O sucinto registro abaixo foi publicado no Diário Oficial do Ministério Público de Santa Catarina do dia 15 de julho último, divulgado dia 16, na página 4. Os negritos são meus:
“EXTRATO DE CONCLUSÃO DO INQUÉRITO CIVIL N. 02/06
COMARCA: Capital – PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA
INQUÉRITO CIVIL N. 02/06Data da Instauração: 1º/6/2006
Data da Conclusão: 15/7/2009Partes: Ministério Público do Estado de Santa Catarina, Poderes Executivo, Legislativo e Tribunal e Ministério Público de Contas.
Conclusão: Arquivamento, pelo acatamento da recomendações efetuada (sic) pelo Procurador-Geral de Justiça, acerca do Nepotismo.
Procuradores-Gerais de Justiça: Pedro Sérgio Steil e Gercino Gerson Gomes Neto”
Pelo jeito informa-se ali que um inquérito com três anos de duração, sobre nepotismo, foi arquivado, sem maiores consequências, porque as recomendações do Procurador-Geral foram acatadas. Hum, que interessante…
O nepotismo é um problemão em todos os lugares do mundo. Não poderia ser diferente no Brasil nem em Santa Catarina. Mas, pelo jeito, encontramos alguma fórmula milagrosa para resolver o problema sem necessidade de medidas extremas. Não fosse hoje uma sexta-feira gelada, talvez até me dispusesse a perguntar ao Procurador que recomendações foram essas. E de que forma teria conseguido que gente de todos os poderes (e de tantos níveis de civilidade) acatasse tão pacificamente as normativas, a ponto de poder arquivar o inquérito?
O fato é que, se o Ministério Público de Santa Catarina deu por encerrada sua investigação sobre nepotismo, então é porque o problema, no estado, não existe mais. Assim, parem de me mandar nomes de fulanas esposas de cicranos e beltranos filhos de não sei quem, que estariam trabalhando aqui e ali, em funções gratificadas, com suspeitas de nepotismo cruzado, enviezado ou mesmo de neo-nepotismo gótico invertido. Vocês estão equivocados. A investigação sobre nepotismo nos três poderes catarinenses foi arquivada porque todos acataram a recomendação do Procurador-Geral. Acabou-se o problema. E ponto final.
Boa noite.
Você quis dizer:
ABAFOU-SE O PROBLEMA.
Entendo, foi apenas um erro de grafia.
Abraços
Engraçado isso Seo Cesar. Então o Procurador Geral decerto não ficou sabendo que na TVAL (TV da Assembléia) foram contratados recentemente vários estagiários e funcionários parentes de desembargadores, juízes e conselheiros do TJ… O presidente Jorginho Melo mandou “desligar” vários profissionais para dar lugar a parentada dos amigos que interessam aos Deputados. Aliás, porque os nomes dos funcionários terceirizados e lotados na TVAL (que torra R$ 6 milhões por ano do contribuinte catarinense) não podem ser públicos? Não é nós que pagamos? Isso é apenas um pequeno exemplo. Então não tem Nepotismo, certo, certo. Também acredito em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa.