Algumas informações de última hora (pelo menos pra mim, que acordei agora) sobre o WTTC, que põem um pouco de água fria na fervura:
1. A emenda orçamentária de R$ 11 milhões, proposta pelo senador Neuto de Conto (PMDB) e apoiada pela senadora Ideli (PT), não destinará mais recursos para o WTTC. Parece que, lá no início, era uma emenda para o turismo catarinense (vários eventos, como o festival de Dança, seriam beneficiados). Daí, com o surgimento da história do WTTC se começou a pensar em usar parte da grana e saíram todos falando nisso. Mas ontem, no Ministério, segundo informa o próprio governo LHS, bateu-se o martelo para deixar o WTTC fora desse caminhãozinho de dinheiro.
2. Lula estará na abertura no WTTC, dia 14.
3. Embora em alguns anúncios de rádio a gente ouça que “milhares” de pessoas virão para o WTTC, o número de participantes, até o momento, está assim distribuído:
250 a 300 delegados internacionais, filiados ao WTTC
200 delegados nacionais, entre os quais todos os secretários de turismo dos estados
200 convidados, principalmente do “trade” e instituições ligadas ao turismo
70 jornalistas internacionais
30 jornalistas nacionais (com mais uns 30 que vão só acompanhar Lula).
Então, se a calculadora não me falha, o número de visitantes estrangeiros por causa do evento não chegará nem a 500, quanto mais aos milhares citados na entusiasmada propaganda que nos adverte que devemos deixar a casa limpinha para não fazer feio diante das visitas chiques.
4. “O evento não vai custar R$ 10 milhões”, garante o sempre atento Gayoso, assessor do LHS. Segundo ele, as verbas obtidas, registradas e cujo uso “será fiscalizado com todo rigor” provém do governo do estado (parte do tesouro, parte do Funturismo), que entra com R$ 5 milhões e da Embratur, com R$ 2,5 milhões. Ele não tem idéia de onde o Magnavita tirou aqueles outros R$ 2 milhões que, no artigo, são atribuídos ao Funturismo e à prefeitura. “Nem sei se a prefeitura está entrando com alguma coisa”, disse.
5. Uma outra explicação que o Gayoso deu foi sobre os tais de “media partner”, veículos de comunicação que compõem um seleto quadro de apoiadores institucionais. Há, ali, uma troca: a marca dos veículos circula o mundo no material do WTTC e é associada ao nome da entidade e os veículos oferecem espaço para divulgação do evento. Não há remuneração direta pelo fato de ser “midia partner”. E, garante Gayoso, todos os veículos de comunicação que desejarem poderão entrevistar os participantes e cobrir o evento. Não há nenhum tipo de exclusividade. Embora exista, é claro, alguns privilégios, como preferência para a primeira entrevista (os demais veículos ficam na fila, mas também terão acesso aos figurões, figurinhas e arrozes de festa).
É isso, por enquanto. Voltaremos a qualquer momento, se novos fatos exigirem uma edição extraordinária.
Se o Diarinho quiser me contratar um FRILA, tô à disposição por módicos EUROS, AFINAL, O EVENTO É INTERNACIONAL, e são milhares e milhares de figurões para ouvir, parlar, tricotar, retalhar, furuncar, esmiuçar…
Como excesso de boa vontade podemos dizer que a água na fervura está morna. Pois o escândalo ainda é grande.
Agora, água fria?!, discordo!
Pois então… fiz as contas, e, considerando os 800 participantes que relacionasses, se tem um custo de R$12500,00 per capita… acho que dá para chamar o Guiness Book. Difícil imaginar que alguém, em sã consciência, admita um custo destes…
Murilo querido, nem o guines teria coragem de publicar isso…
Me envergonho cada dia mais e mais, não sei se tu lesse o que eu enviei para o Cesar, acho que saiu no dia 26/04…
Quando começo a pensar me dá uma coceira, acho que é alergia desses podres…
#@%$$$$*&(¨@!!!
Mas esse valor aí é uma notinha pequena… não acham???
Vejam:
http://www.alesc.sc.gov.br/expediente/2009/PL__0080_6_2009_Original.rtf
Negócio é rezar pro dinheiro ser realmente utilizado no que estão dizendo ali…
Entrada: 31/03/2009
Origem: Legislativo
Autor: Cesar Souza Júnior
PROJETO DE LEI Nº 084/09
Reconhece o Município de Porto Belo como Capital Catarinense dos Transatlânticos.
Art. 1° Fica reconhecido o Município de Porto Belo como a Capital Catarinense dos Transatlânticos.
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É um deboche? Será falta de trabalho?
