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Vereadores

Parabéns, Zininho!

O autor do hino de Florianópolis, nasceu dia 8 de maio de 1929, há 80 anos, portanto. Sua memória foi homenageada na Câmara de Vereadores da capital.

O vereador Edinon Manoel da Rosa, o Dinho (PSB), fez um discurso relembrando alguns dados biográficos e propondo que se dê o nome do compositor à nova beira-mar continental. Taí o texto:

“Senhor Presidente, Senhores Vereadores, familiares do homenageado, senhoras e senhores aqui presentes, e aqueles que nos assistem pela TV Câmara.

Propus esta sessão de homenagem aos 80 anos de nascimento de Cláudio Alvim Barbosa, o poeta Zininho pela importância que esta figura humana representou e representa para o município de Florianópolis. Zininho alcançou a imortalidade através de sua obra. Uma obra que é um verdadeiro hino de amor à sua terra e à sua gente.

Zininho nasceu na localidade de Três Riachos, em Biguaçu, em 08 de maio de 1929, mas logo veio morar em Florianópolis com a avó, dona Maria Barbosa. Primeiramente viveu no Largo 13 de Maio (atual Praça Tancredo Neves), tendo o antigo casario da rua Menino Deus e o Hospital de Caridade como vizinhos. Sua adolescência foi no continente, no balneário do Estreito. Desde jovem, foi atraído por atividades radiofônicas. Trabalhou nas rádios Diário da Manhã e Guarujá, onde fez de tudo um pouco: cantor, rádio-ator, sonoplasta, técnico de som e produtor.

Foi nesta época de ouro do rádio, nas décadas de 40 a 60, que compôs mais de cem músicas, de marchinha a samba-canção. Destacam-se “A Rosa e o Jasmim”, “Quem é que não chora”, “Princesinha da Ilha” e o “Rancho de Amor à Ilha”. Mesmo com o declínio do rádio, enquanto veículo, continuou a gravar. ZININHO recolheu-se em seu apartamento, no bairro continental do Abraão, principalmente depois da manifestação de um enfisema pulmonar, que o levou à morte no dia 5 de setembro de 1998.

Outras composições: “Eu sou assim”, “O que seria de mim”, “Num cantinho qualquer”, “Jardim dos meus amores”, “A Margarida e o Mal-me-quer”, “Viva a Natureza”, “É tão tarde”, “Pra que negar”, “Insônia”, “Falta de você”, “Saudade, meu bem, saudade”, “Se o amor é isso”, “Desespero”, “Largo 13 de Maio”, “Magia do Morro”, “Você há de pagar”, “Deixa a porta aberta”, “Miramar”, “Preconceito Racial”, “Homenagem à Princesa”.

O “Rancho de Amor à Ilha” foi escolhido, em 1965, através de um concurso promovido pela prefeitura como hino oficial do município de Florianópolis. É autor também dos hinos de Rio Negro, no Paraná e de Joinville em Santa Catarina.

Entre 1966 e 1974 morou em Curitiba. Ao retornar montou em sociedade com Luiz Henrique Rosa o estúdio Inassom, que funcionava na Rua João Pinto. Trabalhou para a TELESC e A. S. Propague na composição e gravação de jingles.

Em 1979 ingressou nesta Câmara Municipal. Foi contratado como especialista em técnica e comutação de som. O presidente da Câmara na época era Almir Saturnino de Brito. Zininho viria se aposentar no serviço público em 1996.

O poeta se casou em 1947 com dona Ivette com que teve 3 filhas e um filho: Sandra Míriam Barbosa da Silva, Jairo Alvim Barbosa, Rosemari Barbosa Fernandes de Oliveira e Cláudia Regina Barbosa. São seus netos: Carolina, Rafael, Leonardo, Felipe, Antônio Jorge, Pedro Paulo, Lui e Maria Cláudia.

Zininho foi fundamental para a preservação da memória do Rádio em Florianópolis. Ele deixou um arquivo musical de cerca de três mil peças, que incluem LPs, CDs, fitas-cassete, fitas em rolo e VHS. Todo o material esse material integra o “arquivo Zininho” criado em 1989, e é coordenado pelo jornalista Norberto Verani Depizzolatti. Hoje o arquivo encontra-se na Casa da Memória, órgão da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, que fica aqui defronte à Câmara Municipal.

A Avenida Beira Mar Continental que está para ser inaugurada poderia se chamar Avenida Poeta Zininho com um memorial a dedicado a ele no final da avenida bem junto de onde viveu a maior parte de sua vida, no Balneário do Estreito. Ao longo da avenida poderiam ser erguidas obras de arte que retratassem as músicas do poeta. Dessa forma todos veriam que Zininho não era apenas o poeta da ilha, também era do continente e que o Estreito é tão Florianópolis quanto a Ilha de Santa Catarina.

Senhor presidente, senhores vereadores, comunico-lhes que estou dando entrada com o pedido para que seja denominada Avenida Poeta Zininho – Cláudio Alvim Barbosa a Avenida Beira-mar Continental. Peço lhes o apoio para esta justa homenagem ao poeta de Florianópolis.”

MANEZINHOS

Ontem à noite, também na Câmara florianopolitana, foi realizada sessão solene para entrega da Medalha Manezinho da Ilha Aldirio Simões ao artista plástico José Cipriano da Silva. Na solenidade, proposta por iniciativa do vereador Aurélio Valente (PP), a Câmara também entregou troféus para Nereu do Valle Pereira, Orestes Mello dos Santos, Francisco Amante, Ire Silva e Milton Pereira, tidos como alguns dos melhores amigos de Aldirio Simões. Segundo a Câmara, “a honraria foi criada para homenagear personalidades que simbolizem ou incorporem o espírito ou a essência do manezinho, o típico cidadão florianopolitano”.

Teve até uma história de “ensinar manezês nas escolas”, que deve ter sido proposta de brincadeira, mas foi endossada pelo presidente Gean, como se fosse sério: a gurizada não sabem nem fazer contas direito, ignora como se escreve em português correto e pretendem ensiná-los a dizer “istepô”? Tão zoando com a minha cara, né?

Por falar no presidente Gean, ele sai de férias, o substituto Márcio de Souza vai viajar com o prefeito, o outro pediu licença e aí assumiu o Valente do PP (que não é meu parente, pelo menos não próximo). Essas coisas que acontecem pra permitir que o sujeito possa colocar no currículo “presidiu a Câmara de Vereadores, no período de tanto a tanto”.

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