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Generalidades

Confissões de um consumidor bem atendido

Nota do Editor: o que verão e lerão abaixo não é informe publicitário, nem significa qualquer recomendação de compra. Faço o relato por livre e espontânea vontade, sem qualquer outra recompensa do que a que está mostrada. É que tenho apanhado tanto de fabricantes e comerciantes inescrupulosos, que achei que deveria contar pra vocês esta emocionante história de bom atendimento.

;-)

;-)

No começo deste ano notei que meu par de sapatos preferido estava com as solas trincadas. Em pouco tempo, as rachaduras inviabilizaram o uso, conforme pode ser verificado nas fotos a seguir.

Sim, eu sei, estavam precisando de uma graxa...

Sim, eu sei, estava precisando de uma graxa, mas ainda dava pro gasto...

O pé esquerdo

Olha como ficou a sola do pé esquerdo...

... e o direito, estavam imprestáveis.

... e do direito. Imprestáveis.

Como a sola não é comum, a hipótese de ir ao sapateiro colocar uma “meia-sola” estava descartada. Aí, lembrei de ligar para o fabricante, para saber o que fazer. Como resultado do telefonema fiz um pacote, coloquei os sapatos no correio, enviando-os para Franca, SP, acompanhados desta cartinha:

“Florianópolis, 11 de maio de 2009

Prezados senhores (ou senhoras) da Opananken:

Conforme instrução recebida hoje, por telefone, do SAC Opananken, envio o par de sapatos que me serviu por cerca de nove anos. Adquirido em São Paulo na virada do século, suportou sem queixas os maus tratos do uso diário (ou quase, que afinal, vez por outra, precisei dar atenção aos outros sapatos). Eu também não tive queixas de sua silenciosa e macia companhia.

Mas, há poucos meses, sem qualquer aviso prévio, as solas entraram em colapso. Primeiro num pé e, logo em seguida, no outro, pequenas fissuras rapidamente se transformaram nos assustadores rasgos que inviabilizam o uso.

No aguardo de alguma solução que permita que os sapatos possam me acompanhar por outros nove anos, coloco-me ao dispor para esclarecimentos adicionais.
Grato,

Cesar Valente”

E hoje recebi a visita do carteiro, com um pacote onde estavam… tcham, tcham, tcham, tcham! Meus velhos sapatos de sola nova!

Até deram uma lustradinha no couro...

Até deram uma lustradinha no couro...

Olha só, que maravilha!

Olha só, que maravilha!

E a velha palmilha...

E a velha palmilha...

também foi trocada.

também foi trocada.

Taí, agora estou com sapato novo, ao custo de uma remessa de sedex. Este não é um sapato barato, na hora de comprar. Mas o escolhi (não lembro direito se em 1999 ou 2000) porque é fácil de calçar e muito macio. E mostrou ser muito durável, exceto pela sola, que embora não gaste com facilidade, em “apenas” nove anos apresentou esse problema aí. Mas felizmente tudo terminou bem e já estou escrevendo estas maltraçadas com eles nos pés. Pra matar a saudade.

Ah, nada como uma boa notícia pra começar bem a semana…

Discussão

Comentários estão desativados para este post.

  1. Meu primeiro pensamento foi de te chamar de “mão-de-vaca” (sentido de brincadeira, sem ofensas) afinal um sapato durar 9 anos não é qualquer humm…
    Mas pensando por outro lado nada como viver num país que as empresas respeitam os seus consumidores.

    Posted by Fabio | junho 15, 2009, 16:47
  2. Cacete!
    Já eu chamo de mão-de-vaca, sem brincadeira mas,também, sem ofensas
    De que adiantaria querer ofender um cara que, se duvidar, devolve até sabonete depois de trocentos banhos.
    Strix.

