Hoje é meu aniversário de casamento. Lúcia e eu estamos juntos há exatos 32 anos. Casamos em 1977, na igreja de Santo Antônio de Lisboa. Estava animado para festejar aqui essa relação sempre tão viva e estimulante, mas a morte do nosso amigo Chico Amante mudou os planos. A perda desse manezinho alegre, conversador, bom copo e boa companhia, generoso e amigo, desacelerou o ritmo destes dias. É hora de luto e pesar. De reservar alguns momentos para gravar mais profundamente, na memória e no coração, as lembranças boas que ele deixou.
E acho que é uma boa hora para republicar o final do artigo que o Chico escreveu, em janeiro de 2004, para se despedir do Aldírio Simões e marcar o encontro que acabou, para nossa tristeza, se realizando cedo demais:
“Estejas onde estiveres, Aldírio, assumiremos tua trincheira em defesa de nossa cidade e de nosso povo, na certeza de que, irmanados ao mesmo ideal que norteou tua existência, haveremos de manter viva a tua memória e os sagrados anseios do povão, justamente aquele povão que sempre reverenciou tua pessoa, prestigiou e foi solidário com o teu trabalho.
Descanse em paz, mô Pombo, até um dia na eternidade e um beijo no fundo do teu coração!”
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