Esse nome, Dakir Polidoro, e essa marca “A hora do despertador” dizem muito a quem viveu em Florianópolis há 30 anos ou mais. Pouca gente saía de casa, de manhã cedinho, sem antes ouvir o Dakir Polidoro dizer a hora certa, buzinar, dizer pra acordar e contar as novidades da cidade.
O Dakir acabou na Câmara de Vereadores, como costuma ocorrer com radialistas que são benquistos pela cidade. E, como também costuma ocorrer, sempre será mais lembrado pelo seu trabalho como radialista, do que como vereador.
O Moacir Pereira lança amanhã, quarta 29, às 19h, mais um livro de sua prolífica produção. Desta vez conta a história do Dakir Polidoro. Primeiro terá um bate-papo no Palco Iguatemi (no shopping, não tem?), com a presença, além do autor, do Roberto Alves, que foi contemporâneo do homenageado e do Polidoro Júnior, que é o filho radialista do Dakir.
Desde que me mudei de volta para Florianópolis, em meados da década de 60, costumava ouvir A hora do despertador enquanto me arrumava pra ir pra escola. Anos depois, passei a encontrar o Dakir em algumas festas familiares (casei com uma parente dele). Mas nunca tive oportunidade de conversar muito com ele sobre a história do programa. É, com certeza, uma das personalidades da ilha que merece ser mais conhecida. Espero que o livro do Moacir (e outros que eventualmente ainda venham a ser publicados) ajudem a manter viva sua lembrança.
E da Ilha e seus personagens tão raras vezes lembrados quanto seus ocasos.
Também estarei lá, Cesar, de lenço branco no pescoço.
Tudo indica que para mim, depois de tanto participar deste blog, vai funcionar como uma espécie de “blind date” em relação a alguns “Daqui”…
Tomei muitas cervejas papeando com o velho Dakir num bar da antiga rodoviária, no final dos anos 80 e início dos 90 (o bar já não existe).
Levou um tempo para que ele percebesse que eu não era um petista.
Tinha razão quanto a isto que hoje designamos como petralhas.
Era um bom gozador.