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Ranzinzices

Medicina privada (atualizado)

Prazo de consultas para quem tem Unimed, em muitos dos cardiologistas da capital turística do Mercosul e capital mundial do WTTC: novembro ou, com sorte, outubro.

Aí o idiota que paga, sei lá, uns R$ 400 por mês pra Unimed, lembra às recepcionistas que estamos no comecinho de maio, deve ter algum engano. Que nada, é isso mesmo, cinco a seis meses de espera.

Mas a Unimed não era pra ser uma cooperativa de médicos, que acabou com os outros planos justamente porque os médicos sentiam-se melhor trabalhando para ela? Hum… parece que isso tudo mudou. Pelo jeito a Unimed é uma cooperativa de médicos que cobra bastante da gente e paga pouco para os médicos. Donde a descarada má vontade com que reservam, nas agendas, uma ou duas consultas por dia (ou seria por semana?) para os infelizes clientes do “convênio”.

Se for “particular” (expressão que se refere ao dinheiro à vista, porque não me consta que a Unimed seja “pública”), tem horário para amanhã ou, no máximo, semana que vem.

E tem gente que já se conformou: tem Unimed só para eventuais despesas de laboratório ou internação (o que também não é grande negócio, porque acima de certo limite a gente paga o excedente). Médico tem que ser com o vil metal posto sobre o balcão, na hora. Em geral antes da consulta.

Pra remediar e fazer de conta que está tudo bem, a Unimed abriu uma linha telefônica pra ajudar a encontrar médicos do convênio que topem atender em menos de um mês. O resultado é que o pessoal está deixando de consultar seus médicos de escolha, preferência e que guardam o histórico de quase uma vida inteira de queixas, pra começar tudo de novo com um desconhecido. Ou com vários, porque até encontrar um em quem a gente confie…

ATUALIZAÇÃO DA QUINTA À TARDE

Recebi a seguinte cartinha da assessoria de imprensa da Unimed Grande Florianópolis, em resposta ao que escrevi:

“A Unimed Grande Florianópolis trabalha, desde a sua criação, com foco na excelência do atendimento. Para isso, adota medidas importantes para equalizar possíveis transtornos aos clientes. Em 2007, a Cooperativa criou o serviço de Agendamento Médico, através do qual os clientes que enfrentarem dificuldade em agendar consulta com qualquer especialidade médica têm à disposição profissionais capacitados para efetuar o agendamento. O telefone é o 0800 48 3500. Os agendamentos feitos por este serviço também são feitos com médicos especializados e capacitados nas suas áreas de atuação.

Atualmente a Cooperativa da Grande Florianópolis conta com 1.604 médicos cooperados, sendo 76 cardiologistas. Segundo o estatuto médico da Cooperativa, 50% da agenda dos médicos cooperados têm que ser destinada ao cliente Unimed. Se o cliente tem informações que contrariam o estatuto, ele pode procurar a Unimed para conversar.

Para melhorar ainda mais a agilidade no atendimento, outras alternativas estão sendo estudadas.”

Discussão

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  1. Caro César: uma vez me atrevi a fazer, resumidamente, é claro, esse teu comentario com um médico amigo meu. Levei um pito com a seguinte observação: “o que vou fazer com meus clientes particulares?”

    Posted by Mario Medaglia | maio 6, 2009, 14:29
  2. Olha, não sou muito fã da Unimed, mas em janeiro precisei de um cardiologista e consegui a consulta para a semana seguinte (de quinta para segunda). Isso que, tradicionalmente, o final de um ano de início de outro costumam ser épocas de grande procura por médicos.

