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Generalidades

Os nós viários da capital…

Hoje à tarde tive uma longa conversa com o vice-prefeito-secretário João Batista. Afinal, somos quase vizinhos no Córrego Grande e vimos, como os demais moradores de longa data da capital, a cidade ir se transformando e os nós irem se formando.

Acho que ele tava preocupado em me mostrar que não faz as coisas com aquele componente de improvisação que eu às vezes, nas minhas opiniões, digo que tem. O título da minha última nota sobre as ações da prefeitura, a propósito, foi “A capital do improviso”.

João Batista afirma que não está reinventando a roda e que muitas das coisas que está colocando em prática jaziam adormecidas há anos nas gavetas municipais, sem que alguém tivesse peito ou vontade política de tirá-las do papel. “Eu acredito que ainda dá pra dar jeito na mobilidade, em Florianópolis”, disse-me ele várias vezes.

Uma das coisas que me chamou a atenção, na conversa, foram as queixas do vice-prefeito-secretário quanto à falta de colaboração da UFSC para a solução dos problemas viários nas proximidades do campus. Haveria, segundo ele, dificuldades para que a universidade cedesse o terreno necessário à duplicação da continuação da beira-mar norte (em direção ao Pantanal). E queixou-se mesmo de uma certa omissão da UFSC, que tem técnicos em tantas áreas, na colaboração com a cidade.

Daí, quase tão indignado quanto o João Batista com esse absurdo, fui conversar com o xará dele na UFSC, o João Batista Furtuoso, Pró-Reitor de Infraestrutura. O João Batista da UFSC contou uma história um pouco diferente. Disse que sempre que a prefeitura chamou pra conversar, eles compareceram. Da última vez, em junho ou julho, disseram que cederiam o terreno ao longo da rua Antonio Edu Vieira, desde que houvesse alguma contrapartida. A UFSC não poderia doar, graciosamente, seus bens, porque há fiscalização e os administradores precisam prestar contas.

Pelo que entendi, fora essas conversas para negociar o terreno, a prefeitura não pediu ajuda à UFSC nem a consultou sobre os problemas viários da cidade. Na verdade, quando a prefeitura mostrou para a UFSC o projeto do tal “binário” (a transformação da Antonio Edu Vieira e da rua da Carvoeira em mão única), diz o Pró-Reitor que foram feitas algumas objeções ao projeto, “mas nada que impeça ou inviabilize a sua realização”.

Tá certo que a UFSC acha injusto ser acusada de responsável pelo volume de tráfego na cidade (ela também foi responsável pelo desenvolvimento da cidade no bom sentido), mas já passamos da idade de ficar batendo boca. E a prefeitura, ao longo dos anos, deixou acontecer tanta coisa na cidade, autorizou tanta barbaridade, que se realmente quer estancar a sangria e tentar desfazer os nós, precisa de todo mundo. Não tem sentido deixar a UFSC de lado nem colocá-la em campo oposto.

Sem querer me meter nos assuntos municipais (até porque, por mais que o João Batista da prefeitura elogie o Dário, eu continuo com todas as minhas restrições intactas) e já me metendo, deixaria uma sugestão: que um João Batista convite o outro João Batista pra tomar um café. Não importa de quem seja a iniciativa. Sem formalidades de audiências, atas ou protocolos. Só pra conversar e ver se a administração da cidade não consegue encontrar pontos de convergência com a administração de uma das maiores instituições de ensino do país.

Discussão

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  1. Deus te ouça. Ave Cesar.

    Posted by Rockarei | agosto 25, 2009, 17:24
  2. Por falar em “nós viários”, ouvi na Guarujá agora à tarde que o prefeito anunciou hoje o início das obras do elevado no Trevo da Seta. Não acho que o elevado dê jeito, mas achei curioso que tiraram a bunda de cima do projeto um dia depois do Avaí emplacar no Jornal Nacional e estar cada vez mais alta na mídia nacional. Foi só coincidência ou o prefeito pré-candidato entrou em ação pra não queimar o filme com aquela vergonha que é o trecho que leva ao Sul da Ilha e ao estádio da Ressacada? E se o Avaí estivesse lá na lanterna, quando começariam as obras?

    Posted by Alexandre Gonçalves | agosto 25, 2009, 17:33
  3. César,
    Na época que a UFSC recebeu POR DOAÇÃO toda a área da antiga fazenda Assis Brasil já havia o Plano Metropolitano do Professor Gama D’Eça com previsão de duplicação da Antonio Edu Vieira.
    É muita “cara de pau” querer agora contrapartida para duplicar a rua !
    Aliás, seria bom saber da UFSC qual foi a contrapartida que receberam para permitir a invasão da Serrinha ?

    Posted by Carlos A. | agosto 25, 2009, 18:49
  4. Parabéns por esse ativismo político.

    Posted by Bernardo | agosto 25, 2009, 23:33
  5. Pra quem não entendeu pq o Dário saiu do muro, é simples:
    1) Eleição chegando, precisa de visibilidade – sem obra grande não tem governo do Estado; e,
    2) Eleição chegando, precisa de caixa 2 – ou vocês acham que dois elevados feitos por empresas da família não serão supermegafaturados?

    Posted by Rockarei | agosto 26, 2009, 09:00

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