A nota oficial distribuída há pouco afirma que se trata de uma saída estratégica: é muito complicado fazer campanha para governador mantendo uma função de responsabilidade (e visibilidade) numa empresa como a Celesc Holding.
Provavelmente o alarme acendeu quando, por uma movimentação de acionistas, na semana passada, quase ocorre a privatização da empresa. Ter um candidato envolvido numa marolinha enorme como essa, é tudo que o PMDB não precisa e, pelo jeito, não quer.
Como disse em nota anterior, ainda há muita poeira no ar, alguma neblina e nem tudo está muito claro. Mas o fato é que Moreira saiu da chuva, quando viu que poderia se molhar. Ou melhor, quando sentiu que já estava todo respingado.
A íntegra da nota:
“Dando cumprimento a um desejo e necessidade de se dedicar integralmente às atividades políticas, para exercer, de forma integral, as funções de Presidente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, Eduardo Pinho Moreira acaba de combinar, com o Governador do Estado, sua saída da Presidência da CELESC HOLDING.
Dentro dessa disposição de se dedicar inteiramente à atividade política, Eduardo Pinho Moreira já havia se afastado, em janeiro deste ano, da Presidência da CELESC DISTRIBUIÇÃO, quando estabeleceu, com o Governador, o início da transição do cargo.
Eduardo Pinho Moreira propôs e o Governador do Estado aceitou encaminhar ao Conselho de Administração da Empresa, a nomeação do Dr. Sérgio Rodrigues Alves para a Presidência da CELESC HOLDING, e de Ricardo Alves Rabello, ex-Secretário do Tesouro e atual Diretor de Planejamento da CELESC HOLDING, para a Presidência da CELESC DISTRIBUIÇÃO.
Embora compreendendo a relevância das razões que estão levando Eduardo Pinho Moreira a deixar a Presidência da CELESC HOLDING, o Governador do Estado lamentou a sua saída, exaltando a gestão empreendedora que o ex-Vice-Governador e Governador vem fazendo à frente daquela Companhia.
Florianópolis, 7 de julho de 2009. EDUARDO PINHO MOREIRA – Presidente DO PMDB- Luiz Henrique da Silveira – Governador do Estado”
Tio César,
Não que o Eduardo Pinho Moreira não mereça a demissão. Mas o fato é um só: LIMPAR A ÁREA PRO DÁRIO!
Funcionários do Banco do Brasil que atuam no antigo Besc, estão na espectativa que o “arauto da probidade” vá até o Banco para pagar o papagaio empinado no governo do Paulo Afonso e nunca pago.
Esperam que dessa vez, com o salário de ex-governador possa enfim liquidar tal pendencia.
Eu pessoalmente não acredito nisso.
Ninguém está vendo ou ninguém quer ver: o LHS junto com seus amigos Lírio Parizoto (investidor privado com 12% das ações da Celesc) e Sério Alvez (empresário), querem privatizar a Celesc e assim ganhar milhões na bolsa de valores. Parece que o Eduardo não concorda ou não participaria do bolo e saiu fora para não se queimar no doce dos outros.
O Marcos Maciel está completamente desinformado sobre o político Eduardo Pinho Moreira e sobre a CELESC. Ora se é possível o Eduardo Pinho Moreira ou qualquer um outro desses políticos catarinenses que conhecemos muito bem, deixar um cargo como o de Presidente da maior empresa estatal de Santa Catarina, que é a CELESC, só porque a intenção do Governador Luiz Henrique da Silveira é privatizá-la… Pelo contrário, o Eduardo Pinho Moreira, como qualquer um outro desses políticos catarinenses que conhecemos muito bem- já houve tempo mais do que suficiente para conhecê-los-, ficaria muito satisfeito se pudesse “negociar” a CELESC toda de uma vez, e não à conta-gotas, ou seja, à cada licitação… É óbvio que o motivo da saída do Eduardo Pinho Moreira da CELESC não foi esse! O Governador Luiz Henrique da Silveira não é que não queira, como todos os Governadores que o antecederam, privatizar a CELESC, é que deixou passar o “time”…