Um copia-e-cola básico (lá do Observatório da Imprensa), para oferecer-lhes este sucinto artigo do veterano jornalista Alberto Dines. A ilustração foi “coletada” do jornal O Povo, de Fortaleza (por sugestão da Aline):
“Uma sucessão de equívocos
Por Alberto Dines em 19/6/2009
Convém prestar a atenção a estas frases, escritas em bom português há 200 anos. “O indivíduo que abrange o bem geral de uma sociedade vem a ser o membro mais distinto dela. As luzes que espalha tiram das trevas ou da ilusão aqueles que a ignorância precipitou no labirinto da apatia, da inépcia e do engano. Ninguém mais útil do que aquele que se destina a mostrar com evidência os acontecimentos do presente e desenvolver as sombras do futuro. Tal tem sido o trabalho dos redatores das folhas públicas.”
Explica-se: redatores das folhas públicas são os jornalistas e quem escreveu esta profissão de fé do jornalismo brasileiro foi o seu patrono, Hipólito da Costa, em 1808. Os oito ministros do STF que na quarta-feira declararam extinta a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo não o reconhecem como profissão específica porque desconhecem este texto lapidar. E o desconhecem porque nunca foi publicado num grande jornal.
No ano passado, quando deveríamos rememorar e festejar juntos os 200 anos da fundação de uma imprensa livre, sem censura, os senhores de engenho da informação embargaram nossa festa.
O sequestro de tão importante página de nossa história foi, porventura, perpetrado pelos diplomados em jornalismo? A camisa de força foi imposta à nossa sociedade pelos jornalistas que acreditam na especificidade da sua profissão?
O chefe do Executivo novamente acusou a imprensa de denuncista. Seu aliado, o chefe do Legislativo, denuncia os “setores radicais da mídia” como responsáveis por desvendar a clandestinidade e a ilegalidade que imperam no Senado. E o chefe do Judiciário compara jornalistas a… chefes de cozinha.
Na Dinamarca havia algo de podre, no Brasil estamos apenas diante de uma formidável sucessão de equívocos.”
Sr.Colunista,Jornalista,Escritor,Bloguista,Comentarista,Repórter,etc…,A discussão sobre o fim da exigência do diploma de jornalismo é para mim, acredito que para mais alguns, uma discussão que não me esclarece algumas questões,sendo que a principal é qual a definição que podemos classificar um indivíduo que assina matérias com múltiplos substantivos e/ou adjetivações? e P.S. – não estou me referindo ao proprietário do Blog.Talvez tenha sido essa a confusão dos ilustres Ministros …Atenciosamente,
PC, o grande problema da nossa profissão sempre foi a falta de um organismo qualquer que pudesse certificar qualitativamente o exercício profissional. O mau jornalista, o charlatão, o incompetente e o irresponsável, convivem quase lado a lado com profissionais corretos. É natural, então, que a população fique confusa. Parecem todos iguais, porque publicam coisas, porque falam no rádio, porque aparecem na TV. Mas o que é bom jornalismo e o que é enganação? Enquanto essas cartas não forem colocadas sobre a mesa, estaremos ajudando a perpetuar as fraudes, acobertando os que corrompem nosso bom nome profissional.