Não deixem de ler o artigo “A mídia e o paradigma da gripe”, de Fernando Barros, que está publicado no Observatório da Imprensa. Quando por mais nada, para ver a comparação com os números de outras doenças que afligem os brasileiros.
Trecho:
“O que há de realmente novo com esta doença é o ambiente tecnológico de informação através do qual ela está sendo apresentada à sociedade, eivado de sinergia interativa e potencializado pela falta de experiência do poder público (internacional e nacional) e dos próprios profissionais de imprensa no trato com a nova e complexa realidade. Estamos caminhando e aprendendo. A OMS desistiu dos boletins diários sobre a gripe A e o Ministério da Saúde idem, apesar do protesto de alguns colegas que, curiosamente, enxergam aí uma manobra do governo para sonegar informação.
Cabe refletir: o que aconteceria se o governo fizesse boletins diários também sobre a malária? Só em 2007, foram registrados 457.659 novos casos da doença, com 59 óbitos, ou 3,93 vezes mais do que a gripe A, até agora. Caberia a pergunta: seria o caso de limitar as viagens à Amazônia? E o Nordeste, onde nenhum dos estados alcançou a meta pactuada de unificação de indicadores do Ministério, em 2007, no que concerne à perigosa leishmaniose?”
Srs
Esta e a ultima doenca da GLOBO!
Ja tivemos a gripe do frango, a doenca da vaca louca, a febre amarela ,o colera, a leptospirose e outras q foram durante semanas difundidas `a exaustao p/ amedrontar a populacao em geral.
A GLOBO qdo tem problemas c/ a audiencia fabrica manchetes.
E assim caminha a humanidade” liderada pela GLOBO”!
Miria Indignada c/ safadeza!
Mirian, esta não foi inventada pela Globo, já veio pronta lá de fora. Em outros países onde não tem Globo a história tá igual.
Existe sim um conflito de interesses, pois a imprensa gosta de manchetes, e então é preciso encontrar um ponto de equilibrio entre informação e sensacionalismo. Foi assim com a catástrofe de Novembro, e está se repetindo agora com esta epidemia. O pânico e a correria também se devem à falta de orientação e de medidas concretas das autoridades de Saúde, pois o que existe são medidas desconexas e isoladas de alguns municípios com seus centros de triagem e fechamento de escolas. A Imprensa tem responsabilidades, mas no caso desta epidemia ela é apenas coadjuvante, pois também é alimentada com informações desencontradas, inclusive de òrgãos internacionais.