“Prezado César Valente,
Cumprimento-o pela sua análise a respeito de Florianópolis. Realmente, a cidade do terceiro milênio vive o drama dos problemas do século XX, justamente porque o poder público não tem abreviado as soluções de que a cidade precisa para resgatar a qualidade de vida e equacionar os graves problemas de mobilidade.
Estamos sim, toda a equipe da FloripAmanhã, pressionando os poderes públicos no sentido de estruturar melhor os órgãos licenciadores e em luta permanente pela aprovação urgente de um plano diretor que assegure um crescimento imune aos riscos de tornar a nossa cidade inviável.
O Planejamento 2030 (www.floripa2030.com.br), coordenado pela FloripAmanhã (www.floripamanha.org), é uma proposta discutida por inúmeros segmentos sociais da cidade e está servindo de subsídios ao necessário “repensar” Florianópolis, com vistas a definição de um eficiente Plano Diretor. Hoje, as premissas desta estratégia para o futuro da capital catarinense constam na nova leitura técnica do Plano Diretor Participativo, coordenada pela Fundação CEPA, condutora metodológica do 2030.
Esta é apenas uma das diversas ações da associação em prol da cidade, como a inclusão da cidade no conceito internacional de reserva da biosfera em ambiente urbano(meio ambiente), oficina de desenho urbano(planejamento urbano), entre outras diversas ações.
Reiterando nossos cumprimentos, aproveitamos o seu blog para convocar a comunidade de Florianópolis a pressionar a Câmara dos Vereadores por uma aprovação urgente do plano diretor.”
Zena Becker, presidente em exercício da associação FloripAmanhã.
ATUALIZAÇÃO DA TARDE
Apenas para trazer pra cá a contribuição que outro leitor deixou nos comentários e que acho que complementa essa preocupação geral com o Plano Diretor:
“A Doutora Analucia Hartmann também está preocupada com os rumos do Plano Diretor.
O texto abaixo está na página do Ministério Público Federal (www.prsc.mpf.gov.br)
Recomendação quer garantir participação popular em Plano Diretor de Florianópolis
06/08/09 – MPF requer informações do Município sobre desativação dos núcleos distritais e gestor do PDP da capital
O Ministério Público Federal em Santa Catarina encaminhou Recomendação à Prefeitura Municipal de Florianópolis para que seja revisada a decisão de desativar, unilateralmente, os núcleos distritais e gestor do Plano Diretor Participativo (PDP) de Florianópolis. A Recomendação foi encaminhada ao prefeito Municipal, Dário Berger.
Conforme o MPF, a decisão municipal é equivocada, pois fere a Lei nº 10.257/2001, o Estatuto da Cidade. Na Recomendação, a procuradora da República Analúcia Hartmann requer a retomada do processo como previsto na respectiva lei federal. O Poder Executivo Municipal deverá, ainda, informar como será cumprido o requisito da participação legítima da sociedade no processo, a fim de garantir o cumprimento do princípio da “gestão democrática”, previsto no Estatuto da Cidade. O prazo para a resposta é de 5 dias.
O caso teve início no final do ano passado, quando representantes distritais e do Núcleo Gestor Municipal (NGM) foram informados que os trabalhos estavam suspensos até segunda ordem. Em fevereiro deste ano, o atual diretor do IPUF, Átila Rocha Santos, em resposta à solicitação encaminhada por dezessete representações, confirmou que mantem indefinida uma futura convocação do NGM. Porém, a legislação é clara ao afirmar que o NGM deve acompanhar todo o processo do PDP, do início ao fim, até a sua aprovação. Após diversas tentativas infrutíferas de discussão junto à Prefeitura, os representantes nos núcleos resolveram procurar o MPF, no mês de junho, para reverter a decisão municipal.
Outro pedido da Recomendação é para que, caso tenha sido contratada consultoria técnica por parte da prefeitura, a empresa estabeleça e forneça, unicamente, dados técnicos para a deliberação final da sociedade sobre o anteprojeto-de-lei do Plano Diretor Participativo e instrumentos correlatos (inclusive zoneamento urbanístico). Caso contrário, a procuradora requisita o cancelamento do edital e do julgamento ou contrato para consultoria técnica.”
