Quando falo que LHS precisava pensar em demitir o Benedet (Secretário da (in)Segurança), sempre tem uns e outros que acham que sou inimigo do governador ou partidário de alguma outra agremiação. Que nada. Sou mais amigo do governo do que muito lambe-bota: porque aviso quando as coisas estão ruins. E quem avisa, todos sabem, amigo é.
Leiam com atenção o recorte abaixo, da Folha de S. Paulo. E vejam que a brincadeira que estão fazendo com a segurança, terá resultados graves, ao longo de muitos anos. Tá certo, não adianta só demitir o Benedet. Porque a grana do governo é gerenciada pelo núcleo duro que efetivamente governa o estado. E, naturalmente, LHS deve saber de tudo o que ocorre sob seu nariz e o que seu conselho gestor anda fazendo. Portanto, talvez seja o caso de parar de avisar LHS de que lhe estão tirando o tapete e começar a avisar os eleitores: abram o olho!
Taí, divirtam-se:
“Mortes sobem em Estados onde verba de segurança caiu
Taxa de homicídios dolosos (com intenção) subiu em GO, ES, RS, PI e SC, que cortaram gastos no setor em 2008Em SC, corte chegou a 83,43%; cientista social diz que, pela primeira vez, é possível constatar a relação entre os dois fenômenos
AFONSO BENITES
DA REPORTAGEM LOCALOs cinco Estados brasileiros que cortaram gastos na área de segurança pública registraram um aumento na taxa de homicídios dolosos (quando há a intenção de matar) no ano passado em comparação com 2007.
Os que reduziram suas despesas nessa área no período foram: Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Goiás, Piauí e Santa Catarina. Os cortes chegaram a 83,43%, no caso de Santa Catarina, que explica essa redução por ter excluído de suas estatísticas o pagamento de salários de funcionários e encargos.O aumento na taxa de homicídio variou de 2,7% a 22,5% nesses cinco Estados. Os dados são do terceiro Anuário do Fórum Brasileiro da Segurança Pública, divulgado ontem.
As reduções nos Orçamentos aconteceram em um ano em que o setor de segurança pública enfrentou paralisações de policiais, crise financeira e aumento da criminalidade em ao menos 16 Estados.
Para a cientista social Silvia Ramos, da Universidade Candido Mendes (RJ), o anuário mostra que há uma relação direta entre investimento por parte de governos e o aumento de mortes. “Até então, não tínhamos dado como certo essa correlação entre os gastos com segurança pública e a quantidade de mortes. Agora, com esses números, é possível afirmar que há, sim, essa relação.”
A Folha procurou os Estados na final da tarde de ontem, mas não conseguiu obter explicação para a redução dos gastos em contraposição ao aumento das taxas de homicídio. RS e ES não responderam ao pedido do jornal; nos demais, ninguém atendeu às ligações.
Segundo o levantamento, 16 Estados registraram redução do comprometimento de seu Orçamento em segurança pública. Os cinco que cortaram verbas estão nesse grupo, assim como São Paulo, que reduziu o índice de 7,9% para 7,4%.
Por outro lado, há locais em que mesmo com um aumento dos investimentos na área as mortes crescerem. Foi o caso do Distrito Federal, que aumentou seu Orçamento em 80%, mas teve 9,8% mais homicídios entre 2007 e 2008.”
AGORA, QUE TAL SOMAR 1 + 1?
O deputado Ponticelli é do PP. Adversário declarado do governo LHS. Portanto, suspeitíssimo. Não levem a sério a nota distribuída, certamente com propósitos políticos, pelo seu gabinete. Mas, a partir das informações divulgadas por esse inimigo do LHS, meditem um pouco, no silêncio de suas consciências. Pensem se não faz sentido: como é que um governo vai funcionar, executando um programa de forma coletiva, colegiada e partidariamente solidária, se boa parte de seus executivos está ocupada com seus próprios negócios e voltada unicamente para seus próprios umbigos?
Taí a nota do PP:
“PONTICELLI ACUSA MEMBROS DO GOVERNO DE ASSÉDIO ELEITORAL
Vice-líder do PP e presidente estadual do partido, o deputado Joares Ponticelli chamou, hoje, de “escandalosas” as propostas de “assédio” promovidas por membros do Governo do Estado, já de olho em 2010, “antecipando o pleito eleitoral do próximo ano”. Ponticelli ressaltou que “há tempo vinha alertando que membros do Governo, que desejam entrar na disputa eleitoral, estão gastando dinheiro público para antecipar a campanha eleitoral”.
Ponticelli citou o caso do presidente da SC Parcerias, Ivo Carminatti, que chegou a ser considerado “o primeiro ministro” do governador atual, que também é pré candidato a cargo eletivo em 2010, “que utiliza da estrutura da empresa “para cooptar, fazer propostas e todo tipo de assédio”. No mesmo rol ele incluiu o secretário da Segurança, Ronaldo Benedet, “eterno candidato que se preocupa apenas em fazer política e negócios eleitorais”, com vistas a 2010. “”Tudo em troca de votos, enquanto a violência grassa em Santa Catarina”, atacou.
