// você está lendo...

Florianópolis

O porto turístico e a “não copa”

www.portoturistico.com.br (clica que amplia)

www.portoturistico.com.br (clica que amplia)

O Ernesto São Thiago, entusiasta do porto na baía norte (acima) e da Associação Catarinense de Marinas, manda notícias. E recomenda que todos os empreendedores que tinham projetos para a copa em Florianópolis, continuem com o pé no acelerador. Afinal, “os turistas da Copa de 2014 virão para cá do mesmo modo”.

Aproveitem o sábado ensolarado para dar uma navegada nessas idéias e informações otimistas (pra variar):

“Quando tornou-se oficial que Florianópolis não sediaria jogos da Copa de 2014 eu não estava em Nassau, nas Bahamas, onde deu-se o anúncio, e sim voando a trabalho para Fortaleza, no Ceará, afim de participar do “Seminário Cidades Costeiras Sustentáveis: Portos, Turismo e Atividades Econômicas de Base Comunitária”, uma realização conjunta da Secretaria Especial de Portos (SEP) e da Agência Brasileira de Gerenciamento Costeiro. Fui como convidado da organização do evento, representando a Associação Catarinense de Marinas (ACATMAR).

Nem tive tempo de lamentar possível atraso que a equivocada, mas prevista, decisão da FIFA, poderia causar à implantação do Porto Turístico Internacional Santa Catarina. Tratei foi de arregaçar as mangas e meter todo motor avante. Recomendo que os responsáveis por outras obras catarinenses constantes dos Caderno de Encargos apresentado à FIFA, sejam públicas ou privadas, façam o mesmo, pois os turistas da Copa de 2014 virão para cá do mesmo modo, afinal somos o segundo melhor destino turístico do Brasil, nos demos a conhecer ao mundo após a reunião aqui do WTTC e estamos estrategicamente posicionados entre duas cidades bem próximas que sediarão jogos: Curitiba e Porto Alegre. Todos, moradores e turistas, continuaremos precisando urgentemente de tudo o que foi prometido para facilitar o transporte urbano, sob pena de um apagão no nosso trânsito – com dia e hora marcados, segundo os especialistas.

Além do ministro Pedro Brito, da Secretaria Especial dos Portos (SEP) e do seu diretor Antônio Maurício, titular do operante Departamento de Revitalização e Modernização Portuária, estavam no referido seminário autoridades graduadas do Ministério do Turismo, do Ministério do Meio Ambiente, do Ministério do Planejamento (Secretaria do Patrimônio da União), presidentes de portos e representantes de ONGs ambientais, ou seja, exatamente os interlocutores necessários à continuidade do nosso projeto.

As autoridades presentes foram veementes em afirmar que, mesmo a capital catarinense estando fora da Copa de 2014, a implantação do Porto Turístico Internacional Santa Catarina, em São José, na Grande Florianópolis, é estratégica para o desenvolvimento do turismo no Brasil e, portanto, continuará a merecer toda a atenção do Governo Federal.

Como para os transatlânticos terem acesso ao porto turístico será necessário revitalizar e modificar o Canal Norte, as referidas autoridades empenharam a palavra em buscar o mais rapidamente possível uma solução conjunta, com as prefeituras de São José e Florianópolis – que estou mobilizando – e com o Governo de Santa Catarina, para o financiamento da respectiva dragagem – que não será pequena – afim de viabilizar não só o acesso de transatlânticos ao continente, às margens da BR 101, como também o turismo náutico e o iatismo e melhorar significativamente a qualidade da água nas baías Norte e Sul, favorecendo por tabela a maricultura e a pesca artesanal. O passado portuário de Florianópolis e São José e o incontestável apelo turístico da região foram decisivos. Acenaram com recursos do Ministério do Turismo e do BID, via Prodetur e com a inclusão da dragagem nas obras do PAC, prometendo articular fortemente neste sentido. As notícias são de que o projeto do Porto Turístico Internacional Santa Catarina já estaria circulando na Casa Civil da Presidência da República. Os contatos serão retomados na próxima semana.

Vale o registro de que um maricultor do Ribeirão da Ilha, integrante de uma ONG ambiental presente ao evento, das mais ativistas no Brasil e no mundo, já manifestou total apoio ao projeto, por ensejar uma dragagem que, segundo técnicos da Epagri, poderá proporcionar incremento à produção local de ostras e mariscos. Solicitou inclusve que eu o mantenha informado a respeito. Um outro diretor desta mesma ONG ficou satisfeito ao verificar que o nosso projeto fica bem longe da APA de Anhatomirim e que proporcionará a vinda de turistas que darão sustentabilidade econômica à atividade de observação de golfinhos em Governador Celso Ramos.

