O secretário de turismo de Florianópolis, Mário Cavallazzi é um sujeito de sorte. Muita sorte. Não só um providencial adiamento da viagem o tirou daquele vôo fatídico, como também a comoção com o acidente desviou a atenção do público dos motivos de sua alegre viagem a Marrocos.
O Marrocos, desde que Wilfredo Gomes, LHS e outras figuras do jet-set governamental aportaram por lá, é um dos destinos preferenciais de intercâmbio. Não é à toa que estão importando o festival internacional de mágica que se realiza naquele país. A mágica marroquina parece fascinar o pessoal por aqui.
E o que vai fazer o secretário de turismo? Acompanhar o presidente da escola de samba que “homenageará” (naturalmente mediante módica contribuição) o Marrocos em seu enredo. A idéia – como tem idéias esse moço! – de incluir o Marrocos no carnaval da Ilha foi do governador LHS, claro.
Volto a insistir na pergunta: por que o secretário de turismo tem que estar junto com a diretoria da escola, na negociação dos valores a serem pagos pela “homenagem”?
Eu achava que essa coisa interessava apenas à escola e ao patrocinador. A prefeitura não teria, a rigor, nada a ver com o caso. A menos… sim, a menos que tenha alguma coisa a ver com o caso. E aí, pela intermediação, pela co-participação, pela ajuda, poderá levar alguma comissão. O que justificaria os gastos de viagem. Ou será que a coisa não é assim tão simples? Será que não se trata de uma velha e honesta negociação comercial, com percentuais razoáveis e contratos feitos às claras publicados pelo diário oficial?
A verdade é que ninguém irá atrás dos detalhes desse envolvimento marroquino, porque no momento todas as atenções estão voltadas para outras coisas. O Cavallazzi é, sem dúvida, um sujeito de muita sorte.
Você quer saber o motivo do secretário ir junto com o pessoal da escola de samba? Ora, Cesar, misturar o público com o privado é a especialidade da casa, não?
Não foi à toa que o Mário Roberto Cavallazzi plantou, no atuante Ministério Público Estadual, a sua filha, Dra. Vanesa Cavallazzi. Ela sempre atuou em Florianópolis, sem precisar, como os outros pobres mortais, peregrinar pelas comarcas do interior do Estado.
Onde e como estão as vaquinhas do Cavallazzi? Lembram, aquelas que vieram de avião do Canadá….Eram 54…