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Pérolas do DOE

O morro e não vejo tudo!

Tá no Diário Oficial do Estado do último dia 17: o secretário regional de Jaraguá do Sul, Lio Tirloni, editou uma portaria transformando 47 servidores da SDR (ele inclusive) em motoristas.

Trata-se de uma inovação peculiar. Normalmente os secretários regionais autorizam alguns servidores ou comissionados a dirigir os veículos da repartição. É coisa usual por toda a Santa Catarina. Mas em Jaraguá, além da listinha de autorizados chegar a quase cinco dezenas de nomes, há ainda um parágrafo na portaria que vai dar muito pano pra manga: os nominados, além de suas funções normais, passam a ter também a de motorista.

Criou-se aí, a meu ver, um excelente mote para que os servidores e comissionados saiam em busca de gratificações, compensações e outras retificações. Afinal, foram nomeados para duas funções, uma das quais pode resultar em responsabilidade civil e criminal (ou vocês acham que acidentes de trânsito não acontecem com qualquer um?). As multas, então, serão de dificílima atribuição.

Sem falar no menor dos males (mas que envolve desleixo com o dinheiro público): o desgaste acelerado que sofrem os veículos que são utilizados por vários motoristas amadores.

Discussão

Comentários estão desativados para este post.

  1. Essa é a cara do Governo. Corrupto e incompetente.

    Posted by pedro de souza | fevereiro 27, 2009, 15:53
  2. Sempre quem dirigia carro oficial era motorista profissional, pertencente ao quadro de motoristas do Estado. Mais uma inovação, carro oficial dirigido por qualquer um. Estão descentralizando os gastos públicos, e inclusive os desgastes dos veículos. Muito bom para nós contribuintes que pagamos essa conta e outas mais.

    Posted by Walmor | fevereiro 27, 2009, 15:59
  3. É o Estado indo a breca “por toda Santa Catarina”. Prefiro não gastar mais a pena sobre LHS>

    Posted by Joanildo | fevereiro 27, 2009, 17:30
  4. Qual é a graça de nomear vários comissionados se eles não podem usufruir de benesses do Estado, principalmente em épocas pré-eleitorais?

    Posted by Yuri | fevereiro 27, 2009, 20:37
  5. O Yuri !
    Esses comissionados são colocados contra a parede, se não fizerem campanha perdem os carros de locadoras com combustível livre, que estão à disposição deles.

    Posted by Carlos | fevereiro 27, 2009, 22:49
  6. Isso não pode ser apenas ‘incompetência’. É claro que tem cunho remuneratório. Corrupção pura. É o exemplo do Governo Federal sendo disseminado…

    Posted by Procorio | fevereiro 28, 2009, 13:21
  7. E nem imaginas, Tio César, prá onde e, como dirigem, aqui em Jaraguá, estes “motoristas”…..

    Posted by Marlene Pobrer | fevereiro 28, 2009, 17:39
  8. A questão dos motoristas é umn problema sério enfrentado por todas as empresas e órgãos do estado. Uma empresa que tem na frota 800 veículos, por exemplo, não tem, certamente, 800 motoristas contratados. Daí a preocupação de colocar esta “atividade” entre as atribuições dos empregados comuns. O fato é que ninguém recebe nada a mais por isso. O que deveria ser oferecido é um curso de direção defensiva aos empregados, para não deixar qq malandro dirigindo carros do estado por aí, estacionando em local proibido, furando sinal, estacionando sobre faixas, cortando outros veículos, entre outras coisas que os “motoristas” costumam fazer.

    Posted by Aline | março 2, 2009, 10:25
  9. Ah sim, esqueci de falar ainda da utilização dos veículos fora do expediente. Não é raro nos depararmos com situações estranhas. Pra quem passa pela ponte, em Floripa, toda manhã, perto das 8h, basta dar uma boa observada em quantos veículos de empresas do Estado estão “chegando para trabalhar”. Por onde transitaram nos finais de semana? Onde permaneceram, se não estavam nos patios das empresas? Quem sabe foram dar um rolê pela praia Mole.

    Posted by Aline | março 2, 2009, 10:31
  10. Motorista do estado é aquele CONCURSADO que tem como função preponderante dirigir E a responsabilidade de manter o veículo, cuidando da manutenção periódica, abastecimento e tudo mais.

    Veículo em si é ferramenta de trabalho e pode ser ofertado pelo empregador (estado) ao trabalhador sem que isso se constitua “acréscimo de serviço”.

    Como já comentei aqui, a tal descentralização (que na verdade é desconcentração) só serve para fracionar os gastos e permitir a dispensa de licitação.

    Posted by José Vitor | março 2, 2009, 11:39

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