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O SUPER-HIPER-MEGA EVENTO

Oitavas da festa: Embratur, WTTC e Magnavita…

Chi, quase ia esquecendo de voltar a este assunto. Mas antes tarde do que nunca. Lembram que em maio, na época do WTTC, republiquei aqui dois artigos do Cláudio Magnavita, do Jornal de Turismo, com uma série de questionamentos sobre o evento e principalmente sobre o papel da Embratur e de sua presidente (Janine Pires), que é filha de uma importante agente política do governo LHS (Anita Pires)?

Pois bem, a Embratur mandou uma resposta ao que o Magnavita publicou (e eu republiquei). Ele, naturalmente, cedeu espaço, no jornal, para o texto oficial e eu também o transcrevo, abaixo. Mas, a meu ver, trata-se de uma resposta burocrática, que passa ao largo das principais suspeitas levantadas. Quem tiver saco para fazer a comparação e ver se a resposta responde às principais indagações, pode reler uma crítica aqui e outra aqui. O texto da Embratur, na íntegra, é este:

Avanços e desafios

A realização da Conferência Global de Viagens e Turismo no último mês de maio, em Florianópolis, teve repercussão extremamente positiva, com cobertura de grandes redes internacionais, como BBC, dos principais veículos de trade do mundo e de praticamente totalidade da mídia de economia e turismo do Brasil.

Mas neste veículo foram levantados questionamentos sobre o processo de captação e realização do evento e sobre a política de promoção internacional realizada pelo Ministério do Turismo, por meio da Embratur. Em relação a estas questões, cabem as considerações abaixo.

Ricardo Freire, um dos jornalistas de turismo mais conceituados no Brasil, fez, no seu blog (www.viajenaviagem.com), uma cobertura extensa do encontro do WTTC. Ao final, ele faz sua pequena conclusão: “Os participantes podem ter até saído do fórum com dúvidas quanto ao futuro, mas certamente voltaram para casa com uma ótima impressão do Brasil. Confesso que em princípio eu achei estranho que um evento desse porte fosse levado a Santa Catarina, em vez de ser usado para reafirmar o Rio ou efetivar algum destino emergente do Nordeste. Bastou desembarcar, porém, para perceber que ia ser uma bola dentro. Oitocentos estrangeiros com poder de decisão no mundo do turismo puderam conhecer um Brasil que não imaginavam que existia. Um destino que certamente fez subir suas expectativas quanto a outros lugares do Brasil que ainda não conhecem. A organização foi absolutamente impecável. E participar de um evento internacional sem ver o exército nas ruas proporcionou uma inusitada sensação de segurança”.

Além disso, pode-se acrescentar, os participantes deixaram o Brasil com a certeza de que o nosso país tem uma política pública consistente para o setor – tanto para o desenvolvimento do turismo doméstico como para a promoção internacional – que contam com o apoio decisivo e o envolvimento pessoal do presidente da República.

Trazer este evento para o Brasil só foi possível graças ao apoio das três esferas governamentais, e particularmente pela atitude corajosa e firme do governo de Santa Catarina, que apoiou de todas as formas – financeiramente, na logística, nos debates dos temas e com o cenário especial da natureza do Estado – e participou de toda a organização do evento. A mesma atitude de apoio e incentivo tiveram o Ministério do Turismo e a Embratur – que anteviu a grande oportunidade de exposição de imagem, repercussão e promoção internacional que um evento como este proporciona, e também apoiou com recursos, mediante convênio com o Florianópolis Convention & Visitors Bureau, um dos responsáveis pela captação e organização do evento. Como acontece em qualquer convênio firmado, a prestação de contas será processada e estará à disposição dos órgãos competentes.

A captação de grandes eventos internacionais é um dos grandes sucessos da política de promoção internacional realizada pelo Ministério do Turismo, por meio da Embratur. Segundo a ICCA, o Brasil ocupa, pelo terceiro ano consecutivo, lugar entre os dez países do mundo que mais sediam eventos internacionais – o único país da América Latina que alcançou esta posição, o que o credencia a sediar qualquer grande evento disputado pelos principais destinos mundiais.

O fato de o Brasil ter sido escolhido para sediar o evento (que pela primeira vez se realizou na América Latina), em uma disputa com a China, foi uma sinalização clara da consolidação do país como um destino turístico emergente no mundo e líder na América do Sul. A escolha do país foi, portanto, marcada pela impessoalidade e pela importância do país no cenário do turismo no mundo. E foi resultado do trabalho que vem sendo feito, tanto internamente, na preparação e qualificação dos destinos turísticos pelo Ministério do Turismo, como pela promoção internacional realizada pela Embratur.