Como é que a presidente do Floripamanhã quer “convocar a comunidade de Florianópolis a pressionar a Câmara dos Vereadores por uma aprovação urgente do plano diretor” se o prefeito AGORA contratou uma empresa para elaborar o Plano e nem sabe quando vai encaminhar para a Câmara ???
Ela entrou no “jogo” de culpar a Câmara pela inércia do Dário.
Por que ela não cobra a conclusão da Beiramar Continental ou a duplicação da rua Antônio Edú Vieira ou um acesso adequado ao aeroporto e sul da Ilha ???
A Doutora Analucia Hartmann também está preocupada com os rumos do Plano Diretor.
O texto abaixo está na página do Ministério Público Federal (www.prsc.mpf.gov.br)
Recomendação quer garantir participação popular em Plano Diretor de Florianópolis
06/08/09 – MPF requer informações do Município sobre desativação dos núcleos distritais e gestor do PDP da capital
O Ministério Público Federal em Santa Catarina encaminhou Recomendação à Prefeitura Municipal de Florianópolis para que seja revisada a decisão de desativar, unilateralmente, os núcleos distritais e gestor do Plano Diretor Participativo (PDP) de Florianópolis. A Recomendação foi encaminhada ao prefeito Municipal, Dário Berger.
Conforme o MPF, a decisão municipal é equivocada, pois fere a Lei nº 10.257/2001, o Estatuto da Cidade. Na Recomendação, a procuradora da República Analúcia Hartmann requer a retomada do processo como previsto na respectiva lei federal. O Poder Executivo Municipal deverá, ainda, informar como será cumprido o requisito da participação legítima da sociedade no processo, a fim de garantir o cumprimento do princípio da “gestão democrática”, previsto no Estatuto da Cidade. O prazo para a resposta é de 5 dias.
O caso teve início no final do ano passado, quando representantes distritais e do Núcleo Gestor Municipal (NGM) foram informados que os trabalhos estavam suspensos até segunda ordem. Em fevereiro deste ano, o atual diretor do IPUF, Átila Rocha Santos, em resposta à solicitação encaminhada por dezessete representações, confirmou que mantem indefinida uma futura convocação do NGM. Porém, a legislação é clara ao afirmar que o NGM deve acompanhar todo o processo do PDP, do início ao fim, até a sua aprovação. Após diversas tentativas infrutíferas de discussão junto à Prefeitura, os representantes nos núcleos resolveram procurar o MPF, no mês de junho, para reverter a decisão municipal.
Outro pedido da Recomendação é para que, caso tenha sido contratada consultoria técnica por parte da prefeitura, a empresa estabeleça e forneça, unicamente, dados técnicos para a deliberação final da sociedade sobre o anteprojeto-de-lei do Plano Diretor Participativo e instrumentos correlatos (inclusive zoneamento urbanístico). Caso contrário, a procuradora requisita o cancelamento do edital e do julgamento ou contrato para consultoria técnica.
Professor Cesar, é interessante a senhora Zena pedir que a população seja “convocada” para pressionar a Câmara a aprovar o plano diretor.
Será que, lendo a nota do MPF, ela agora vai pedir para que a população pressine a prefeitura a atender as diretrizes do Estatuto da Cidade?
Aliás, por falar em Camara de Vereadores da Capital, alguém poderia explicar porque, em menos de seis meses, dois controladores gerais pediram exoneração do cargo?
Será que há algum problema com as licitações?
Como a que pagou 700 mil a um empresa de publicidade para “dar publicidade” aos atos de um órgão que tem um canal de tevê, um site na internet, diário oficial e outros meios de divulgação dos atos…
[...] participação popular em Plano Diretor de Florianópolis 11/08/09 Do site de César Valente (DeOlhoNaCapital, [...]
Tenho visitado a Câmara municipal. Nas vezes que fui a Divisão de Imprensa sempre tem um funcionário novo, geralmente recém saido de um orgão de imprensa local. A sala com menos de 30 metros quadrados está completamente lotada. Na saleta do assessor de imprensa tem 3 mesas com 3 jornalistas. quase se esbarram no local.Aquilo lá virou a meca do emprego fácil para jornalistas éticos.