Após uma de minhas intervenções durante os debates, a secretária de turismo de um município cearense convidou-me para visitar o respectivo litoral e verificar o potencial de desenvolvimento náutico por lá. A imprensa local também ficou bastante interessada em minhas idéias acerca do desenvolvimento do turismo decorrente da atracação e fundeio de cruzeiros e embarcações de lazer a partir de iniciativas que valorizem o associativismo, o meio-ambiente e o diálogo com a sociedade civil organizada.

A Marinha é diretamente interessada em qualquer medida que favoreça a segurança da navegação e a formação da mentalidade marítima e por tal razão está em andamento a minuta de um convênio – decorrente de um pleito meu ao comando do Estado Maior da Armada (EMA) – entre a Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) e o Laboratório de Hidráulica Marítima da Universidade Federal de Santa Catarina (LaHiMar/UFSC), para estudos de navegabilidade na Baía Norte, cujos resultados terão ampla utilidade pública à comunidade náutica mundial, por proporcionarem, no mínimo, a atualização das nossas cartas de navegação, há décadas defasadas. Reuniões para tanto já estão acontecendo em Florianópolis.

Investidores estrangeiros aguardam que as esferas municipal, estadual e federal da Administração façam a parte que lhes compete. Em contra partida estes investidores asseguram bilhões de dólares para o incremento da infra-estrutura náutica em nosso litoral, de olho em um mercado, o de cruzeiros, que cresce mais de 30% ao ano no Brasil, gerando empregos, receita e tributos e movimentando já perto de 500 milhões de dólares por temporada, que em breve se estenderá ao longo de todo ano.

Para registro, a Royal Caribbean Cruise Lines inaugura dia 12 dezembro deste ano o Oasis of the Seas, o maior navio de cruzeiros do mundo. Com custo estimado em 755 milhões de euros, precisará de canais de navegação com 9 metros de profundidade para desfilar seus 360 metros de comprimento com 5.400 passageiros e 2.100 tripulantes a bordo, totalizando 7.500 pessoas. Está sendo finalizado nos estaleiros Aker Yards, em Turku, na Finlândia. Quando vier ao Brasil, lotado de passageiros e tripulantes estrangeiros, poderá deixar mais de mais de 4 milhões de reais por dia no comércio de cidades que estejam com seu receptivo turístico estruturado técnica e profissionalmente para bem atender – fora outros faturamentos locais decorrentes do ressuprimento desta verdadeira cidade flutuante, com água, combustível, produtos de limpeza, alimentos, etc.”

Discussão

Comentários estão desativados para este post.

  1. Que otimismo Hein ! Porto Internacional Turistico de São José ?

    Onde em Barreiros? Foi a Lurian que articulou com o papi LULINÁCIO.
    O Sr Ernesto já está viajando na maionese por conta. Acreditar nessa turma do Lula tem que ser muito otimista mesmo. Serrá que ele conhece barreiros, serraria e bairro ipiranga? ou só vê pelo Google maps . WTTC repercussão onde? No Ministério público com certeza vai ter.

    Posted by amilton alexandre | junho 6, 2009, 12:57
  2. Alexandre, a Lurian nada tem a ver com isto, nem o presidente. Mas espero que em breve, tenham. O porto será na Ponta dos Três Henriques, em uma ampla área disponível. Sei que as construções do entorno não são nenhuma maravilha arquitetônica, porém, quando os projetos são qualificantes urbanos, tudo o que está em volta com o tempo se transforma para melhor. Especialmente porquê o local fica exatamente ao lado de onde a Beria-Mar Norte de São José conectat-se-á com a BR 101 – que após a construção do anel de contorno passará a ser nossa Avenida Metropolitana. Precisando de mais informações entre em contato. Terei prazer em passar-lhe mais informações sobre a região.

    Posted by Ernesto São Thiago | junho 6, 2009, 13:55
  3. Po, Cesar, acordei, liguei a TV, vi o Button na frente, achei um saco, liguei o PC, vim direto no teu blog e não tem nenhuma novidade…

    Tais velejando com esse Ernesto São Thiago? O dia ta bonito…
    Bem, aproveitem…

    Posted by Donkey Shot | junho 7, 2009, 10:02
  4. É, fim de semana a gente desliga um pouco.