Nas eleições para Prefeito de 2008 encaminhei um e-mail ao então candidato Cesar Souza Jr, questionando seus projetos de parques, a nomeação do hangar do aeroporto, entre outras outras coisas que eu considerava “firulas”. Ele disse que eu estava de má vontade com os parques (se foi mesmo ele que respondeu, eu não sei). Mas o fato é que eu não estava de má vontade com os parques. Só acho que existem questões mais importantes do que a construção de parques. Assim como acho que ficar cedendo imóveis de graça para empresas que, embora consideradas de utilidade pública, de benefício social gratuito nada fazem, é um desperdício de dinheiro público, é renúncia de receita.
Será que estou equivocada?
Mas ele tem projetos mais úteis…
Projeto de Lei 0098.5/2009
Entrada: 07/04/2009
Origem: Legislativo
Autor: Cesar Souza Júnior
Regime: ORDINÁRIO
Ementa Isenta do pagamento da taxa de pedágio todos os veículos pertencentes aos moradores do Município onde estejam as praças de pedágio, cujos veículos estejam ali emplacados.
Tio César,
Por acaso no ano que vem não vai ter eleições? Porque se tiver, aí tem…..
Porto Belo é a cidade catarinense que, atualmente, mais recebe transatlânticos por questões circunstanciais: São Francisco do Sul, Itajaí, São José (Grande Florianópolis) e Imbituba ainda estão se estruturando, SFS e Itajaí mais rápido que as demais.
A médio/longo prazo a distribuição de escalas deverá estar mais equilibrada entre os portos turísticos catarinenses – e assim deve ser.
Com este objetivo todos nós ligados ao segmento de cruzeiros estamos trabalhando.
A proposição do deputado é precipitada e oportunista, além de desrespeitosa para com os demais municípios catarinenses envolvidos no assunto.
A “iniciativa” pode até azedar as reuniões que os portos turísticos de SC estão realizando mensalmente, de modo harmonioso, para desenvolver a costa catarinense como destino qualificado de cruzeiros.
Enfim, é uma péssima idéia, fruto de quem está distante da realidade do mercado e quer fazer média sem aprofundar-se no assunto.
Se a proposição for adiante o deputado, talvez, ganhe alguns votos em Porto Belo mas, com certeza, vai perdê-los aos milhares em outras cidades de SC que estão recebendo ou vão receber, no futuro, tão ou mais navios de cruzeiros do que Porto Belo.
Já pensaram que desagradável ter que revogar a lei em alguns anos em razão de algum município catarinense passar a receber mais navios do que Porto Belo? Se isto ocorrer qual vai ser a justificativa para manter o título?
O presidente do Conselho Estadual do Turismo é dono de resort e inimigo publicamente declarado dos cruzeiros.
Então, se o deputado quisesse fazer algo de realmente útil para o segmento de cruzeiros, deveria era estar mobilizando a bancada governista para cobrar do Conselho Estadual do Turismo postura proativa em favor do desenvolvimento do setor na costa de SC como um todo, paupérrima de infraestrutura adequada, pois os navios distribuem a renda dos seus passageiros horizontalmente no comércio local, do artesão à loja de grife, ao contrário dos resorts, que praticamente enclausuram o turista e o mantém gastando somente alí, sem sequer fazer um city tour, às vezes.
Perdão pelo copia/cola, mas é a única maneira de informar de maneira adequada neste caso, já que o assunto “cruzeiros” veio à baila. Foi publicado hoje no BRASILTURIS JORNAL (para ler a íntegra do artigo, clique aqui):
ABREMAR antecipa números do setor e pede apoio ao ministro do Turismo
07/05/2009
A diretoria da Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas (Abremar) realizou hoje, dia 7, coquetel em homenagem ao ministro do Turismo, Luiz Barretto, na sede da Sun & Sea, na capital paulista. Antes do coquetel, o presidente da Abremar, Eduardo Vampré do Nascimento, e representantes de empresas marítimas realizaram reunião com o ministro, oportunidade em que expuseram os problemas e necessidades do setor no País.
(…)
Nascimento mostrou ao ministro as muitas contribuições dos cruzeiros para a economia das cidades nas quais eles atracam e que incluem a geração de empregos, crescente a cada temporada. A Abremar prevê para o verão 2009/2010 a oferta de 720 mil leitos, um recorde em termos de Brasil.
A melhoria dos portos brasileiros, que poderá incentivar ainda mais os cruzeiros marítimos, foi um dos assuntos abordados com o ministro. (…)
O ministro ratificou as palavras de Nascimento e garantiu empenho na busca da solução. “Ainda há muito desconhecimento sobre o setor de cruzeiros marítimos no Brasil. Precisamos nos organizar, dialogar com o legislativo e com as demais áreas governamentais. Temos que olhar para o futuro e deixar de lado o passado. (…)”(…).