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Corujices

Meme? Como assim?

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O cachorrinho virou cult entre os memeiros

Pois é, esse mundinho online é mesmo muito esquisito. Tem blogs, tem tuíter, tem facebook,  tem blip fm, tem myspace, tem orkut, tem um montão de coisas estranhas que não fazem a menor falta para a maioria da população. Mas tem um grupinho até bem grande (e cada vez maior) que acha que não consegue mais viver sem essas tais “redes de relacionamento”.

Logo que o Pedro, o filho mais velho, o high tech da família, foi contratado pelo Yahoo! a gente tinha alguma dificuldade para entender o que eles estavam fazendo. O núcleo do Yahoo! no Brasil fica em São Paulo e o grupo que desenvolveu o Meme é bem pequeno (imagino que os demais estejam tocando outros projetos). Como toda empresa de tecnologia multinacional, a coisa funciona conectada com outros núcleos de desenvolvimento que existem em outros países. A sede, como vocês não ignoram, é nos isteites.

Pois agora já dá pra ver o resultado do trabalho: tá na rua, ainda que numa versão “alpha”, experimental, o Meme. É uma coisa que alguns acham que lembra o tuíter (twitter), mas parece mais bonito e, pra algumas coisas, melhor. Nesta fase de testes, o número de participantes ainda é limitado. Até porque tem algumas coisas pra consertar, melhorar e ver como reage com o uso normal. Mas é interessante acompanhar, desde o início, um produto que certamente terá repercussão mundial, e que foi criado integralmente pelo grupinho de brasileiros reunido pelo Yahoo!

Mais abaixo eu coloco a definição que eles usam para “meme”.

Na nota que o The Washington Post deu a respeito do Meme, uma das dúvidas é exatamente essa: por que no Brasil e em português? Ora, porque sim. Não só tem gente criativa por aqui, como os brasileiros são danados pra acompanhar moda nova. Não é à toa que o orkut, por exemplo, que foi desenvolvido no exterior, tem milhões de usuários brasileiros. E pelo entusiasmo dos mil e poucos testadores do Meme, serão de grande ajuda no aperfeiçoamento do coisinho esse. E quanto à coisa de ser “clone do tuíter”, me parece conclusão apressada de quem não entendeu direito como funciona e não conhece os recursos do Meme.

Dá pra dar uma olhada na página inicial, aqui, mas infelizmente não estão admitindo novos participantes. Daqui de Florianópolis, vi que o Dauro “DVeras em rede” Veras e o Alexandre “Coluna Extra” Gonçalves estão lá. Portanto, se vocês ficaram curiosos, é só perguntar pra eles. Pra mim não adianta perguntar, porque sou suspeitíssimo. Vou sempre dizer que é o máximo (pelo menos enquanto o Pedro estiver na equipe).

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"Anúncio" criado por um dos fãs

O QUE QUER DIZER A PALAVRA MEME?

Hoje em dia, um “meme” na internet é entendido popularmente como um conteúdo que vira febre e é reproduzido por todo mundo.

O termo “meme” foi criado por Richard Dawkins, no seu livro “O Gene Egoísta”, de 1976. Dawkins e outros cientistas depois dele identificaram o meme como um fragmento de cultura ou comportamento que é replicado de cérebro a cérebro, de forma parecida com o que acontece com os genes na biologia.

É evidente que o termo “meme”, como usamos aqui, é uma adaptação livre e expandida do seu sentido científico estrito, mas não foge da essência da idéia.

Este site, o Meme do Yahoo!, busca ser um “memeplex” eficiente, um ambiente favorável à replicação e distribuição de fragmentos de informação. Estes fragmentos – ou “memes” – passam de pessoa a pessoa e sobrevivem por seus méritos e pelas circustâncias. Eles evoluem, sofrem mutações e alguns até podem ficar bem famosos.

Os memes correm soltos pela Internet desde o início, sobrevivendo sob chuvas torrenciais, conexões instáveis, sol escaldante e caixas de e-mail lotadas. Esperamos que aqui eles encontrem um lar aconchegante para viver tranquilamente e se reproduzir à vontade.”

Uau!

Uau!

EXEMPLO DE MEME

A foto abaixo é um meme que um dos memeiros colocou lá. Mostra o momento exato em que a tal da gripe suína começou.

O primeiro beijo a gente nunca esquece

O primeiro beijo a gente nunca esquece

Discussão

Comentários estão desativados para este post.

  1. Um sopro de esperança: Dawkins citado pelo carola do Cesar Valente. Continue assim tio Cesar que te convido prá minha turma.
    :)

    Posted by Pedro Lemos | maio 17, 2009, 00:05

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