Apesar do que o bom senso indicava e além do que a ação pedia, o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, parece disposto mesmo a radicalizar na questão da desnecessidade do diploma de jornalista.
Ele disse hoje, segundo nos informa o estadao.com.br, que:
“Mendes esclareceu que, a partir de agora, o registro de jornalista no Ministério do Trabalho “perdeu o sentido”, assim como todos os outros aspectos que regulamentavam a profissão. “O registro não tem nenhuma força jurídica.”
E há também uma espécie de esquisitíssimo apelo para que levem ao cadafalso, digo, ao Supremo, outras profissões. Gilmar Mendes oferece publicamente os préstimos daquela corte para suprimir outros regulamentos:
“O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, disse nesta sexta-feira, 20, em São Paulo, que a decisão de derrubar a exigência de diploma de jornalista, tomada pela Corte na noite da quarta-feira, deverá criar um “modelo de desregulamentação” das profissões que não exigem aporte científico e treinamento específico.
“A decisão vai suscitar debate sobre a desregulamentação de outras profissões. O tribunal vai ser coerente e dirá que essas profissões podem ser exercidas sem o diploma.” Há, segundo o ministro, vários projetos sobre o tema no Congresso que, se chegarem ao STF, terão a mesma interpretação dada à obrigatoriedade do diploma de jornalismo.
A regulamentação, se for o caso, será considerada inconstitucional”, afirmou. ”
Pô tio, piorou mesmo né?
Eu só queria poder entrar numa redação e não ser olhado como um nada por jornalistas de araque.
Também lá na ALESC tem um assessor de um deputado que se acha o Clovis Rossi da mídia local.Puxa saco do partido que gosta de roubar.
Bom mesmo é ver um bando de jornalistas e assessores de imprensa babacas botarem a violinha no saco.
E tem mais . Talvez agora os representantes de jornalistas escrevam em jornal. Tem muita gente lá na UFSC que nunca meteu o pé numa editoria ou redação de rádio, tv ou jornal.
Jornalistas de araque mesmo.
Falando nisso qual era o piso da ex-categoria mesmo?
Musca: quem se importa com o que acham de si os jornalistas de araque, é porque ainda não está pronto para entrar numa redação.
Tio gostas de tiro ceretiro. Eu também. Não é bem assim. Fazem lobby nas redações para manter panelinhas de incompetentes. Querem manter na marra reserva de mercado. Aponta esse tiro em outra direção. Perdeu tio!
E como ficarão os concursos públicos para o cargo de jornalista?
César, verdade seja dita, mas a postura de Gilmar Mendes, ao posicionar-se contra a necessidade de diploma para o exercício do jornalismo, nada mais é do que agir em causa própria. Afinal, Mendes é juiz sem ter sido juiz, pois sua nomeação para o STF não o trouxe da Magistratura. Aliás, o único, dentre os 11 Ministros do Supremo que fez carreira como juiz concursado é o Ministro Cezar Peluso, porque os outros chegaram por caminhos diversos (Lewandowski foi juiz do Tribunal de Alçada Criminal, e depois nomeado desembargador do T.J.SP, porém sua carreira no judiciário teve início como magistrado oriundo do quinto constituicional da classe dos advogados). Logo, Mendes apenas, com a sua posição, rendeu homenagem para ele próprio.
Sobre os jornalistas e assessores babacas, eu também gostaria muito de ve-los colocando a viola no saco. Mas vale lembrar que os não-babacas continuarão trabalhando firme e, se possível, tentando evitar que outros babacas entrem na profissão.
PL, esta é mais uma das boas perguntas cujas resposta estão flutuando no limbo.
Isso é que dá a politização do judiciário. Nesse caso específico, os aplausos vão para o FHC, aquele que nomeou o GM, mesmo com pareceres contrários e cujo filho não reconhecido é sustentado pela Rede Bobo, a maior interessada em diversos assuntos, entre eles a desregulamentação da profissão de jornalista.
Agora os jornalistas deveriam solicitar a desregulamentação do curso de direito! Aí qualquer um que se achar um bom leitor de leis poderá concorrer a magistratura. Este país está ficando cada vez melhor.
Mas esse é o modus operandi habitual do nobre ministro Gilmar Mendes, sempre dando pitacos sobre possíveis casos futuros e sua interpretação. É uma previsão que se autocontretiza, é um estímulo para que os interessados entrem na justiça já sabendo que contam com a irrestrita simpatia do supremo presidente, é legislar sem que tenha sido eleito para tanto.
Tio Cesar, enquanto isso: “Fim de semana de calor deve antecipar frio em Santa Catarina”! No DC on line – Clima | 19/06/2009 – 19h59min.
Cesar,
Uma dica, assim como os radialistas, os jornalistas precisam de registro profissional para ter amparo na lei que regula a profissão. Isso faz toda a diferença.
Vai com calma na leitura jurídica da situação e seus reflexos.
No mais teus textos melhoraram muito, outros blogueiros manezinhos mantem a linha radical e com isso perdem e continuam a perder leitores.
Saudações e um ótimo final de semana!
Ao comparar, em seu voto, o jornalista a um cozinheiro, Gilmar Dantas conseguiu derrubar três diplomas: Jornalismo, Gastronomia e Nutrição!