    Posted by Strix | junho 15, 2009, 16:59
  3. César, um sapato durar nove anos, só para quem pisa em ovos. Como sei que vc pisa fundo em tudo, concluo que a fábrica, ao ler a carta, acabou “lendo por alto” e achou que o sapato tinha sido utilizado por rápidos e rasteiros nove meses.

    Posted by paulo stodieck | junho 15, 2009, 17:02
  4. Vocês sabem que existem produtos, vendidos em alguns países civilizados, feitos para durar a vida toda? E que se algum defeito ocorrer enquanto o consumidor ainda for vivo, a troca é imediata e sem despesas? A gente não devia ficar muito fascinado pelo mundo descartável, porque existe teconologia para que as coisas durem bastante tempo. O que encarece a vida (embora dê mais empregos), é a tal de obsolescência programada.

    Posted by Cesar Valente | junho 15, 2009, 17:17
  5. Paulo, aproveitei que minha lua de mel, em 1977, foi no Uruguai, e comprei um daqueles famosos (pela durabilidade) sapatos Galarate. Também durou muito tempo. Se duvidar, mais de uma década.

    Posted by Cesar Valente | junho 15, 2009, 17:45
  6. To boba com essa.
    Eu sabia que o senhor é pão duro mas dessa vez superou até o Amim. Lembro que quando trabalhei na campanha dele era comum ver sapatos velhos no carro rumo ao sapateiro. Sapatos que no meu conceito deviam rumar para o lixo. 9 anos! Poxa!!!!
    Entretanto, dou parabéns pelo senso de oportunidade e vou usar tua idéia como exemplo no futuro porque hoje em dia isso é muito comum com sapato feminino e um prazo infinitamente inferior.

    :)

    ps: e aquele fogão Boshta? :D

    Posted by Cris | junho 15, 2009, 17:58
  7. Cris, o fogão não teve jeito. Era Bosh-ta mesmo. E a empresa idem.

    Posted by Cesar Valente | junho 15, 2009, 18:14
  8. Brincadeira, Cesar! Por acaso você só anda de carro, plantando bananeira ou flutua? Que sapato é esse que dura tanto, vai para o fabricante e volta novinho em folha? Parabéns, deve amar muito esse pisante.

    Um abraço
    Suely

    Posted by Suely de Aguiar | junho 15, 2009, 18:45
  9. QUE CARA DE PAU! USAR UM SAPATO POR 9 ANOS E AINDA EMBRULHAR E MANDAR PRA FÁBRICA! A Frau deve passar mal, hem, mão de vaca? kkkkkkk

    Posted by Walkiria | junho 15, 2009, 19:04
  10. Eu tenho camisas com mais de 15 anos, das quais eu gosto muio e com as quais fico bonitão. E, por incrível que pareça, tô sempre na moda. Tenho uma de ceda que deve estar com uns 25 anos. Mas parece nova e, mesmo sendo “meiguei”, como diz a mané da minha esposa, ela é tão confortável e macia… Acho que quero usá-la no meu enterro.

    Posted by jonas Américo | junho 15, 2009, 19:09
  11. Tio te superasse. Vi ser mão de vaca assim lá na casa do César Valente.

    Muito boa tua história.
    Tem uma do mesmo gênero. Em 1994 fui um dos primeiros comparadores de celular Gradiente. Um tijolo chamado CP 60.
    Empolgado com a compra apresentei-o a uma namorada na sacada de um apartamento de sétimo andar. Ela deixou cair o bicho de uma altura de 20 metros. Sem garantia o preju seria de US$ 500,00 – Uma fortuna.
    Contei a saga para a Gradiente e ganhei um novo.

    Foi o presente do ano.

    Posted by amilton alexandre | junho 15, 2009, 19:16
  12. Lembro de uma TV que dava garantia até a outra copa mas 9 anos…Insuperável :)

    Posted by Cris | junho 15, 2009, 20:56
  13. Um sapato durar nove anos?
    Seu muquirana!
    Aposto que é daqueles que fica esperando promoção no mercado público pra comer tainha.

