A citação que usei como título é do governador LHS, que a repetia freqüentemente no primeiro mandato. Achei muito apropriada para o caso que conto a seguir.
Vocês que gostam de lembrar aos jornalistas, a toda hora, que “é preciso ouvir os dois lados”, certamente não têm idéia de como, muitas vezes, o “outro lado” tenta driblar os pedidos de informação, confirmação ou entrevista.
Hoje de manhã liguei para o serviço de Comunicação Social da Polícia Militar (a assessoria de imprensa fardada), para pedir uma informação. Não sei se vocês sabem, apesar da PM ser organicamente subordinada à Secretaria da Segurança, em tudo e por tudo é um órgão independente. Não adianta recorrer nem mesmo à Secretaria de Comunicação do governo do estado, porque os assuntos da PM só são tratados pela… PM.
Pois bem, dizia eu que conversei com o Capitão Ricardo hoje de manhã, para pedir uma informação simples: “em que época esteve na Casa Militar da Assembléia Legislativa o Major Márcio João de Souza, que está preso por suspeita de envolvimento com a máfia da jogatina?” Tentei obter a mesma informação na Assembléia, mas lá me disseram que só a PM mantém registro das lotações de seus oficiais naquela assessoria militar.
O Capitão Ricardo pediu-me que esperasse até umas 15h, para que ele pudesse verificar, nos setores que controlam essa movimentação. Bom, a partir das 15h30min liguei diversas vezes, em pelo menos duas deixei telefone de contato e nada de encontrar o Capitão Ricardo. Dependendo de quem atendia, ele estava em reunião no comando geral, ou tinha ido ali e já voltava, ou estava no corredor falando ao celular, ou estava ainda em reunião com o comandante. São seis da tarde e continuo sem saber quando que o major preso atuou na Assembléia Legislativa.
Por que quero saber isso? Porque sim. Porque é meu direito, como cidadão (ia dizer como jornalista, mas a profissão não existe mais, portanto, devo me ater aos meus direitos constitucionais como brasileiro). O que farei com a informação, será lido (ou não), aqui. Se a soma de um mais um der dois, pode se transformar numa notinha bem interessante. Se a soma não der em nada, vai para a gaveta (ou o lixo).
Mas que é uma chateação levar um baile de um servidor público que é pago com o nosso dinheiro para atender jornalistas e foge deles, lá isso é.
Nós também sofremos com o Centro de Comunicação Social da PM.A assessoria de imprensa fardada adora dar balões nos coleguinhas que cobrem a área policial. Mas, então, deixe eu tirar a tua dúvida. O Major Souza, como é conhecido no meio, atuou na casa militar da AL até 2003 quando saiu ou sairam com ele. Isso eu não sei. Quando o Blasi (lembras???) foi secretário da Segurança o Major Souza era o “xerifão”da guarnição da PM no Estreito. Coincidência??? Acho que não. O Estreito, na ápoca, era território do Dedé (O Laércio MAdeira, também preso na Operação Arrastão), dono de bingos na área continental da cidade. Coincidência??? Outra coisa. Não ligue mais para o tal centro de comunicação social da PM. No nosso meio a gente costuma dizer que eles só servem para preparar cerimonial ou festinha de aniversário dos oficiais. Espero ter tirado tua dúvida. Abs de um ex-jornalista
Obrigado, ex. Nada como um colega experiente pra ajudar nos pedregosos caminhos da desinformação oficial.
Esse não devia ser ex.