A Câmara de Vereadores de Florianópolis aprovou ontem à noite, por unanimidade, o voto aberto. A partir de agora, todas as decisões daquela Casa de Leis serão tomadas nominalmente e a população poderá saber como votam e com quem votam os vereadores.
O final do voto secreto na Câmara foi resultado de uma emenda à Lei Orgânica do Município, proposta pelo vereador Jaime Tonello (DEM). Ele acredita que a identificação do voto ajudará a “valorizar os mandatos dos legisladores”. De fato, voto secreto no parlamento não tem sentido. Fica um anonimato muito confortável, facilita acertos por baixo do pano e nivela por baixo a turma toda.
Agora, então, os vereadores da capital poderão se apresentar diante daqueles eleitores mais murrinhas, que ficam cobrando isto e aquilo e exigindo a tal de “coerência”, comprovando sua trajetória com as atas das votações: “olhaqui, para de me encher o saco porque neste caso votei assim, naquele outro assim e mais adiante desta forma”. Claro que, para aqueles que gostam de fazer um agradinho a quem está no poder, ou adular os amigos de po$$es, às vezes pode ficar um pouco mais complicado de explicar. Mas, de qualquer forma, o jogo fica melhor assim, às claras.
EM TEMPO
A Câmara de Florianópolis também informa que, na mesma sessão, “foi aprovado por unanimidade projeto de lei do vereador Asael Pereira (PSB), que altera o inciso I, do artigo 45, da Lei Orgânica do Município. A alteração prevê que não perderá o mandato o vereador investido de cargo de secretário, ministro de Estado ou equivalente”. Isto já acontece com os deputados estaduais. Só se espera que não acabem considerando diretorias, gerências e outras boquinhas comissionadas como “equivalentes”, pra justificar o acúmulo.
Bem que vc tocou no assunto da CMF, assistir as sessões as vezes consegue ter momentos interessantes, principalmente quando ocorre algumas divergências de opiniões. Pois quando o presidente engata a segunda marcha e passa o trator (“vereadores que concordam permaneçam como se encontram, Aprovado”) perde totalmente a graça. Ontem teve até “bicadas” entres as (2 vereadores) esquerdas no pedido de monção de repúdio ao LHS. A bancada de oposição costuma dizer que a situação tem um “maestro”, relembrando minhas aulas de comunicação ele está mais para a la “Carmem Miranda”. Sem falar do Cordeirinho e outros personagens… Bem mais o que alguns vereadores se esqueçem é que foram eleitos pelo povo (principalmente 3 deles) e que deveriam defender mais a população do que o prefeito.
Melhora um lado, escangalha o outro. E assm é a vida…