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Prefeitos

O prefeito incomunicável

Conversei agora de manhã com o Paulo Arenhart, ex-Secretário de Comunicação da prefeitura de Florianópolis. Contou-me que ontem, depois de tentar falar pessoalmente com o prefeito Dário Berger por dois dias (“ele nem atendia o telefone”), protocolou um ofício com o pedido de exoneração. Ao saber disso, por um telefonema do colunista Roberto Azevedo, da RBS, o prefeito teria dito apenas que “se o pedido foi protocolado, está aceito”.

O motivo é exatamente este: Arenhart tinha grande dificuldade para falar com o seu assessorado, não conhecia seus planos, não era informado de nada e no final ainda tinha que ajudar a apagar os incêndios, mesmo sem saber direito por que iniciaram e do que se tratava.

É uma situação estranha, para um prefeito que alicerça sua atuação política e administrativa em estratégias eminentemente publicitárias. Há quem diga que depois da morte de seu primeiro assessor na capital, o Ariel Bottaro Filho,  Dário teria assumido uma espécie de luto permanente e não quer mais ter assessor de imprensa. Tanto que o cargo ficou quatro meses vago. Na época foram sondados o Estácio Ramos, o Roger Bittencourt e o Arenhart, que acabou aceitando.

A forma como o prefeito tratava seu secretário de Comunicação parecia fritura, mas em geral a fritura é feita quando o titular quer que o cargo fique vago para colocar outra pessoa. No caso, Dário não tem candidato para a função. Ele diz que não tem e é possível mesmo que não tenha, porque em sociedade tudo se sabe e não há boatos a respeito.

O diretor da Eletrosul e ex-governador Paulo Afonso e o secretário regional Gallina, ambos do PMDB, tentaram convencer Arenhart (que atuou no governo Paulo Afonso) a continuar, mas ele argumentou que estava sem condições mínimas de exercer a função.

Arenhart é funcionário de carreira da Assembléia Legislativa e em princípio volta para lá. Mas, como tem bons amigos no PMDB, apareceram algumas propostas, que ele está examinando.

Discussão

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  1. Depois, não quer ser chamado de Odorico Paraguaçú.

    Posted by lourenço | março 17, 2009, 12:00
  2. Enquanto isso na distante Gotham City!

    Posted by amilton alexandre | março 17, 2009, 13:02
  3. Sendo funcionário da assembléia é fácil brigar com o chefe.
    Quero ver os que ralam na inicativa privada.
    Agora, um cara com este “empregão” na Assembléia prestar-se a capacho deste ditador, tenha dó!

    Posted by lh | março 17, 2009, 13:20
  4. Um dia da caça outro do caçador!O Sr Paulo Arenart fez o mesmo, teve o mesmo coportamento quando foi Superintendente da Fundação Catarinense de Cultura.Vivia trancado em seu gabinete, não recebia nem falava com nenhum técnico nem com sua assessoria!
    Volta pra Assembleia aonde está legado, empregado pelo Paulo Afonso Vieira.

    Posted by pedro reis | março 17, 2009, 13:52
  5. O Paulo Arenhart é arquivo vivo do Paulo Afonso.

    Conhece bem as letras do alfabeto do PMDB.

    aquele partido que o Jarbas falou que era corrupto e gostava de roubar.

    Posted by amilton alexandre | março 17, 2009, 15:25
  6. Dário teria trepado num porco espinho. O PMDB do Dário não é o do Paulo Afonso nem o do Galina. E esse filhote do Paulo Afonso não poderia mesmo estar bisbilhotando as atividades do Dário. Esse perfeito, espertalhão, sacou logo, e fritou o Arenhart. Pelo passado de um e de outro, eles se merecem.

    Posted by Belmiro | março 18, 2009, 10:51

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