Pronto, Santa Catarina agora tem um Código Ambiental que não contempla as áreas urbanas e poderá, segundo vários deputados disseram na tribuna, revolucionar a legislação ambiental brasileira. Acreditam eles que o Código catarinense será “um exemplo para o Brasil”.
Se vai ser um exemplo, não sei, mas que terá a simpatia de grandes amigos do meio-ambiente, como o governador LHS e o presidente Lula, não tenho a menor dúvida. Os dois vivem dizendo que existem regulamentos demais, leis excessivas e que o brasileiro (e o catarinense) está sendo impedido de produzir alimentos por causa dessa preocupação desumana e exagerada.
Nenhum dos dois pensa em dotar o País de organismos eficazes de administração ambiental, capazes de fazer com que os licenciamentos sejam emitidos em prazos razoáveis e com rigor técnico. Ao contrário, mantém Ibamas e Fatmas à míngua, desfilando suas ossaturas como modelos anoréxicos de ineficiência, decerto para poder atribuir à legislação ambiental a bagunça criada pela falta de estrutura desses órgãos.
Temerosos de ofender algum eleitor às vésperas de um ano eleitoral, o PT e o PDT fizeram oposição morna ao projeto e reagiram com mansidão à recusa de suas emendas. Ao final, abstiveram-se de votar. Ficaram em cima do muro, mas com as perninhas balançando do lado do governo, acenando para a claque de pequenos agricultores.
O governo LHS tem mesmo uma vocação incontrolável por andar na contramão. Foi assim com os bingos, é assim com o ambiente. E quando der a lógica e o MPF entrar com uma Adin, certamente alguém vai dizer que os procuradores odeiam SC e não gostam dos pequenos agricultores. Fazer o quê, né?
Vamos morrer sufocados pela diarréia VERDE de LHS XV. Tamos PHLÓDIDOS, cuempenadowiskis.
Ah! Eu já sabia. Tem político que discursa assim aqui em Bombinhas: “O meio ambiente atravanca o progressio”, com ecio é mais bonitio.
Em Santa Catarina, ao invés ganhar com o meio ambiente natural através do crédito carbono, banco de germoplasmas de plantas medicinais e até ecoturismo; não vai desmatar, depois vai gastar com adubação sintética, ocorrer a erosão com perda do solo agricultável e o adubo se vai; depois vem a historinha do eucalipto e pinus que são exóticas em substituição às nativas. Estamos caminhando na contra-mão da ECO-92: equilíbrio ecológico – viabilidade econômica – justiça social – responsabilidade política e correção ética. Os políticos não querem nem saber, porque todos, sem execção, são analfabetos ecológicos.
A maioria dos críticos do novo Código ambiental jamais leram o texto do código e também jamais chegaram perto de uma enxada e apenas repetem o discurso ideológico politicamente correto que ouviram em algum lugar. O Código tem méritos. As normas do Conama,por exemplo, eram uma excrecência autoritária e foram fritadas. Um ou outro tópico pode vir a ser discutido, mas o Código como um todo jamais será revogado pelo Judiciário. Ah, e vamos parar com essa mania de apaziguar as frustrações com as derrotas apelando sempre para o futuro do pretérito do Judiciário …
Um estado que sofre e sofreu recentemente um calamidade ambiental causada por abusos do homem (animal dito “racional”) não aprende com seus erros e, para alegria dos que acham que preservação do meio-ambiente é ir contra o “poguessu”, ganha um novo código ambiental para destruir o pouco que resta. Mas no final, não tenho dúvidas, quando o homem for varrido da face do planeta terra a Natureza voltará.
Ilustre Jornalista,
Acabo de receber de uma Decisão do Conselho Consultivo do Condominio
Dom Eudes de Orleans e Bragança(CHIQUE HEIN)via AR via Correio. Mas que me chamou a atenção é o envelope.MCP-027 do Estado de Santa Catarina, remetido pela Administração.
Devo denunciar a Policia?
Cordialmente,
Carlos A.B. Santos
Caro, como a polícia é do governo e, segundo manifestações recentes de um de seus comandantes, bastante politizada, recomendo que encaminhe sua denúncia ao bispo. Ou ao arcebispo. Com cópia para o Ministério Público.
Acaba de falecer em Santa Catarina a República Federativa do Brasil. Assassinada por 31 Deputados Estaduais. Não sei se instituíram uma nova república (a República “dos” Bananas) ou preferiram a criação de um reino comandado pelo Imperador Luiz XV, onde 31 “bôbos da côrte” já tem emprego garantido.
Lamentável a “grotesca” aprovação do Código Agrário (me recuso a utilizar o termo “ambiental” para tal disparate jurídico/legal). QUE VERGONHA! SALVEM-SE QUEM PUDER!
Fizeram deste código apenas uma discussão em benefícios do Pequeno Agricultor, mas cabe lembrar que Santa Catarina não é feito apenas de pequenos agricultores.
Quanto a ter lido O CÓDIGO AMBIENTAL, li sim e o analisei o profundamente:
1- a todo momento diziam que não podemos ter as mesmas regras que a Amazônia, até concordo. Mas, que estudos demonstram que na Amazônia tem que se ter 30 metros e em SC 5 metros nas margens dos cursos d’água.Não poderia ser o contrário?? Afinal, a decisão não foi tomada com base em estudos técnicos, mas foi uma decisão política.
2- Somos um Estado Litorâneo, fato que gera muito emprego e renda devido ao turismo, dai ficam duas perguntas: 1- porque o ecossistema de restinga é tratado apenas superficialmente?2- porque o ecossistema de mangue se quer aparece na lei? Afinal, é conhecido por todos como berçário de diversas espécies.
Tratar um Código Ambiental para todo Estado pensando e defendendo apenas a causa do Pequeno Agricultor é um erro e uma diminuição da causa. Claro, que os Pequenos Agricultores devem ser olhados com carinho e merecem todos os esforços do Estado. Mas não podemos diminuir o código Ambiental do Estado apenas no fato de defender uma categoria.
Santa Catarina merece muito mais.