina, gol de Caniggia, você esqueceu que os argentinos doparam os brasileiros? Isso foi contado às gargalhadas pelo Maradona num programade televisão, no que foi acompanhado por todos os presentes. E ficou por isso mesmo. Eles colocaram a droga na água que era distribuída para os jogadores durante o jogo. Tudo muito engraçado. Só essa aprontada e esse cinismo do Maradona já diz tudo sobre o sujeito. Quanto ao nosso capitão, “era Dunga” foi invenção do Lazzaroni, não dele. Dunga sempre foi aquilo mesmo, mas seu gol decisivo nos pênaltis em 1994 contibui para ganharmos de novo a Copa. Só isso já diz tudo de Dunga, tão maltratado como treinador e que colocou o Brasil na liderança nas eliminatórias.
é isso aí tio cesar, também não gosto do dunga, vamos mandar este anão para a floresta para ver se ele acha a branca de neve…
Mário, é falta de assunto? Por que comparar Dunga a Maradona? Estamos mal de notícias eim?
Marco, presta atenção: quem escreveu isso aí foi o Mário. Sabes qual, né?