    Posted by Fernando Silva | maio 6, 2009, 15:04
  3. A situação dos “MÉDICOS” da UNIMED, é vergonhosa, e com relação aos exames de Laboratório, devo dizer que, por orientação da ANS – AGENCIA NACIONAL DE SAUDE, fiz uma denúncia, contra a mesma, tendo em vista, que um exame básico para transplantados, chamado CMV-CITOMEGALOVIRUS, se recusa a pagar…mais, indecente que isto só o parecer do Gerente Marcelo Perone… fiquemos nós ATENTOS, POIS, A QUALQUER MOMENTO, HAVERÁ UMA ALGUMA ATITUDE DA ANS, CONTRA A UNIMED, E nós mortais usuários, seremos os prejudicados.
    Atenciosamente e, lhe cumprimentando pela coragem de escrever sobre o assunto, subscrevo-me,
    Atenciosamente,
    Vera Diotallévy

    Posted by Vera Diotallévy | maio 6, 2009, 15:23
  4. Cesar! O pior que tem gente da cidade cabeça atrasada que acha isso o máximo! Ainda falam, esse médico é bom! Viu! Ele só tem horário para daqui a 2 meses! Eles fazem isso porque o usuário é tanço e não sabe usar! Tem uma cacetada de excelentes médicos na cidade que atende em poucos dias pela unimed, mas insitem em ir em figurão! Eu aconselho a todos os usuários marcarem particular e na hora apresentar a carteirinha, pois médico nenhum poderá negar o atendimento, pois a cooperativa é dele e não é de um grupo mercantilista! E o pior é que tem médico que faz o paciente assinar um monte de guia que não precisa e fraudam a própria cooperativa se achando muito sabidões! Dão golpe neles mesmos!

    Posted by Marcelo | maio 6, 2009, 15:59
  5. E boa sorte a quem se aventurar na clínica da Unimed, a tal NAS (núcleo de atenção à saúde). Filas de esperas tão grandes ou maiores que as de hospitais públicos.
    Depois de rodar a cidade, em meio ao trânsito caótico de final de campeonato, acabei encontrando uma clínica mais tranquila. Mas, para minha surpresa tive que pagar R$1,03 pelo Tylenol que a Unimed não cobre…vai entender!

    Posted by Luiza Bodenmüller | maio 6, 2009, 17:53
  6. Ah, essa história não é de hoje. Aqui nesse espaço o tema já rolou e também comentei.
    Plano de saúde é PARTICULAR, pois não é SUS, INSS, INPS,INAMPS e etc. Se for comprovada essa diferença de tratamento os planos de saúde DEVEM REEMBOLSAR todos os seus usuários e, ainda, serem penalizados por “otras cositas más”.
    Quem PAGA um plano de saúde o faz para garantir ATENDIMENTO DIFERENCIADO (para melhor, é claro).
    A solução é simples. Marcar a consulta como particular, em horários disponíveis para consultas particulares. Ou seja, a realidade. Consulta da Unimed é PARTICULAR. E se alguém chiar, é só chamar a ANS, Polícia, Ministério Público e um bom advogado.
    Quem paga Unimed é um CLIENTE de uma EMPRESA. Assim temos uma relação COMERCIAL contratada entre duas partes. É o mesmo que que ir ao consultório de um médico e pagar direto pelo serviço.
    Mas essa novela começa pela falta de qualidade e competência da saúde pública. Surgiram os planos que, inicialmente, ofereciam um tratamento ainda melhor do que o oferecido diretamente pelos profissionais. Depois entraram na onda da coisa pública sem ser um serviço público.
    O correto seria apenas um tipo de medicina, um único tipo de saúde. Ou temos dois tipos de corpos humanos? Ou os profissionais da saúde aprenderam a fazer procedimentos diferenciados de acordo com o bolso do paciente? A medicina é uma só ou tem variantes que atendem interesses econômicos?

    Posted by Schneider | maio 6, 2009, 19:25
  7. Que tal assim: acabe-se com a UNIMED (é o que o Estado está fazendo mesmo, via ANS) e aí sobram duas opções: SUS e consultas particulares, ao valor de 200 reais com cirurgias na casa dos 5 mil ou mais.

    Se o cliente não está satisfeito, o médico tampouco – e tanta gente inteligente falando bobagem sem ter a mínima noção do que acontece, talvez a saída seja mesmo implodir o convênio…

    Ah! E se me convidarem para um café até lhes explico porque os bons médicos estão saindo da UNIMED… E também conto algumas historinhas de fraudes impetradas por pacientes com conivência de médicos e laboratórios. Mas aí tem que ser com chantilly…

    Posted by Rafael Reinehr | maio 7, 2009, 22:13

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