Um avanço importante foi ter conquistado, nos últimos anos, uma malha aérea mais diversificada, após a perda que significou a saída da Varig do mercado. Hoje, a Europa tem ligação direta com dez cidades brasileiras, a partir de Lisboa. Quatro capitais do Nordeste estão incluídas aí, além de Brasília e Belo Horizonte, permitindo um desenvolvimento importante do turismo nessas regiões. Ampliaram-se também as conexões com os Estados Unidos, segundo emissor para o Brasil, no ano passado. Novos vôos chegaram ao Amazonas, Pernambuco, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Rio e São Paulo. Mais recentemente, El Al e Turkish Airlines abriram linhas – e novas possibilidades de intercâmbio de turismo – com Israel e Turquia.

Em tempos de crise, essas ações são mais importantes do que nunca. Mesmo que a crise que preocupa o mundo não seja uma crise do turismo, ela atingiu em cheio os principais países emissores da Europa e os Estados Unidos, com reflexos no nosso setor. Em todo o mundo, os destinos turísticos começaram a sentir o impacto no terceiro trimestre do ano passado. Já o Brasil fechou o ano com recorde de entrada de divisas e com resultados excelentes na receita gerada no último trimestre de 2008 – com crescimento expressivo em relação ao mesmo período de 2007. E os efeitos no receptivo internacional só começaram a ser sentidos este ano, quando a entrada de dólares por meio do turismo de estrangeiros começou a declinar, quando comparado ao ano passado. No primeiro quadrimestre deste ano, as entrada de dólares apurada pelo Banco Central teve queda de 11,55%, refletindo a situação econômica recessiva na Europa e EUA.

Ainda no ano passado, a Embratur começou a preparar o enfrentamento dos desafios que uma crise dessa magnitude traz para todos os setores da economia, e também para o turismo. Na atualização anual do Plano Aquarela, foi feita uma ampliação das verbas de promoção destinadas à América do Sul, que foram aumentadas em 20%, buscando ampliar o fluxo entre os países vizinhos, sempre mais resistente a momentos de crise como este. O ministro Luiz Barretto se empenhou – e continua se empenhando – pesssoalmente nas viagens para os países sul-americanos. Na primeira semana de junho, Colômbia e Venezuela entraram no roteiro de viagens que o ministro realiza com a Embratur, para dar continuidade à ampliação das ações nesses mercados.

A reação exigia também sinergia e parceria muito próxima com o setor privado brasileiro. Desde o início do ano, foram feitos inúmeros contatos e conversas com empresas e entidades do setor – em um movimento coordenado pela Embratur que nos levou a lançar, em abril, a campanha “Brazil Now”, que oferece pacotes com preços promocionais para operadores da América do Sul, em um momento inicial, com vôos operados pela TAM e Gol. Nesta parceria, somaram esforços, além das empresas aéreas, a BITO, ABIH, FOHB e Associação Brasileira de Resorts. Totalmente articulada e viabilizada pela Internet, a receptividade de operadores foi imensa, e uma nova rodada de negociações com empresas e entidades já prepara uma nova fase, com novos destinos brasileiros e o envolvimento de outros mercados. A companhia aérea TACA já demonstrou interesse em se somar à iniciativa. Foi uma estratégia bem desenvolvida e de grande sucesso, que mostra a importância das parcerias público-privadas, tão debatidas no encontro do WTTC.

Estas iniciativas recentes são exemplo de como a Embratur busca enfrentar o desafio de ganhar mais competitividade no mercado turístico global e ampliar a presença do turismo como pauta de exportação importante no Brasil. No último estudo divulgado pela Organização Mundial do Turismo (OMT), foi apontada uma queda do movimento internacional de viagens de 8% em média no mundo. No entanto, América do Sul e África cresceram em média 4%. O Brasil, como destino líder na América do Sul, segundo relatou o secretário-geral da OMT durante o encontro do WTTC, sentiu mais tarde os efeitos da crise, e pode ter uma recuperação também mais rápida.

Enfrentar desafios faz parte da vida de todos que fazem um trabalho sério e profissional no nosso setor. A política de promoção internacional realizada pelo Ministério do Turismo, por meio da Embratur, tem enfrentado esses desafios, e é hoje reconhecida no Brasil e no mundo.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA EMBRATUR”

Discussão

Comentários estão desativados para este post.

  1. http://www.alesc.sc.gov.br/proclegis/individual.php?id=IND/0355.1/2009

    Indicação IND/0355.1/2009
    Procedência:
    Autor: Bancada do PP
    Ementa: Dirigida ao Tribunal de Contas do Estado, solicitando auditoria de natureza contábil, financeira, orçamentária e operacional, nos órgãos do governo que tiveram participação no WTTC.

    Essa patifaria WTTC ainda acaba no MP e na Polícia

    Posted by amilton alexandre | junho 14, 2009, 20:10
  2. HUM!!!O tal asssessr de impresa da Embratur vendeu o peixe, USOU espaço pra propaganda e não explicou como e por qeu uma filha presidente da EMBRATUR repassa somas altas pra Empresa aonde trabalha a mãe e o irmão dela!!QUE FALTA de vergonha!!!

    Posted by maria mara | junho 15, 2009, 15:42

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