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Ranzinzices

Bajulação desnecessária

O Clube Náutico Francisco Martinelli comemora amanhã 94 anos de atividades. Vai ter almoço festivo “para autoridades, imprensa  e convidados”, no Parque Náutico Walter Lange, ali entre as pontes Hercilio Luz e Colombo Salles.

O Martinelli é um patrimônio do esporte catarinense, portador orgulhoso de uma história cheia de lutas e glórias. Merece todas as homenagens, todo o apoio e todo carinho dos florianopolitanos.

Por isso, a meu ver, não precisava dar, a um dos barcos que será batizado amanhã, o nome de “Dário Elias Berger”. Deve ser em gratidão a alguma ajuda que o prefeito deu (provavelmente com nosso dinheiro e não fazendo mais do que a obrigação), mas, em todo caso, soa como um gesto menor, uma puxada de saco vulgar e gratuita.

Discussão

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  1. Que mico hein. esse barco está afundando antes de entrar nas baias

    Posted by amilton alexandre | julho 31, 2009, 12:46
  2. Se for cassado vão mudar o nome como fizeram com a arquibancada da raia de remo ali ao lado que recebera o nome do tesoureiro do FHC?

    Posted by Matracatrica | julho 31, 2009, 14:18
  3. Tio César,

    Bem que eles poderiam pedir ao Alcaide que detonassem (com a sobra dos dinamites das pedras da Praia do Meio, de propriedade do dilmo berger – em minúsculo) aquela sede/arquibacada ao lado da ponte.
    Já bajularam o paulinho e agora é a vez da cria – dário!

    Posted by lh | julho 31, 2009, 15:36
  4. Este tipo de homenagem de um modo ou outro causa constrangimentos.

    Existe um limite nem sempre fácil de identificar entre o legal e conveniente.

    Se o prefeito aceita a homenagem pega mal, se ele a recusa também.

    A sugestão que eu me atrevo a dar é que a embarcação receba o nome da entidade que o está doando: por exemplo, se a doação for do Município de Florianópolis, seria batizado de “Florianópolis I” e assim por diante.

    Para registrar e homenagear o prefeito da vez que teve a (boa) vontade política, bastaria emoldurar e pendurar na “sala de honra” do clube o documento da doação (onde por certo consta o noma da autoridade), e descerrá-lo em ato solene com pompa e circunstância quando do batismo.

    Posted by Ernesto São Thiago | julho 31, 2009, 15:52
  5. Ernesto…
    Quem DOA não precisa de bajulação, senão não é doação, é venda !
    Imagine se fossem fazer uma homenagem para cada doador de sangue…

    Posted by Carlos A | agosto 2, 2009, 07:43
  6. Também pudera, o presidente do clube é comissionado na prefeitura de São José. Daí pode né…

    Posted by Osvaldo Peixoto | agosto 3, 2009, 09:05
  7. Carlos, gratidão faz parte da vida. Não há dinheiro para tudo e, quem se sente prestigiado pelo poder discricionário, em geral tem o natural impulso de agradecer, mesmo que a isto chamem de bajulação. E é mesmo importante registrar solenemente este tipo de coisa, com placa, pois é comum as boas iniciativas, públicas ou privadas, cairem no esquecimento.

    Alguém lembra quem foi o grande propagandista do carvão catarinense no início do século passado, indústria que até hoje gera tantos empregos, renda e energia para SC? Pois é…

    Procurem aqui: http://www.carvaomineral.com.br/siecesc/pdf/livro_carvao/a_historia_do_carvao_de_santa_catarina.pdf

    Posted by Ernesto São Thiago | agosto 3, 2009, 18:53

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