[...] de Florianópolis Pressão pelo Plano Diretor da capital 11/08/09 Do site de César Valente (DeOlhoNaCapital, [...]
A Dona Zena, que agora vai virar nome de prédio no Itacorubi, não está abrangida pelo “congelamento” daquela região?!
Só Fpólis para ter suas socialites mandando ver no plano Diretor. Concorram a vereador senhoras!!!!
Meu amigo,
É só dar uma olhada em quem compõe as duas entidades – Floripa Amanhã e a tal 2030, parece coisa de jogo do icho, pra termos uma clara visão do que eles pretendem pra o amanhã de Florianópolis. Aliás, eles mesmos, são os que estnaodestruindo a Florianópolis de hoje. Pelo visto, eles querem que a gente, que tenta preservar, doe nossas casas e terrenos para serem preserados já que os resto eles se encarregarão de destreuir.
O pior é ver o Acari e o Sarda no meio da ratatulha. Eu, hein???
E o que isso te a ver, Mosquito? A Câmara de Vereadores nunca teve uma assessoria de imprensa tão positiva, já que conta com profissionais sérios. O que isso te de errado? Errado é ter funcionários que não trabalham e, pior ainda, nem vão ao local. Errado é você, que mal sabe escrever, se achar jornalista porquê tem um blogzinho de quinta, que não ouve todos os dois lados, não tem fonte de verdade e não é nem um pouco informativo.
Mas hoje é assim: qualquer um faz um blog e, coitado, acha que é “imprensa”.
Se você acha a profissão tão errada, por quê então você, apesar de não ser um profissional da área, insiste em ser?
Pior ainda é a Casa do Jornalista aceitar que uma pessoa como você venda seus badulaques lá e ainda ter que presenciar uma das coisas mais rídiculas que já vi: você dizer, no microfone, em palestra de grandes e experientes nomes do jornalismo catarinense, que o jornalismo acabou. Piada. Deu pena.
Pelo contrário: o jornalismo está mais forte e firme do que nunca, já que a qualidade da informação hoje deve ser feita por profissionais de verdade para diferenciar o que é bom e o que é porcaria na internet.
Sabe por quê nimguém o incomoda e seu blog tá no ar ainda? Porquê ninguém dá bola, como se fosse algo infantil, sem valor.. Teu blog não consta em nenhum clipping, de nenhuma empresa, assessoria de imprensa ou órgão. Se toca.
Agora mesmo é que não sai nada.A Doutora vai se meter.
Concordo plenamente com você, Mosquito.
Basta das uma olhada no site da Camara, que por determinação do ex-presidente Ptolomeu Bittencoutr Júnior passou a divulgar os dados na rede, para perceber que é uma estrutura, digamos, não muito enxuta.
São, ao todo, 10 pessoas. As três primeiras foram nomeadas pelo presidente Gean Marques. As demais são efetivos.
COMISSIONADOS
Raul Sartori – diretor de comunicação social
Marcelo Passamai da Silva – assessor de imprensa
Pedro Ângelo Carlotto – assessor da TV Câmara
EFETIVOS
Cláudia Regina Barbosa – digitadora
Édio Hélio Ramos – assessor administrativo (mas é o fotógrafo)
Itaeli Pereira da Silva – jornlista
Silvia Maria de Barros – jornalista
João José da Silva – lotado na gerência de rádio e tevê. Cargo: assessor legislativo
Márcio Sérgio dos Santos – lotado na gerência de rádio e tevê. Cargo: agente operacional
Rui Barbosa da Costa – lotado na
gerência de rádio e tevê. Cargo: digitador.
(Fonte: http://www.cmf.sc.gov.br)
Além de todo esse pessoa, a Camara contratou, por R$ 700 mil, uma empresa de publicidade para…dar publicidade ao trabalho dos vereadores.
Ou seria para começar a fazer uma campanha eleitoral?
