Nunca fiz segredo que achava a D. Rose melhor articulada, politicamente, que seus marido e cunhado. Agora ela, cantarolando aquele verso lapidar* da música do Paulinho da Viola, prepara-se para ser deputada estadual. Segue a mesma toada da Ada de Luca, que durante muitos anos foi a força vital sob, em torno e acima do marido, Walmor de Luca e vai à frente do palco.
E, ao que tudo indica, não é um projeto a quatro mãos, iniciado com incentivo doméstico, como parece ter sido o caso de Ângela Amin. Dona Rose resolveu ser candidata e foi à luta (ou será que estou muito mal informado, como sempre?).
Claro que, como boa política, diz que só será candidata se contar com o apoio do (ex?) marido. Nem teria cabimento dizer outra coisa. Uma característica de quem tem a cabeça no lugar é não misturar vida pessoal com vida profissional (a política é uma carreira profissional, onde amadores ou idealistas não prosperam). Se e quando o Wally, digo, o Dário reaparecer, talvez a gente fique sabendo de mais algum detalhe.
E por falar nele – o (ex?) marido – o Carlos Damião fez a pergunta mais pertinente: “onde está o Wally?” Porque parece exatamente aquela brincadeira, em que um bando de idiotas procura, entre dezenas e centenas de rostos na multidão, um idiotinha de camisa listrada. Sabe-se que ele está lá, mas a gente custa a perceber onde. Ocorre coisa semelhante com o prefeito “low-profile” que quer ser governador: não está onde deveria. Mas em algum lugar certamente estará. Onde está o Dário? E, mais importante (já que é pago com o nosso dinheiro), fazendo o quê?
Ah, hoje, na RBS TV, Cacau informou que a Dona Rose tem novo domicílio, na vizinha São José. A ser verdadeira a notícia, está mesmo separada do marido. Mas também podem só estar “dando um tempo”. Ou coisa parecida.
Esta música bem que podia ser a trilha sonora da campanha da Dona Rose. Principalmente aquele verso que está sublinhado.
* Memórias Conjugais
Paulinho da ViolaLapidar foi a sua frase.
Proferida de um jeito natural.
Registrei essa preciosidade,
sem alarde, no meu livro de memórias conjugais:
“Tenho asas meu amor, preciso abri-las
Ao seu lado, não sou muito criativa”.
Depois dessa fui em busca do meu anti-depressivo
e afundei no sofá com meus jornaisMinha cara no espelho já diz tudo.
Desconfio de um carma secular.
Pelo jeito, eu também sou um embrulho,
mas eu juro: deste muro, amanhã vou me jogar!Resolvi vou tomar uma providência,
pra começar lá no bar do Seu José.
Para ver se exorciso este domingo,
céu nublado…
e esta mala que não larga do meu pé
e esta mala que não larga do meu pé
Ausências depois de assumir é a mais nova maneira de administrar alguns feudos. Às vezes por preguiça, outras por medo (da intimação do oficial de justiça), ou ainda por se julgarem acima deste vulgar trabalho de comandar, assinar, decidir e administrar, pois é mais agradável viajar, visitar lugares novos, assinar convênios. Afinal, trabalhar e gerir (daí o nome) é trabalho braçal e coisa para o grupo gestor. O mais preocupante, é que parece ser uma tendência e que começou no mais alto cargo da República e está contaminando todos os níveis do executivo, que em breve dirão “não sei de nada”, “não sabia”, e claro terão um àlibi e uma desculpa para não solucionar os problemas que nos afetam diretamente no dia a dia.
O desaparecimento do Edil na opinião do povo tem outro motivo. Torpe… dizem alguns. O que penso é onde fumaça há fogo.
Essa noticia revela mais uma possivel fraude da nossa “nova elite” politica surgida na vizinha cidade de Sao Jose, talvez a ” separacao” seja um artificio, parecido com aquele usado pelo nosso Alcaide para burlar a Constituicao, criando a figura da profissao Prefeito. Nesse estado em que a midia deixa de exercer seu papel esclarecedor, os maus costumes tornam-se cada dia mais comuns entre os membros dessa “nova elite” dirigente. O PC Farias fez Escola ! Abracos Ricardo