O deputado Joares Ponticelli, vice-líder do PP, usou ontem na tribuna uma frase deste blog (citando a autoria, naturalmente), para sintetizar a situação do estado, que tem “segurança de mentirinha e crimes de verdade”. Escrevi-a no dia 20 de agosto, quando comentei uma notícia que a Folha de S. Paulo publicara com o sugestivo título de “Mortes sobem em Estados onde verba de segurança caiu”.
Segundo o deputado, “não dá certo misturar política com polícia. É a fórmula do fracasso. Quando o objetivo passa a ser o voto, quando se chega a trocar viatura (policial) por apoio político, é porque não dá certo”.
Para ele Santa Catarina sofre com a “falência completa da segurança pública”, que se transformou em “estado de calamidade pública generalizada”.
Em uma nota distribuída por sua assessoria, Ponticelli citou como exemplo da “falência” da segurança pública a situação de presídios como o de Joinville, “sem médico e sem a menor estrutura de funcionamento”. Lembrou que o Conselho Regional de Odontologia chegou a pedir a interdição daquela unidade, “exatamente na base política do governador”.
Mas também é verdade que o crime prospera no Brasil porque compensa, e porque o risco de quem o pratica ser verdadeiramente punido é mínimo. Além é claro, estamos colhendo os frutos da incompetência ( de um Secretário quase folclórico e suas estatísticas), do fisiologismo Político, omissão das autoridades, e da insistência em teorias acadêmica insustentáveis.