A colunista social Neusa Manske Hoemke publicou ontem, na sua coluna do Jornal de Santa Catarina, a nota de uma viagem de estudos e meditação que o diretor técnico da Celesc fará à sede de uma das maiores fornecedoras da… Celesc. Não sei, mas imagino, quem estaria financiando o contrito retiro europeu do feliz casal. Fiquei faceiro com o título que a Neusa deu à nota…
“DE OLHO
Diretor Técnico da Celesc, Eduardo Carvalho Sitonio embarca dia 27 para a Europa. Em Munique, Berlim e Nuremberg visitará as instalações da Siemens.
Ele terá a companhia da esposa Crista.”
E por falar no irmão Sitônio, ouvi ontem de manhã entrevista que ele deu ao abade Mário Mota na santa rádio CBN-Diário, dando conta de melhorias na iluminação pública da capital, visando dar-lhe melhor aspecto para a grande reunião dos bam-bam-bans do turismo internacional (os papas do turismo, para sermos mais precisos). A certa altura contou que haverá troca de lâmpadas no trajeto entre o aeroporto e o local do WTTC (Costão do Santinho), “para que os participantes possam ver, do alto”. Dando a entender que o trajeto entre o aeroporto e o hotel será feito voando. Vão iluminar linda e decorativamente as ruas, para fazer bonito a quem olhar dos helicópteros ou dos aviões, ao chegar, partir ou passear.
Sem que o frei Mota tivesse feito qualquer crítica, o próprio Sitônio emendou e insistiu que a iluminação do centro da cidade também será melhorada, com troca de lâmpadas por outras mais fortes e mais econômicas. Então tá, além das pontes de concreto e do trajeto aeroporto-costão, também o centro será iluminado pra impressionar os visitantes.
É a política DESCENTRALIZADORA do tapa-buraco, feita sob-medida para impressionar os visitantes, na “Capital Turística do Mercosul”.
Ab uno disce omnes. In fraudem legis fiat lux! Ora por nobis.
Cesar, veja só os fatos:
A subestação que a Celesc está construindo ao lado da casa do Luiz 15 na Agronômica, é do tipo blindada e isolada a SF6.
Este tipo de equipamento custa apenas de 3 a 4 vezes o custo de uma similar convencional, como aquela que tem embaixo da Ponte Hercílio Luz, ou de Ingleses, do Campeche, do Córrego Grande ou das que tem por toda Santa Catarina e no país inteiro !
O pretexto para usar esse tipo de equipamento é o de é mais seguro e que dispensa manutenção pelos próximos 30 anos !
Agora veja só a coincidência: O fabricante desse novo brinquedinho do Luiz 15/Pinho Moreira é nada menos do que a patrocinadora da viagem do casal diretor da Celesc, a SIEMENS !
Não é impressionante como a facilidade como eles gastam o nosso dinheiro ? E ainda argumentam que esse gasto é para não gastar com pessoal que faz manutenção, que é daqui !
E todos se calam…
De dia, mesmo de helicóptero, não seria mais barato?