Notinha publicada há pouco no site do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região:
“02.07.09 – às 13h45min
Greve no transporte coletivo: TRT realiza inspeção judicial no Ticen e empresas de ônibusA presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina, juíza Marta Maria Villalba Falcão Fabre, comanda, neste momento, inspeção judicial para verificar se o mandado expedido por ela, que determina o funcionamento da frota mínima durante a greve do transporte coletivo, foi cumprido. Acompanhada de três oficiais de justiça, a presidente já inspecionou dois dos três sindicatos envolvidos na greve – Setuf (patronal) e Sintraturb (trabalhadores), restando ainda o Setpesc (patronal).
Ela também conversou com motoristas e cobradores que estão participando do movimento, no Ticen, e junto com os oficiais verificou a circulação de entrada e saída dos ônibus. Neste momento, às 13h45min, a inspeção judicial ocorre na garagem da empresa Estrela, cujos ônibus teriam sido apedrejados. ”
Tio César,
Esta greve pelo menos fez o Moacir Pereira “voltar” às aulas de Direito.
Cesar, não achas vergonhoso o prefeito ter que se socorrer ao TRT para resolver o impasse? Esse homem não quer decidir nada, não tem postura de prefeito. Onde está aquela garra demonstrada quando candidato a prefeito pela primeira vez (em Florianopolis), quando dizia que ia abrir a caixa preta e resolver o problema do transporte urbano? O que ele fez nesses anos todos de prefeito? só unificou o preço das passagens, onde os moradores do centro, Agrômica, Trindade, por exemplos, tiveram aumentado em muito o valor de suas passagens, talvez hoje, esteja custando algo em torno de cem por cento do que pagavam antes da implatação do preço único, que não é único, são quatro tarifas
Olha, PARABÉNS à Presidente do TRT!!! Isso demonstra que o comando do Código de Processe Civil não está morto, ou seja, o instituto da inspeção judicial é raramente utilizada, o que distancia muito o Poder Judiciário da população, eis que além de no papel tudo valer, a relação submetida à apreciação de magistrado torna-se fria, ensejando uma decisão puramente mecânica. Olha, não estou generalizando, mas na maioria dos casos é o que acontece. Com efeito, a visita da juíza-presidente, ao epicentro de uma das partes (seria a hiposuficiente?), trará ao judiciário trabalhista uma visão mais realista do acontecido, o que poderá iluminar pontos até então obscuros do problema. É o judiciário vivenciando a realidade social de seus “clientes”! Grande abraço. Juliano
O que o Daríú queria ele conseguiu: O voto dos trouxas que moram no norte da ilha, às custas do restante dos trouxas da cidade, ao “unificar” as tarifas. Ele diz que as tarifas baixaram quando ele assumiu. Baixaram para qual percentual da população/usuários??
Outra coisa: Ontem e hoje vi varios ônibus circulando pelos bairros, mas só com motorista e cobrador. É para enganar o pessoal do TRT? Isso é coisa dos empresários ou dos empregados? Ou dos dois juntos?
Prezado César: que me desculpe a digníssima juíza, mas a mim (sem trocadilhos, por favor) parece que ela foi só fazer mídia. Circulei de automóvel o dia inteiro, na ilha e no continente, e não vi um único ônibus urbano. Pra coroar a sacanagem, ainda leio hoje nos veículos impressos da RBS (DC e Hora) o sindicato dos trabalhadores afirmar que “…a frota mínima estará nas ruas(…)e do TITRI sairão ônibus conforme a demanda de passageiros…”. Como podem ser tão caras-de-pau, se o terminal de (des)integração da Trindade estava todo apagado e sem um mísero ônibus partindo de lá? Isso é reflexo de um prefeito frouxo e de um povo que o merece!