    Posted by Francisco | junho 15, 2009, 21:22
  14. Com tanta reação já começo a achar que as contas estão erradas. Podem ter sido apenas oito anos…

    Posted by Cesar Valente | junho 15, 2009, 22:01
  15. Cesar, aproveita que o solado tá novo e passa esse sapato pra frente. Pro próximo aniversário que fores convidado, já tens presente pra levar.
    E depois compra uma Conga, que dura mais de 10 anos.
    Tive uma que costumava usar pra pescar siri e, mesmo com sal e sol, a bichinha durou 2 anos.
    Imagina nos teus pés. Vai passar dos 20.

    Posted by Pierre Alfredo | junho 15, 2009, 23:43
  16. Porr… esse sapato aí parece aqueles que o serrano usa uma vez por ano, quando sai da fazenda lá no interior de Urupema, pra visitar o irmão em Campos Novos.
    Só faltava estar todo sujo de lama ;-].

    E tens razão, Cesar, esse sapato não é barato, não. Tem lojas aí que chegam a pedir 35 “real” pelo par (chorando, leva por 20).

    Posted by Genuíno | junho 15, 2009, 23:50
  17. Maravilha, deste uma lição.
    Temos que voltar ao hábito perdido de ter objetos que durem uma vida. Lembram do relógio de pulso do vovô?

    Posted by Alex | junho 16, 2009, 08:19
  18. É por isso que vale a pena gastar um pouco mais com produtos de boa qualidade e que durem bastante. Eu tenho um par de sapatos Samello comprados em 1998 que está em muito bom estado até hoje. Esse Opananken é um sapato muito bom e caro. Mas, como podemos ver, vale a pena. É, apesar de caro, muito mais barato que os R$ 500 ou R$ 800 que muita gente paga por um mísero par de tênis. Parabéns, Cesar. Bela escolha.

    Posted by Marcelo de Oliveira Santos | junho 16, 2009, 08:45
  19. Tio César,

    Eles devolveram com chulé ou sem chulé?
    Se voltou com chulé, reclame novamente! Afinal, nove anos de chulé impregnado é fácil de tirar, não?

    Posted by lh | junho 16, 2009, 08:46
  20. César,

    sorte sua de ter comprado um produto de uma empresa séria. Eu comprei uma TV LG de 42” que com menos de um ano deu problema. A assistência AUTORIZADA resolveu o problema mas devolveu a TV totalmente ARRANHADA e com um “nicadinho” do lado. Reclamei e eles apenas disseram que era “estranho” ter acontecido isso. Entrei em contato com a LG várias vezes e eles disseram que “a empresa não tem nada a ver com isso, o senhor deve resolver diretamente com a autorizada”. Ou seja, LG nunca mais. Realmente, vale a pena pagar mais mas ter o respeito.

    Posted by Marcelo | junho 16, 2009, 09:38
  21. lh, vai ver que foi por isso que trocaram a palmilha… ;-)

    Posted by Cesar Valente | junho 16, 2009, 09:54
  22. César,
    estou com um Sapatoterapia SuperConfort / Couro Natural há três anos. É jovem demais, eu sei, e espero que ele chegue aos nove com o desempenho do teu Opananken. Tirei cópia da tua história para mandar junto quando for dar também a minha chorada com o fabricante. Teu blog é ainda mais útil do que eu pensava…

    Posted by Flávio José Cardozo | junho 16, 2009, 11:35
  23. Inspiradora idéia! Depois desta vou pegar minha havaina de tres verões que “tá ka tira” presa com um prego atravessado e vou ver se consigo um par novo. Peraí …a fabricante não é a Alpargatas? E esta empresa não é do Maluf? Me lasquei! Desisto! Vou acabar levando é uma chinelada na cara ….. com prego e tudo ….. Só para iluminados!

    Posted by Jairo Viana | junho 17, 2009, 00:10

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