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Florianópolis

Costão do Santinho X cruzeiros marítimos

Vocês devem ter lido (até eu comentei aqui) aquela matéria da revista Exame onde se dizia que, discretamente, o Costão do Santinho tinha sido colocado à venda.

No último dia 12 a direção do Costão publicou uma nota, afirmando que não era bem assim, que não ofereceu o empreendimento para venda, mas… se alguém aparecer, não deixará de atender, oferecer um cafezinho e ouvir a proposta.

E aí, sabe aqueles textos que a gente às vezes perde o momento exato de colocar um ponto final? Pois é, escreveram um parágrafo a mais, pra tentar explicar as informações da revista, sobre a queda na ocupação. E pisaram nos calos dos cruzeiros marítimos, colocando neles parte da culpa pelas dificuldades da hotelaria de turismo:

“Também nos preocupa a absoluta passividade das autoridades federais de turismo diante do avanço dos cruzeiros de cabotagem, que oferecem concorrência assimétrica. Estes navios são locados a preços inferiores (durante nosso verão o hemisfério norte está em baixa temporada), não pagam impostos nem encargos trabalhistas e ainda contam com os cassinos a bordo como fortes diferenciais competitivos.”

Foi o que bastou para que a Associação Brasileira de Empresas Marítimas (Abremar), com o apoio da Associação Brasileira de Terminais de Cruzeiros Marítimos (Brasilcruise) subisse nas tamancas, publicando em resposta uma nota onde mostra o papel complementar, na indústria turística, que podem ter as duas atividades. Que não precisam ser excludentes.

A íntegra das duas notas, mais a posição da Associação Catarinense de Marinas, Garagens Náuticas e Afins (Acatmar) e demais detalhes dessa discussão toda estão no blog do Ernesto São Thiago (Um pedacinho de terra…).

Pra apimentar o debate, é bom lembrar que embora Santa Catarina seja oficialmente favorável ao incremento do uso de seus portos pelos cruzeiros marítimos, o presidente do Conselho Estadual de Turismo é o dono do Costão do Santinho, Fernando Marcondes de Mattos.

Discussão

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  1. Prezado Cesar,

    Obrigado pela posição neutra neste acalorado debate, que já deveria ter findado há tempo por conta da sinergia evidente entre a Indústria de Cruzeiros e a Indústria Hoteleira. A MSC, por exemplo, tanto oferece uma diária de hotel gratuita antes de certos cruzeiros como firmou parceria com um resort na Bahia (durante as escalas em Ilhéus os passageiros podem passar o dia lá).

    Preciso registrar apenas um relevante esclarecimento: NÃO É da ACATMAR e sim minha, pessoal, a manifestação que antecede o comunicado da “diretoria do Costão do Santinho” e à nota conjunta ABREMAR/BRASILCRUISE.

    Feita a ressalva, novamente agradeço, e sinto-me honrado, por trazer tão importante assunto lá do meu quase ignorado blog para a luz dos holofotes que representa o seu.

    Posted by Ernesto São Thiago | agosto 16, 2009, 15:01
  2. Tio César,

    A “livre (sic)” inciatiava com reserva de mercado?
    Já não basta tudo que o “moeda verde” já recebeu de dinheiro público para viabilizar seu negócio (WTTC, por exemplo)?
    São os capitalistas do dinheiro público!!!!
    Nada contra o gosto da música caipira, mas aquela promoção desta turma em julho foi ridículo para quem quer ser o melhor dos melhores!

    Posted by lh | agosto 16, 2009, 16:43
  3. Como não dá para chegar de avião em Florianópolis em dias de jogo, a solução é passar por aqui de navio…
    Interessante que acabou aquela empolgação que o Marcondes tinha quando criou o Floripamanhã, para pressionar o governo a fazer um acesso decente para o aeroporto !
    Ficou íntimo do governador e não cobra mais o que ele qualificava como uma vergonha para o Estado !

    Posted by Carlos A | agosto 17, 2009, 09:05
  4. [...] Valente, De Olho Na Capital, [...]

    Posted by FloripAmanha.org / Notícias de Florianópolis e da Associação FloripAmanhã » Blog Archive » Costão do Santinho X cruzeiros marítimos | agosto 17, 2009, 10:12
  5. É sandice ou má-fé contrapor cruzeiro marítimo (de preços populares) e Resort 5 estrelas. Se o alho que dá um sabor especial ao peixinho frito é o mesmo que dá sabor ao refinado ‘lombo’ de robalo confitado em sumo de oliva, o preço da caipira do buteco não se compara ao Chardonnay gelado na temperatura certa pelo sommelier … E não é porque o cara da caipa não queira conhecer as delícias da alta gastronomia, é que pra muitos não dá pra conhecer tais delícias. É o caso de cruzeiros de 350 doletas que mal pagam a passagem de SP pra Florianópolis.

    Posted by LesPaul | agosto 17, 2009, 12:29
  6. É?? O Costão não está em dificuldades financeiras não é?E por que não paga aos credores?Respondam…

    Posted by pedro dantas | agosto 17, 2009, 13:29
  7. Dificuldade financeira por culpa dos cruzeiros? kkk

    Posted by LesPaul | agosto 17, 2009, 16:09
  8. Para que fique claro, se é que já não ficou, a “questã” dos Cruzeiros Cruzeiros marítimos não é com a hotelaria “lato sensu” e sim com alguns donos de resorts que ao invés que buscarem vantagens competitivas para o seu segmento, adotam a política de sabotar a concorrência.

    Diga-se de passagem que as pesquisas indicam que o cliente de cruzeiros não gosta de resorts, não quer confinamento e, ao contrário disto, busca a facilidade que somente os cruzeiros podem proporcionar: a união de serviços de hotelaria e entrenimento à mobilidade, possibilitando que o turista conheça vários destinos interessantes em uma única viagem sem ter que ficar desfazendo malas.

    80% dos passageiros americanos utilizam os cruzeiros como um menu de degustação de destinos, o que aumenta a competição entre estes para causarem logo uma boa primeira impressão aos que desembarcam, afim de fidelizá-los para que retornem por outros modais de transporte.

    Os cruzeiros são uma fantática ferramenta de marketing direto para o trade turístico das escalas, tipo aquelas provinhas de produtos no supermercado, não tem?

    Imaginem o gasto para trazer turistas de diversas cidades, estados e países, que nunca sequer cogitaram de vir especificamente a Florianópolis, a virem para cá em um “fantour” “testar” a cidade como destino turístico…

    Em um cruzeiro eles desembarcam sem ônus algum para o trade turístico, apenas na expectativa de serem convencidos a voltar…

    Ah! E as companhias de cruzeiros ainda fazem todo o possível, através de folhetos promocionais, sites antes e de vídeos e reuniões a bordo, para que eles achem bacana ter este ou aquele destino no roteiro.

    Divulgam todas as atrações possíveis em terra, pois faturam junto com o receptivo na comercialização e, portanto, quase empurram os passageiros para fora do navio mais o menos na base do “vão experimentar algo novo, vão”!

    Quando os passageiros desembarcam em Búzios, por exemplo, 25% dos pacotes terrestres já foram vendidos a bordo.

    Posted by Ernesto São Thiago | agosto 17, 2009, 18:45
  9. É, ouvi falar que os fornecedores lá tão penando. A coisa tá preta. Como é que pode, né?

    Posted by jonas Américo | agosto 18, 2009, 22:41

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