Na quinta-feira tem um encontro importante, em Florianópolis, sobre o uso da tecnologia para controle de tráfego nas vias urbanas. Será no auditório do Centro de Educação Empresarial do Sebrae, com a participação da UFSC.
O urbanismo, a engenharia de tráfego, o uso de sistemas automatizados, estão muito avançados, no mundo todo. E alguns centros brasileiros de pesquisa não ficam nada a dever. Mas a coisa aperta quando vemos a forma como as administrações municipais tratam essas frescuras de estudos, planejamento e ciência aplicada.
Aqui mesmo, o prefeito Dário Berger jogou no lixo dois anos de trabalho do tal grupo gestor do Plano Diretor. E criou um clima de terror no Ipuf, não só com suas afirmações públicas anti-planejamento, como com a escolha, a dedo, de quem gerenciaria o desmonte da instituição. Os técnicos mais preocupados com os problemas da cidade estão de cabelos em pé.
E, mais ou menos na mesma linha, o uso do vice-prefeito-secretário como prefeito experimental, colocando a cara na telinha sempre que tem que anunciar uma medida de amadorismo urbanístico ou viário, consolida o estilo “tentativa e erro” do alcaide. Que parece que não conhece, não quer conhecer, não sabe e não quer saber como resolver os problemas mais amplos e reais da cidade: basta-lhe a maquiagem. Uma demão de asfalto aqui, um viadutinho de execução rápida ali, uma “medida de impacto” acolá (uma espécie de “bomba de efeito moral” aplicada à administração pública). No fim, tudo continua como está, mas com uma cara diferente. É o suficiente para que o Dário se candidate a governador, o Rauen a prefeito (o quê? vocês tinham a ilusão que o candidato à sucessão do Dário fosse o João Batista?), o Gean a deputado estadual ou federal e o LHS a senador.
Se algum dos leitores for a esse encontro da UFSC/Sebrae, conte pra gente quantos assistentes, da prefeitura da capital, apareceram. Enquanto isso, façam suas apostas. Eu digo que não vai ninguém. Mas gostaria de perder.
Se for um é por que leram o De olho na Capital
Cesar,
Boa parte da Engenharia de Santa Catarina está comprometida com a sacanagem e a incompetencia.
Não vejo gente dessa especializada area capaz de elaborar Projetos com custo baixo que possa minorar as dificuldades que surgirão para esse verão, já que o poder público continua projetando e executando somente factóides e nada foi feito de obras que possa melhorar a mobilidade urbana.
O sul da ilha é uma obra barata e fácil de realiza-la. Essa dificuldade para melhorar o acesso do Campeche e de todo o sul da ilha é a prova inequivoca de que esses dois segmentos são igualmente incapazes.
No sul da ilha tem o melhor exemplo: Acesso da Tapera construido no Governo Paulo Afonso. Foram 4 Km de asfalto que duraram apenas 3 meses.
Culpa de quem? Do engenheiro que fez a obra e do Poder Público que contratou.
Assim, não vejo que o encontro marcado no Sebrae vá melhorar alguma coisa.
Se esse encontro fosse de Segurança Privada talvez eu acreditasse que o Prefeito pudesse trazer algum talento, já que dessa área ele entende bem.
Acontece que o “uso da tecnologia para controle de tráfego nas vias urbanas” foi instalado e está funcionando (deveria estar) há 7 anos na central de tráfego no IPUF, com 2 computadores controlando a programação de tempos de 80 semáforos. Um 3º computador disponibiliza as informações da situação do trânsito pela Internet. Se não está funcionando, aí é outro problema, porém sem obras, como a duplicação da Rua Antonio Edu Vieira, a continuação da marginal da Beira Mar Norte, a continuação da Via Expressa Sul, entre outras, não há tecnologia que suporte o crescimento da cidade !
O Rauen prefeito já foi notícia em jornal de bairro.
O homem tá querendo.
É presidente do sindicato dos engenheiros e fica servindo uma administração de “tentativa e erro”! Cadê a Engenharia?
Só uma pergunta: na campanha eleitoral e na primeira entrevista após eleito, o prefeito de floripa falou, alto e bom tom, que a primeira obra, que logo iria abrir licitação, seria o elevado do trevo da seta. E o recurso teria sido garantido pelo governador do mesmo partido. Não ouvi publicar esse edital, nem iniciar a obra. Quando então a primeira obra do segundo reinado vai ter início?
Bem feito por teres acreditado nele, Belmiro !
Alías, não foste o único, pois até Dona Rose que chorou no programa eleitoral garantindo que o “Dário era um cara bom”, acabou descobrindio que estava sendo “chifrada” por ele !
O pessoal do IPUF deveria primeiro coordenar os semáforos da cidade antes de falar que trabalha sério. O que tem de semáforo que o de trás abre antes do da frente é uma grandeza de ridículo. Até o candidato a aprefeito CS Jr. alertou na campanha dele para esse fato.
O encontro marcado com o SEBRAE não pretende melhorar nada, ao contrário do que sugere o comentarista ‘pedro souza’. Na melhor das hipóteses pode ajudar a esclarecer as possibilidades de melhoria oferecidas por sistemas de controle de tráfego. É engraçado como qualquer iniciativa, mesmo que séria, é recebida com criticismo barato e ceticismo.
O sistema de controle de tráfego a que se refere o comentarista ‘Carlos A’ e que encontra-se inoperante em Florianópolis é de um tipo considerado obsoleto, tanto por acadêmicos como por práticos em todo o mundo, antes mesmo de ter sido adquirido pela prefeitura de Florianópolis. Apesar de ser possível obter resultados satisfatórios (se bem operado e com um esforço muito maior), este tipo de sistema sofre de diversas limitações idênticas ao dos planos fixos tradicionais, como obsolescência dos planos e dificuldade de reagir a incidentes não recorrentes. O sistema que será apresentado no encontro do SEBRAE e outros existentes no mercado (alguns desde a década de 80) são consideravelmente superiores ao de Florianópolis.
Não é minha intenção defender o IPUF, afinal a coodenação de semáforos em Florianópolis realmente deixa a desejar já faz algum tempo. Mas ainda assim reforço que a coordenação de semáforos sugerida pelo ‘Rockarei’ é extremamente complexa, principalmente em vias de mão dupla como a Avenida Beira-mar Norte. Criticar que o sinal de trás abre antes do sinal da frente ao invés de criticar o resultado disso no tráfego está errado (”é uma grandeza de ridículo”). Talvez não seja o caso dos semáforos a que o comentarista se refere, mas em muitas ocasiões é desejável e benéfico para o tráfego que o sinal de trás abra antes do da frente.