Voltei e já estou concentrado, fazendo as abluções noturnas que antecedem todo o ritual de preparação para o jejum. Como ficarei todo o dia de amanhã consumindo apenas frugalidades de tenras carnes branquinhas e bebendo o sumo de polpudas frutas caseiras não fermentadas, hoje preciso obedecer o ensinamento dos nossos irmãos, os camelos: armazenar algumas reservas na corcova, para não sentir falta durante o período de rigorosa e reverente penitência.
Diante disso, para não me distrair no meio de tão complexos ademanes, não tratarei hoje aqui dessas trivialidades com as quais normalmente encho o vosso saco (e do LHS e do Dário mais ainda).
Purificado e contrito voltarei amanhã, provavelmente para publicar alguma crônica mundana de fundo religioso. Afinal, sou do tempo em que, na sexta-feira Santa, as rádios só tocavam música clássica (como se todas as músicas ditas clássicas fossem “músicas de igreja”, mal sabendo os “disk-joqueis” que algumas clássicas evocam bacanais e outras impiedades). E os locutores falavam baixinho, tal e qual o locutor que “narrava” a missa do domingo de manhã, pela rádio Tubá (era Tubarão da década de 60, mas imagino que isso ocorria também em muitas outras cidades Brasilafora). E, fiquei sabendo mais tarde, quando já tinha idade para compreender essas coisas, que sexta Santa era o único dia do ano em que a zona fechava.
É isso. Uma boa noite de preparação para o jejum a todos e todas. E uma sexta-feira Santa e purificadora.
Depois de ficar sem ônibus em Palhoça, estou na Kibelandia tomando umas ORIGINAL, amanha sexta feira santa – Não chamo empresário filho da puta de filho da puta.
Cuidado César !
Se aquele senhor, conhecido popularmente por “Litrão” sabe que voce tem essa pequena adega, ele vai mandar buscar “algumas” !
Lembre-se de que o fornecedor dele não tem mais as diárias pagas pela CODESC para ir buscar pessoalmente as bebidinhas lá no Uruguai !