O meu sentimento, como manezinho morador, há muitos anos (praticamente desde que nasci) nesta bela e valorosa cidade de Florianópolis, é que a capital está entregue às traças.
Temos uma greve no transporte coletivo que é absolutamente inacreditável, pelo simples fato que a ninguém se pode atribuir culpas ou responsabilidades e ninguém se acha capaz de bater com o pau na mesa (perdoem a expressão grosseira, mas o momento que vivemos é de triunfo das grossuras) para dar-lhe um fim e punir quem fez o que fez até agora.
De um lado, os motoristas/cobradores e o prefeito (que já alardeiam uma “intervenção” pra lá de esquisita). De outro, os empresários. Pairando acima da confusão, o governador LHS, que de alguma forma contribui para a apatia da polícia militar. E no meio de tudo, sofrendo calado e levando porrada de todo jeito, o povo.
Me desculpe tio, quem tinha que bater com o pau na mesa na terça- feira era o Prefeito.
Ele tinha o pau na mão e não fez, ficou olhando, empurrando o pau com a barriga.
Vacilão
Uma correção: a cidade estaria entregue às traças, mas elas não puderam comparecer para ocupá-la, devido à greve dos transportes.
Já disse o Procurador Federal Celso Três, que quem governa Santa Catarina é a RBS.
E quem governa Florianópolis é a Rádio CBN Diário, com Mário Motta e sua troupe.
Os cara pela manhã são Prefeitura, Ministério Público, Empresários de Transporte Coletivo, e até Juizes do Tribunal Regional do Trabalho.
Hoje (02/07) por exemplo, fizeram a Exma. Sra. Juíza Presidente do Tribunal Regional do Trabalho sair de seu confortável gabinete, acompanhada de oficiais de justiça, pra vistoriar empresas de ônibus, terminais, e sindicatos de trabalhadores.
Os caras tão mandando mais que o Dário!
Eu gostaria de saber. Porque a bronca toda é só do transporte urbano de Florianópolis? As linhas intermunicipais (Palhoça, Biguaçu, São José) também são de responsabilidade de Florianópolis? Não há greve nessas linhas? Alguém pode responder? Ou há mais alguma coisa de podre no “reino da Dinamarca”?
Os manezinhos – como tu dizes – estão sendo vítimas, mais uma vez, de pequenos grupos ideológicos que se valem da questão “transporte público” para fazer oposição a quem esteja exercendo o poder em Florianópolis. Foi assim com aquela palhaçada do passe livre às vésperas da disputa entre Chiquinho de Assis e Dário e está sendo, agora, com essa greve idiota, nada mais do uma plataforma política desse tal de Ricardo Freitas, assessor “político” do sindicato.