O número de blogs que têm se assustado com as imagens do cadáver insepulto e carcomido de O Estado é grande. Mas vale dar uma olhada no Sambaqui na Rede, do Celso Martins, que tem algumas fotos recentes e uma relação extensa com nomes de profissionais que passaram por lá, deixando naquelas salas, agora em ruínas, parte de suas vidas.
Que as empresas fechem, entrem em falência, é do jogo. Que os prédios sejam demolidos, também. Mas por que, pra quê, abandonar, como se fossem apenas papéis velhos inservíveis, o que restou do arquivo fotográfico? Talvez nem sejam as melhores fotos, é provável que, ao longo da agonia do jornal, o arquivo tenha sido depenado de seus bens mais preciosos. Mesmo assim, é desrespeito. Falta de consideração. Nada muito surpreendente (não é de hoje que antevíamos um final como esse). Mas, nem por isso, menos triste.
[...] É só uma fotografia jogada no chão. Mas como dói… [...]