A fuga de jogadores para o exterior pela janela de julho/agosto já fez do Corinthians sua maior vítima. Desde que perdeu Cristian, Douglas e André Santos vendidos para o futebol europeu, e Ronaldo por lesão, Mano Menezes não conseguiu mais dar jeito no time. O treinador corintiano, diante de tantos resultados negativos, jogou a toalha depois da derrota deste domingo para o Flamengo no Maracanã.
O grupo que ganhou invicto o Campeonato Paulista e conquistou a Copa do Brasil podia disputar o título do Brasileiro. Agora não dá mais, confessou um desolado Mano Menezes, mandando um recado direto para a diretoria do seu clube, sem medo de melindrar os jogadores que sobraram para disputar um turno inteiro que ainda falta.
Mano está sendo muito esperto ao assumir esta postura. Ele sabe como a fila rumo à guilhotina anda rápida no futebol brasileiro. É uma espécie de aviso para que não seja ele logo adiante a próxima vítima no cadafalso. Já rolaram 14 cabeças até a rodada de ontem, a última a de René Simões no Coritiba, logo após a derrota para o Cruzeiro em casa. Tem muita gente para cair antes do Mano Menezes, mas todo mundo sabe que o seguro morreu de velho.
No andar de baixo, nos chamados clubes médios, casos de Avaí e Figueirense, o assunto nunca esteve muito distante. Basta lembrar que na Ressacada a tranqüilidade chegou para Silas só após as oito últimas rodadas, com seis vitórias e dois empates, resultados que impulsionaram os avaianos do último para o sétimo lugar. Roberto Fernandes já visitou o céu e o inferno no Orlando Scarpelli e começa a ficar chamuscado novamente ao perder de goleada para o lanterna da série B e ser derrotado em casa pelo 15º colocado. Entre os nossos talvez Silas tenha crédito para jogar a toalha e sair ileso. No Figueirense, apesar do 6º lugar, o carrasco está a postos e a guilhotina armada lá em cima com a lâmina bem afiadinha.
(Foto: www.coritiba.com.br)
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