A RBS nos informa que o secretário dos transportes/vice-prefeito e virtual prefeito nos próximos anos, João Batista, foi miraculosamente ungido, de uma hora para outra, com conhecimentos de arquitetura urbana, engenharia de tráfego e outros parangolés, que o capacitarão a resolver todos os problemas que o prefeito propriamente dito já não tem mais interesse de enfrentar, porque não vai se desgastar tomando decisões que não cabem a um governador virtualmente eleito (já ganhou! já ganhou!).
Dizem lá que diante de três estudos sobre corredores de ônibus (eles afirmam que são estudos, quem sou eu pra dizer que são apenas esquemas adivinatórios, né?), João Batista decidirá qual será mais apropriado para testar. Bem ao estilo da escola LHS/Dário de administração por espasmos (alguém disse isto e eu achei muito apropriado, mas não registrei o nome do autor), não há um plano para o município inteiro. Há extintores para incêndios localizados. E, ao que se vê, por tentativa e erro. O que não é de todo ruim, uma vez que, se algum vereador da base discordar, a coisa fica só no teste.
O troço, digo, o trecho só será implementado depois que o douto João Batista afirmar, com seu linguajar muito característico, que “agora não tem mais volta”, como disse depois de aprovar um teste preliminar. Como eu acho que só o que não tem mais volta é a morte (e mesmo nisso os espíritas sempre tentam me contradizer), achei meio forte isso de tornar permanentes soluções pontuais para emergências urbanas desenhadas no afogadilho de mostrar serviço.
Outro dia ouvi João Batista no rádio falando como se prefeito fosse (sim, sim, o prefeito está recluso, provavelmente em retiro espiritual, preparando-se para a grande campanha eleitoral que se avizinha) sobre transformação de ruas de grande fluxo de veículos em mão única. Velhos projetos, idéias pela metade, coisas que dependem de obras jamais feitas eram enumeradas como se fossem medidas que poderiam ser tomadas em seguida, desafogando num passe de mágica a cidade. Balelas, enganações e meias verdades se misturavam a sonhos. E a gente, preso no engarrafamento, tendo que ouvir.
Novamente, nada de planejamento para o município. Nem uma palavra sobre o “adensamento urbano” que o vereador/secretário/prefeito virtual e seus colegas permitiram e até estimularam, transformando vias como a rua do Córrego Grande da infância do vereador (que na época em que trafegava ali a carrocinha do entregador de leite tinha a mesma largura que tem hoje) em escoamento para zilhões de moradores dos trocentos prédios de apertamentos, com seus quaquilhões de veículos de transporte individual.
Feita a m…, agora a solução do nosso planejador urbano de plantão é transformar tudo em mão única. E ninguém diz nada. Decerto porque estão todos negociando as posições para 2010. E a gente, derretendo dentro de ônibus sem ar condicionado, ainda vai acabar tendo que pagar por isso. De alguma maneira.
Cesar, a idéia merece um registro:
ALGUNS DEVERIAM GANHAR MÃO-ÚNICA PRA FORA DA CIDADE. Para sempre, pois, “não tem volta”.
MÃO-ÚNICA NA ZORELHA, tái um bom adesivo.
MÃO-ÚNICA NO BOLSO
MÃO-ÚNICA PRESTIDIGITADORA MARROQUINA
MÃO-grande-ÚNICA
A propósito, lembra daquele famoso diário oficial do dia 27 de janeiro? Aquele da reforma administrativa, não tem?
Pois consegui uma cópia, n 18.535
E pasmem, alí está os salários dos novos Secretários e do Prefeito.
O Dário pasou dos seus 7 mil por mês, para R$ 14.634,07 aumento de mais de 100%.
Os secretários passaram de 4.900,00 para 8.780,45. Quase 100% de aumento. Isto ninguém noticiou.
Agora na última reunião de colegiado ele mandou contigenciar 25% das despesas das secretarias e cortar todas as horas extras.
Mas este Dário que tanto criticou o Amin na campanha, está fazendo igual, aumentou sua renda familiar para R$ 25 mil/mês, nomeando a Rose Berger para uma secretaria.
Enquanto isso, no Pantanal, a gente sofre.