Outro exemplo, destacou Ponticelli, é o presidente da Fesporte, Cacá Ravanello. O deputado deu o testemunho de uma liderança de Jaraguá do Sul, que foi buscar apoio ao esporte em seu município e recebeu a resposta que ele receberia todo o apoio de que precisasse, “desde bolas, rede, etc’, na condição de que apoiasse sua campanha. “A coisa é simplesmente imoral, ilegal, indecente”, reiterou Ponticelli, avisando que serão tomadas as devidas providências jurídicas cabíveis.”
Professor, concordo que tenha que demitir o Benedet, mas o chefe dele tem que ir primeiro…
Pior é não atender nem as ligações. Será que cortaram até a telefonista da (in) Segurança?
Agora, cortar 83% da segurança e bancar um congresso de bacanas do turismo com 11 milhões, faça-me o favor. Onde é que e$$a gente tá com a cabeça?
Tio César,
É a insegurança descentralizada! Por isso que eles acham que esta descentralização funciona. Para os interesses políticos deles!
ola!
Leio, diariamente, as inúmeras notícias que revelam o desespero da população de SC em face da falta de segurança que permeia o Estado. Sem delongas, gostaria de comunicar aos orgãos da impresa local o desrespeito do governo de SC para com cerca de 600 candidatos aprovados no concurso da polícia civil de 2008. A homologação do concurso se deu há mais de 1 ano e, malgrado a necessidade premente de policiais no Estado, o governo vem protelando a nomeação dos aprovados (100 delegados e 500 agentes policiais) e, pior, não informa nada acerca de uma possível data de nomeação, o que impede que os aprovados continuem suas vidas com o necessário planejamento durante o período de espera. Não bastasse as agruras geradas pela espera incerta e desprovida de notícias, o governo, há dois meses, alardeou na impressa e nos sites oficiais que o governador havia autorizado a nomeação imediata de 300 desses policiais, o que revelou-se uma grande falácia (ou uma grande jogada política), pois até o presente momento nada ocorreu. Vale destacar que a aludida notícia gerou imensa expectativa nos aprovados, havendo aqueles que inclusive se desligassem dos empregos que atuavam para se prepararem para o período de curso na academia de policia (muitos aprovados são de outros Estados). Dessa forma, além da demostração de tratamento digno e responsável por parte do governo em face dos aprovados, acredito que a referida nomeação poderia resolver, em parte, a deletéria situação que vem atravessando a segurança publica do Estado e, para tanto, há necessidade de vontade política, o que somente a pressão da impressa é capaz de fazer surgir.
espero resposta se possivel
Gente pera aí!O ESTADO ESTÁ DE MENTIRINHA!!!Tá tudo de mentirinha!
O Norberto Vieira disse ( escreveu) tudo. Gastaram aquela grana toda no costão do santinho para salavar o marcondes, e o resto da população que se exploda..
Conclusão: Este Governo mão sabe Governar, mas sabe (e como) fazer politicagem e torrar dinheiro em eventos mirabolantes, achando que SC é o umbigo do mundo.
No caso do Ivo, agora tá explicado. Trocar uma posição de destaque junto ao Governador pela presidência de uma empresa que ninguém conhece…aí tem!
Dison,
Só tem vaga para ASPONE nas Secretarias Regionais !!
Para isso não precisa de concurso, basta ser partidário do Luiz 15 !
Faz uns bons dois anos que eu tenho percebido, pelo menos aqui na capital, que você não vê mais policiais nas ruas. Quando vê é para ser acoado pela falta de preparo e soberba destes homens armados (PM). Mesmo policiais civis são tão grosseiros que parece que fazem o favor de atender-nos nas delegacias. Estão mais preocupados em ganhar um extra com o crime, mostrar seus distintivos às gurias incautas, ou até mesmo com a política (dos seus salários) do que com suas obrigações (atender o público com ética e respeito). Culpa de quem? Da má admnistração, claro. É o governador quem tem que indicar políticas públicas e diretrizes de segurança e promover treinamentos constantes para que o ranço da ditadura saia permanentemente da cabeça de nossos serviores públicos. Nada disso está acontecendo ou dando ares de que acontecerá. Enquanto isso, com a nossa omissão política, continuamos votando nesses que só estão usando o dinheiro público em proveito próprio. A culpa então é nossa…
Ué…
Só agora estão começando a perceber?
Rockarei tem toda razão: experimentem voces ir a uma Delegacia de Polícia registrar um BO! ninguem te informa nada, quem te atende é sisudo, mau educado, alegando sempre que não tem gente para trabalhar, que a máquina está estragada, e a gente fica de pé, porque em muitas dessas DP nem cadeira de espera tem. E o Secretário precisa viajar para entregar uma viatura em cada municipio? Nos bons tempos, as viaturas eram entregues aqui na Capital, ou seja, os motoristas vinham buscar e estava resolvido. Agora, viajar, queimando gasolina e diárias e discursos na entrega de uma viatura, é pura politicagem que em nada contribui para a segurança pública.
Tá todo mundo trabalhando desmotivado,salario baixo,o governo cedeu um aumento “virtual”,uma mentira,todos estão indignados.Uma pessoa desmotivada,mesmo que queira,não consegue exercer suas funções com a dedicação que ela exige,tem gente que realmente ate perde a educação,trata mal as pessoas,etc.Isso ja esta assim a muito tempo e tende a piorar pois o governo não valoriza seus funcionários da segurança,o que me leva a crer que tambem não esta nem aí pro povo e que do povo só interessa o voto.