O Clube Náutico Francisco Martinelli comemora amanhã 94 anos de atividades. Vai ter almoço festivo “para autoridades, imprensa e convidados”, no Parque Náutico Walter Lange, ali entre as pontes Hercilio Luz e Colombo Salles.
O Martinelli é um patrimônio do esporte catarinense, portador orgulhoso de uma história cheia de lutas e glórias. Merece todas as homenagens, todo o apoio e todo carinho dos florianopolitanos.
Por isso, a meu ver, não precisava dar, a um dos barcos que será batizado amanhã, o nome de “Dário Elias Berger”. Deve ser em gratidão a alguma ajuda que o prefeito deu (provavelmente com nosso dinheiro e não fazendo mais do que a obrigação), mas, em todo caso, soa como um gesto menor, uma puxada de saco vulgar e gratuita.
Que mico hein. esse barco está afundando antes de entrar nas baias
Se for cassado vão mudar o nome como fizeram com a arquibancada da raia de remo ali ao lado que recebera o nome do tesoureiro do FHC?
Tio César,
Bem que eles poderiam pedir ao Alcaide que detonassem (com a sobra dos dinamites das pedras da Praia do Meio, de propriedade do dilmo berger – em minúsculo) aquela sede/arquibacada ao lado da ponte.
Já bajularam o paulinho e agora é a vez da cria – dário!
Este tipo de homenagem de um modo ou outro causa constrangimentos.
Existe um limite nem sempre fácil de identificar entre o legal e conveniente.
Se o prefeito aceita a homenagem pega mal, se ele a recusa também.
A sugestão que eu me atrevo a dar é que a embarcação receba o nome da entidade que o está doando: por exemplo, se a doação for do Município de Florianópolis, seria batizado de “Florianópolis I” e assim por diante.
Para registrar e homenagear o prefeito da vez que teve a (boa) vontade política, bastaria emoldurar e pendurar na “sala de honra” do clube o documento da doação (onde por certo consta o noma da autoridade), e descerrá-lo em ato solene com pompa e circunstância quando do batismo.
Ernesto…
Quem DOA não precisa de bajulação, senão não é doação, é venda !
Imagine se fossem fazer uma homenagem para cada doador de sangue…
Também pudera, o presidente do clube é comissionado na prefeitura de São José. Daí pode né…
Carlos, gratidão faz parte da vida. Não há dinheiro para tudo e, quem se sente prestigiado pelo poder discricionário, em geral tem o natural impulso de agradecer, mesmo que a isto chamem de bajulação. E é mesmo importante registrar solenemente este tipo de coisa, com placa, pois é comum as boas iniciativas, públicas ou privadas, cairem no esquecimento.
Alguém lembra quem foi o grande propagandista do carvão catarinense no início do século passado, indústria que até hoje gera tantos empregos, renda e energia para SC? Pois é…
Procurem aqui: http://www.carvaomineral.com.br/siecesc/pdf/livro_carvao/a_historia_do_carvao_de_santa_catarina.pdf