    Posted by Cesar Valente | junho 7, 2009, 13:45
  5. É o apagão do Valente. Nem no FAM apareceu. Tanso

    Posted by amilton alexandre | junho 8, 2009, 01:23
  6. Putz,

    Tassss de sacanagem, né não?

    Porto de navio ali? E o calado? Aliás, pelo visto é pra ficar calado sobre o calado.

    Eles estão eperando barcaça? Navio precisa calado de 8 a 15 metros. Ali, se muito, passa lancha. Até veleito tem que ter cuidado.

    Posted by Cesar | junho 8, 2009, 09:23
  7. Só se for para aportar o Hoepcke, Max e o Anna.

    Ou então as barcaças da empresa de navegação do Seu Gallotti de Tijucas.

    Abraçõs

    Pedro de Souza

    PS.: Aliás o pessoal de Joinville pegou o exemplo do LHS para produzir factóides.

    Posted by pedro de souza | junho 8, 2009, 10:00
  8. Lembro de uma professora no Colégio Catarinense que antes de entregar as provas exclamava: “Antes de responderem, leiam bem as perguntas!”.

    Claro que havia os afoitos que liam as perguntas apressadamente, pulando pontos imprescindíveis para a compreensão delas, razão pela qual surgiam respostas as mais absurdas, produto de uma leitura desatenta do que foi perguntado.

    Parafraseando a querida professora, exclamo de modo aproriado a estes tempos de blogs, orkuts e que tais: “Antes de comentarem, leiam bem o post!”.

    Posted by Ernesto São Thiago | junho 10, 2009, 19:55
  9. Por não terem levado em conta o tráfego náutico, projetando as pontes Colombo Salles e Pedro Ivo baixas demais, é uma manobra dos diabos passar com um veleiro apenas médio por baixo delas, tendo que esperar a maré baixar e tal.

    Se ao menos tivessem a mesma altura de vão que a Hercílio Luz tem em sua parte central, o problema não seria tão grande. Mas ainda fico com o Amyr Klink: não fosse o imenso custo, o correto, do ponto de vista náutico, era derrubar as pontes – todas elas – e abrir túneis subaquáticos no lugar.

    Isto e mais a dragagem do Canal da Ilha de Santa Catarina, de Norte a Sul, tornando-o franco até para os maiores translatânticos, assim como as duas barras, iria fazer reviver as nossas baías, com tráfego marítimo incondicional e enormes benefícios para a maricultura e a pesca artesanal, pela melhoria da qualidade da água que este canal profundo, de fora a fora, iria proporcionar.

    Mas é, verdadeiramente, um sonho náutico impossível de realizar, dado o tombamento da ponte Hercílio Luz como patrimônio histórico, este verdadeiro monumento ao “ser e estar de costas para o mar” reinante em Florianópolis.

    Notem que o ícone arquitetônico da cidade não é algo que lembre nossa belíssima história náutica, que nos lembre que somos uma illha e que pelo mar chegamos aqui e sim algo que nos afasta dele.

    O que nos simboliza para o mundo é uma maldita ponte, que nos retira a condição insular, ligando-nos à terra e ainda impede o livre tráfego marítimo!!!

    É realmente de se questionar se o que representa Florianópolis é a ponte Hercílio Luz ou um outro patrimônio histórico, intangível, que hoje sobrevive apenas nas telas que registram nossas vistas mais antigas, contemplando as baías repletas de embarcações de todos os portes…

    No início do século passado, para privilegiar o tráfego terrestre, condenaram irremediavelmente o desenvolvimento náutico da cidade, com a construção da ponte Hercílio Luz – e só fizeram piorar as coisas com as outras duas pontes, ainda mais baixas.

    Vendo o deserto náutico que são nossas baías por conta destes engenheiros míopes, só resta a quem é do mar… chorar de raiva e lutar pelo possível.

    É o que alguns, como eu seguem a duras penas tentando fazer, debaixo de pouquíssimo apoio efetivo – enquanto sobram escárnio, ceticismo e incompreensão.

    “E pur si muove…”.

    Posted by Ernesto São Thiago | junho 10, 2009, 20:50

Posts recentes

Férias!
26 de janeiro de 2012, 15:16
Por Cesar Valente
O engenheiro amador
26 de janeiro de 2012, 7:58
Por Cesar Valente
Finalmente! O ano do Dragão!
24 de janeiro de 2012, 6:07
Por Cesar Valente
A cadeia que não prende
20 de janeiro de 2012, 10:14
Por Cesar Valente
O dia em que deu tudo errado…
19 de janeiro de 2012, 6:07
Por Cesar Valente

Comentários

Arquivos