E quanto a você, Edu, fique sabendo que as coisas estão como estão porque tem muito jornalista que não cumpre mais o seu papel. Virou outra coisa, entendes?
E viva os blogueiros!!!
Se a companheira procuradora Federal Analúcia Hartmann tem tanta preocupação com plano diretor, urbanismo e meio ambiente, deve produzir um documento requerendo informações de Dário Berger sobre a total inércia da fiscalização por parte dos órgãos municipais encarregados. E encaminhar recomendação à Prefeitura Municipal de Florianópolis para que o serviço seja imediatamente reativado e em níveis de rigor máximo. Deve recomendar, também, que seja montada uma força tarefa específica para fiscalizar – em primeiro lugar – as condições de “moradia digna” de todos os membros do extinto (graça a Deus! Aquilo era um ninho de cobras esquerdopatas em guerrilha permanente de irresponsável oposicionismo político-partidário ao governo dos outros) Núcleo Gestor do PDP. Afinal de contas, quem quer comandar decisões para um novo plano diretor, como “representante” do povo, precisa estar em condições plenas de dar exemplo, com base nos planos diretores que vigoram, ao invés de ficar pregando moral urbanística trajando as cuecas do parcelamento clandestino do solo e da edificação irregular. Exemplo? O mais clássico: não dá para morar em encosta de morro, duna e mangue, e querer ser fiscal de urbanismo e ecologia dos palacetes, marinas e campos de golfe dos vizinhos. Sacam? Outra providência importantíssima para o MPF, esta em conjunto com as procuradorias, tanto municipal quanto estadual: produzir um profundo levantamento sobre as condições (inclusive as pregressas e os títulos de utilidade pública) de existência legal e de legitimidade de todas as entidades representantes dos movimentos comunistários e da sociedade civil ONGanizada, que andam por aí “falando em nome do povo”, em especial aquelas cujas lideranças constavam como membros do NG. Começando pela FEEC – Federação das Entidades Ecologistas Catarinenses e UFECO (e suas respectivas filiadas) que detinham prerrogativas até para indicar outras ONGs e pessoas no processo. Quanto à Floripamanhã, o quê dizer? É apenas mais uma ONG, como praticamente todas as outras: identificadora profissional de “problemas a serem resolvidos”, que oportunizem a produção de projetos pseudo-edificantes, cujo objetivo camuflado é apenas a captação de verba pública… que jamais alguém conseguirá dizer exatamente aonde foi parar, mas que qualquer um pode imaginar. E agora, vem o tédio da tropa de choque e da carga de cavalaria, geralmente anônimos e muitos peçeudônimos que são a mesma pessoa…
É engraçado ver essa Maria Aparecida descrever a Ong como “mais uma identificadora profissional de ‘problemas a serem resolvidos”. Não era ela que até bem pouco tempo atrás vivia puxando o saco dessa Ong? Falando que o objetivo maior era o desenvolvimento sustentável da cidade. Eu hein, ao que tudo indica essa Maria Aparecida vai onde a maré a leva…Quando é de seu interesse, ela fala bem de determinada entidade, mas quando ela vê que estão falando mal, ela vai junto…Isto é muito decepcionante, pois uma formadora de opinião, como a Maria Aparecida, deveria ser ao menos IMPARCIAL, e não, ficar fazendo jornalzinho custeado por grandes empresários da cidade que querem falar mal de determinada pessoa ou órgão…
Joana | agosto 12, 2009, 14:16: “Não era ela que até bem pouco tempo atrás vivia puxando o saco dessa Ong?” Não, não era! E desafio você a provar o contrário. Quanto a fazer jornalzinho custeado por empresários, pequenos ou grandes, qual o problema? No frigir dos ovos, toda a imprensa é “custeada” pelos empresários, inclusive a grande imprensa chapa branca petralha, custeada pelo governo Lulla Lá com os impostos pagos pelas empresas. E inclusive os grandes jornais supostamente não chapa branca, mas que entregam seus espaços mais valiosos para que porta vozes fajutos de ONG esquerdopatas (de fachada) “formem a opinião pública”… contra os empresários.