Nesse caso do coronel (major, na época) tagarela, tem uma pergunta fundamental. Tinha pensado nela assim meio vagamente, mas não escrevi nem formulei nada mais concreto, até que a li hoje, no blog “A política como ela é”, adequadamente colocada:
“E por que o áudio do comício particular não foi entregue ao juiz eleitoral, Luiz Henrique Portelinha?
Hein?”
EM TEMPO
Como o blog citado, no momento em que escrevo estas maltraçadas, está fora do ar (espero que temporariamente), impossibilitando que vocês dêem uma olhada para entender o contexto, transcrevo abaixo a nota na íntegra (capturada no meu leitor de RSS):
- Vocês sabem que eu sou Dário Berger doente.
- Quem quiser votar no 15 vota, quem quiser votar no Dário Berger vota. E quem não quiser votar em nenhum dos dois vota no major Newton. Pela permanência dele no 4º Batalhão.
- O meu sonho, eu tenho um sonho: comandar a Polícia Militar de Santa Catarina. Mas também com o Dário governador.
- Como é que eu vou reivindicar aumento salarial com um governador que eu nunca falei com ele?
- Eu paro a tropa! “Tu és maluco? Você vai fazer isso mesmo!?” Vou… você já me conhece. Daí eu quero ver.
Proselitismo barato, divisão da Instituição em facções, disposição para o confronto.
Ouça a íntegra aqui.
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Quem gravou? Os praças. Quem divulgou? O deputado sargento Soares, da Tribuna da Assembléia.
Por quê? Segundo o gravado contou ao DC, por vindita, porque impediu a adesão do 4º Batalhão à greve dos praças em dezembro.
E por que o áudio do comício particular não foi entregue ao juiz eleitoral, Luiz Henrique Portelinha?
Hein?
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A politização vem de longe, mas foi o atual governador que melhor soube capitalizar o potencial político da PM.
Em 2006, no segundo turno, a Aprasc lotou o salão do Clube dos Praças, no Estreito, para ouvir os candidatos ao governo.
No fim, a entidade simulou uma eleição para decidir quem apoiaria: LHS obteve o voto de mais de 1.000 PMs que lotavam o salão, enquanto Amin menos de 20.
Os votos da polícia são, com o perdão da palavra inexistente, curralizáveis, em índice próximo de 100, como demonstrou a votação organizada pela Aprasc.
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É natural que o candidato a governador apoiado pelo atual busque fincar raízes na PM.
Do mesmo modo, é perfeitamente compreensível que oficiais que sonhem comandar a PM, procurem apoio à pretensão junto dos políticos com chances de conquistar o Executivo.
São quase 20.000 eleitores, entre ativos e inativos, mais as famílias, além da persuasão policial, mais infalível que o Papa na conquista do voto.
Essa massa é a moeda de troca.
O comandante do 4º não foi o primeiro a aderir, ao contrário; nem será o último, o que é uma pena.
Acontece com os oficiais superiores o mesmo que aos civis quando disputam nomeações de secretários, presidentes de empresas, diretores financeiros: as mesmas prendas e os mesmos vícios.
Tem de mostrar trabalho, corresponder à indicação, compensando, nem sempre legalmente, o apoio recebido.
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A gravação e a divulgação do comício interna corporis oferecem uma pista acerca de qual será o comportamento da Aprasc na eleição de 2010.
Vai de Ideli.
E o coronel Ramlow corre o risco de virar um cabo eleitoral sem votos.”
Tio César.
A APRASC, o Sgto SOARES, o Dário, o Major (há época), o Luiz Henrique e a Ideli se merecem!
Quem não merece é a Nação Barriga Verde, porém responsável pela irresponsabilidade de seus votos!
a briga do soares,com LHS,esta sendo polverizada por todo o esta catarinense queira ou nâo o nosso governador. O PMDB, esta aos poucos enfraquecendo qual o funcionário público que não esta com salérios defasados.
Ninguem tentou responder a pergunta inicial, vai ficar complicada a situação do tenente coronel, mas conseguir provar que foi o “pRe®feito” Dário que “pediu” votos é outra história.